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Ensaio

1
Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ
6/1/2007 · 56 · 14
 

Existe um caminho correto?Um único caminho certo , tornando logo os outros incorretos?Vale a pena renunciar um caminho e seus ideais para cursar um outro?Não vamos nos deparar sempre em um mesmo estagio ao considerar que a variação de opções que temos é sempre a mesma?
Considere como referencial para nossa liberdade de escolha o TEMPO.não podemos desfazer algo que aconteceu no passado ou algo que ainda não aconteceu.Não possuímos liberdade quanto ao tempo passado ou futuro,temos sim um leque de opções possíveis para um determinado instante do qual nos consideremos pertencentes.Ao reduzir este instante ao LIMITE lim f(t)=E , sendo “E” o nº de escolhas possíveis e “t” tendendo a 0 perceba que ao reduzir “t” a este limite toda a “liberdade” de escolhas se resume a agir ou não,neste instante de grandeza ínfima podemos realizar apenas uma ação.Isto nos trás a lembrança um código binário,0 ou 1,ser ou não,somos totalmente livres pra escolher entre 0 e 1,dando a estes valores agir ou não,inércia ou movimento contrario ao sistema inercial.
Sem nenhuma pretensão pessimista quanto ao futuro,a tecnologia,podemos tomar a conclusão de comparação a maquinas.Temos a liberdade de escolher (lá vem o paradigma) entre apenas o que nos é apresentado, porém o que nos é apresentado é o resultado do que decidimos no tal instante lim f(t)=E ,quando “t” tende a 0.

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Autoria
Helder Dutra
Ficha técnica
Tentativa de dar certa subjetividade as exatas
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brigitte
 

Helder, você é matemático, físico ou algo parecido? Para que complicar com tanta fórmula? É tão simples. Para todo problema tem mais de uma solução, ou como queira, há mais escolhas que o 0 oi 1.Essas são somente duas vias. Nos foi dado o livre arbítrio, isso quer dizer que temos N soluções e somente o ser ou não ser, 0 ou 1.

brigitte · Goiânia, GO 6/1/2007 23:11
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Helder Dutra
 

rssss...cara brigitte...estava tentando dar um ar mais,como posso dizer...subjetivo as exatas...o texto partiu de uma conversa com um amigo de infancia que partiu pras humanas enquanto fui para a engenharia...é claro 2+2=4,batuta...mas sera que a matematica não pode servir para dar um sentido existencial(ou não!!!) a vida?
obrigado pela atenção...

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 7/1/2007 00:08
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brigitte
 

Sou da área de humanas. A Matemática é uma ciencia exata. A vida não é tão exata quanto a matemática. Sei que a Matemática está em todos os lados, vivemos cercados de matemática, mas daí querer direcionar a solução dos problemas apenas pela razão, torna a vida mais pesada. E Vejo flores em você!

brigitte · Goiânia, GO 7/1/2007 00:22
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Helder Dutra
 

quero ver dançar em cima de uma faaca molhada de sangue...
não sei por que escrevi isso...

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 7/1/2007 01:02
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brigitte
 

Se você não sabe, nem eu.

brigitte · Goiânia, GO 8/1/2007 09:00
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Helder Dutra
 

rsss........Olha tava tarde e meu cerebro ja nao respondia mais(é bom por a culpa nos outros né?)...mas vamos lá...
Fico abismado com a aversão que temos aos numeros.A resposta pode ser que é uma informação dificil de ser digerida e tal,mas acho uma resposta vazia e covarde.Do mesmo modo como me comprometo ao ler Nietzsche,a no dia seguinte ficar debatendo suas ideias,mesmo sem entender grande parte das intençoes do autor,tentando encontrar algum ponto de realidade(na vida,nas relaçoes pessoais)tenho que os numeros podem tambem fazer parte do linguajar "popular" cotidiano e tal..."fazer das exatas conversa de bar?" não,não é essa minha intençaõ...é simplesmente mostrar que assim como a filosofia,a razão,enfim a linguagem de discussão,persuasao em geral a lógica exata também pode ser uma ferramenta interessante...talvez até subjetiva.

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 8/1/2007 10:14
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Helder Dutra
 

ps:"quero ver você dançar..." é a letra de uma musica que gosto...é que me veio o "vejo flores..." me lembrou Titãs e me senti instigado a também deixar uma mensagem musical...perdão se fui estupido na escolha da frase...

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 8/1/2007 10:17
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brigitte
 

Tá perdoado. Já que você quer colocar a matemática numa discussão interessante que tal o poema de Millôr Fernandes -
"Poesia Matemática".Seria essa sua intenção?

brigitte · Goiânia, GO 8/1/2007 13:31
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Helder Dutra
 

perdão pela ignorancia cara Brigi...vou consultar o sabio e todo poderoso Google e ele ha de responder e ja lhe falo...

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 9/1/2007 21:36
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brigitte
 

Poesia Matemática - de Millor Fernandes
às folhas tantas
do Livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
doidamente
por uma incógnita
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base
Uma Figura Ímpar;Olhos romboides, boca trapezoide,
Corpo octogonal, seios esferoides
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela
Até que se encontraram
no Infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos,
Mas pode me chamar de Hipotenusa".
E de falarem descobriram que eram
-O que em aritmética, corresponde
A almas girmãs-
Primos-entre-si
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas,circulos e linhas senoidais.
Escandaizaram os ortodoxos das fórmulas
euclideanas
E os exegetas do universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e
pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar,
Uma perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações, e diagramas
para o futuro
Sonhando com a felicidade
Integral
E diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três
cones
Muito engraçadinhos,
e foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
vira monotonia.
Foi então que surgiu
Máximo Divisor Comum
Frequentador de Círculos Concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, pecebeu
Que com ela não formava mais Um Todo, Uma
Unidade. Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade
E tudo que era e´spúrio passou a ser
Moralidade
Como, aliás, em qualquer
Sociedade.

brigitte · Goiânia, GO 14/1/2007 16:39
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brigitte
 

Desculpe alguns erros de digitação.

brigitte · Goiânia, GO 14/1/2007 16:42
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Helder Dutra
 

Ola cara Brig...é eu li o texto achei lindo e chamativo, mas nao vi muita relaçaõ com Ensaio...talvez tu tenhas enxergado melhor...podes me dar um atalho?

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 15/1/2007 15:12
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brigitte
 

Seu texto tenta colocar a matemática como parte das relações pessoais, como você mesmo mencionou, um pouco mais acima. Acho que o poema se encaixa perfeitamente nas suas obervações.As relações pessoais vistas sob um ângulo matemático.Descrição de pessoas com termos geométricos, nomes próprios usando a matemática( hipotenusa). O drama da traição visto por um matemático( triângulo amoroso). A vida talvez seria um tanto racional demais, não é mesmo?
Espero ter explicado a relação do poema com o teu texto.
Insisto, ...e vejo flores em você... e não números!

brigitte · Goiânia, GO 15/1/2007 17:36
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Helder Dutra
 

Entendi...acho que nao percebi a relação por conta do apelo pessoal que o texto tem...sim,sim verdade é...meu texto é literalmente o que sugere seu titulo:um ensaio...tanto é que tenho as vezes de me explicar as intenções...não o considero elaborado a ponto de ser tão pessoal quanto o grande Millor...ah,obrigado pelas flores...
abraços...

Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 15/1/2007 18:31
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