Decidia muito, decidia tudo, enquanto caminhava.
Se a umidade era uma garoa, ou apenas neblina, não sabia ao certo dizer. O fato era que toda gotÃcula de água que pairava ou caia no ar, atingia sua pele como uma agulha, perfurando friamente seu corpo. O vento gelado anestesiava, porém internamente sentia cada golpe agulhar ir até os cantos mais profundos de sua alma. Era nesse momento que ela decidia.
Afinal, qual o motivo de se prender ás velhas regras, usar as mesmas causas e justificativas, se no final tudo se encaminharia ao mesmo fim? Um ciclo desnecessário. Vivera no conforto de um caminho, mas se demorara muito nele. Era a hora de sair ao vento, ao sereno, se preparar para todos os tipos de doença que poderia adquirir. E então, provar todos os gostos dos piores venenos. Tomar para si a força que havia negado por toda a sua existência – e correr, para o mais longe possÃvel.
As luzes lhe ardiam na face, mas a escuridão apoderava-se de seus passos. O ar seco, no entanto a sensação chuvosa daquele momento. As contradições entre sua realidade e tudo aquilo o que sentia, a fazia ter muito mais certeza sobre suas escolhas. Viveria na mais bela e real ilusão que poderia ter. Abandonaria todas as histórias para um livro dramaticamente escrito em seu passado.
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Texto de total autoria de Larissa C.S.
Palavras que pesam as costas, palavras sérias e sofridas por um adulto que conhece a dor de viver. Escrito por uma menina de 16 anos, sinta as palavras.
se eu disser que vivo esse paradoxo,
me creria?
pois é!
bjsssssss
vo-l-tando
bjssss;
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