entre saber e não saber do delírio de ontem, delire em sonhos o novo sonho de sombras & fogos de hoje
O que passa por dentro
do célere pensamento,
invisível e abstrat&surdamente,
a debulhar o coração e os outros órgãos
quando este já seco,
até o tutano do espírito,
é o inlastreável sentimento,
inexoravelmente perene - independente
da ponte -
ainda que incomunicável ao toque
da pele - muito embora arrepios cortantes
acendedores de pêlos e verves
digam o contrário -
na luxuriosa gramaticidade das entre-
linhas
que tentam dizer o avesso.
O que passa ungüento
e alivia a carne do tormento
dessas letras feito pássaros que carregam o sentimento
é o olho de dentro do outro peito
que, cego, sente o relevo do vômito,
do escarro impregnado de alma – essa, ainda
com as raízes à mostra,
despudorada e descarada em orgias
sintáxiticas de sujeitos e predicados
lascivos – a entender
que nada do que digam esses pássaros
em seu mudo vôo,
poderá salva da avassaladora Beleza
que enfia sua mão olhos adentro
e também debulha,
faz colheita do sentimento do outro lado
da ponte invisível
que liga o Nada
ao
Lugar algum: coração do Ser...
O que alimenta
esse fogo que não para de crescer
é saber que pode-se perverter a língua
para dizer o novo de uma nova forma, novo ar
a lamber a pele nua da palavra e dizê-la desacorrentada
do livro, livre como passarinho a cagar
sementes – essa tua, essa minha,
essa de outros & de todos,
Poesias –
de se infiltrar na pedra fria,
rachar, fender, implodir a lápide da antiga
e cheia de sombras Morte
numa nova e prenhe de luz
Vida.
poesia sentida e escrita na poesia PARATEXTO, de Compulsão Diária.
Na ponte das palavras sentimento e pensamento caminham juntos. Inexorável percurso amparado pela magia da sintaxe sob o manto da gramática. Poesia é ponte de mão dupla, erguida entre os poemas alimentados pelas letras trazidas pelos pássaros.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 19/9/2008 13:54
Lindissimo!!!
Parabéns já sou sua fã Poeta ainda mais com essa parceira Genio!
Beijo na alma linda de poeta!
Um espiral, do verbo à carne, da carne ao verbo em trânsito pelos pensamentos e sentimentos, as idéias. Um labirinto poético.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 19/9/2008 16:50
Verborragias espiraladas em poesias labirínticas
O sentir é amplo, vasto
e demasiado ermo para tão poucas
palavras aprendidas.
Colho dos jardins alheios,
das ruas que são e não são minhas,
das feiras de carne e osso e dessa digital
babel de signos vários outros signos.
Cozinho-os no imediatismo ato
dos quatro elementos - Alquimia do Verbo
do qual sou aprendiz -
a desatar sentidos astrolinguístimatemáticos
emendando essa minha carne às letras
em uma profusão de sons e cores a desenhar
ícones na simbologia que teima em querer
dizer inefavibilidade desse meu sonhar.
==========
Marcos Pontes, OBRIGADO!!! Palavras sementes para mais poesia!!!
==
Celina!!! MUITÍSSIMO obrigado pelas gentis e calorosas palavras!!!
==
CD, o que dizer de vc... esses dois dias foram de intensas poesias... sinto o peito até cansado de toda essa ralação no sentimento. Uma verdadeira cardiocentrifugação...
GRANDE abraço!!!
então começo a votação. Peito estourando. beijo
Compulsão Diária · São Paulo, SP 21/9/2008 12:03andre, gosto da sua verborragia, dessas palavras derramadas, feito perfumes doces,oraz feito oleos quentes a queimar os sentidos, ora feito pedrs de gelo a cortar, da mesma forma... sãoversos inspirados, muito surrealistas e bem no estilo poesia derramada, como já lhe disse antes... é bom! abraços danilo
danlima · Brasília, DF 22/9/2008 00:05
Excelente poeta
Parceria de peso
Beijos e publicando com carinho
Danlima!!! colhido de suas palavras e das presenças supra... Cintia, Celina, Marcos... CD!!!
dos rastros do silêncio a pairar no denso ar de agora
Do peito - essa represa
de silêncios e abstratores
vulcões - verbocachoeiricidades
desentalam, destravam a língua
do verbo presa.
Dizer o sentir
é trazê-lo à Luz... trazer à Luz
a luz que ora por dentro é poesia...
sem ter vocação pra farol ou vela,
ou Sol - que é coisa
de musas a ofuscar quase cegos poetas -
digo tentando autopsiar a palavra
e dela extrair o sumo
que se desdobra em outros sumos,
semente paridora de sementes.
Derramo no vento o coração pleno.
O sentimento lhe da asas e o sonho alimento.
Reais, surreais, metafisicidades da carne
a se desdobrar e revelar sangue e vísceras
de perfumes impossíveis da flor que a vida colhe.
===
GRANDE abraço!!!
A
Julia,
MUITÍSSIMO obrigado pela presença e pelas positivas palavras.
GRANDE abraço!!!
A
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!