Entrevista Ernesto Nazareth - Parte 4

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Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ
26/5/2007 · 180 · 7
 

Agora que távamos pegando o jeitinho de como gravar para rádio, acabou! :) Esta é a última entrevista da série de quatro que fiz com o pesquisador brasiliense Alexandre Dias sobre o compositor Ernesto Nazareth. Foi praticamente um mês de bom papo, boa música e algumas surpresas. Nesta edição, ouvimos um maxixe que virou sucesso nos Estados Unidos, a ponto de gerar paródias. Dengozo (o nome do maxixe) virou hit no começo do século 20 por lá, mas até hoje há gente discutindo se essa música é mesmo do Nazareth. Ouça aí que o Alexandre explica tudinho!

Abaixo, a letra (com tradução) da paródia que conta a história de um sujeito que desenvolve uma relação de amor e ódio com uma música que não pára de tocar (e adivinha qual é a música?).

Último detalhe: neste post, você tem oportunidade de ouvir as músicas completas. Para o programa de rádio, vamos fazer uma versão reduzida.

My Croony Melody
(Joe Goodwin/E. Ray Goetz)

Now surely something's wrong with me
Since I heard the melody
Melody of mystery
A tempting refrain
Has entered my brain
No one seems to know a thing
About this melody

Tia-da-da, tia-da-da
Oh mama, hahahaha
Now baby tell me tell me
where you heard that
Wonderful strain
Listen, listen, listen
and I'll hum it again
Tia-da-da, tia-da-da
It haunts me, it taunts me
That tantalizing sound
Follows you around

My poor brain
Oh, what am I going to do?
What are you going to do?
Everywhere I go I hear it again
Well ain't that a shame?

Tia-da-da, tia-da-da
In the air, everywhere
It simply gladdens me, gladdens me
Sometimes maddens me
My croony melody

In the night when I'm asleep
Through my dreams it seems to creep
Rouses me from slumber deep
And all through the day it's with me to stay
Till I must admit I'm wild
About this melody

Tia-da-da, tia-da-da
Lalala, Hahaha
C'mon and Listen, listen, listen
To that wonderful strain
Listen, listen, listen
While I hum it again
Tia-da-da, tia-da-da
It haunts me, it taunts me...
Tradução livre feita por mim:


My Croony Melody [Minha Melodia 'Monótona']

(Joe Goodwin/E. Ray Goetz)


Então, certamente há algo de errado comigo
Desde que ouvi a melodia
Melodia de mistério
Um refrão tentador
Entrou no meu cérebro
Ninguém parece saber nada
Sobre esta melodia

Tia-da-da, tia-da-da [repetindo a melodia do Dengozo]
Oh mama, hahahaha
Diga-me, diga-me, diga-me
Onde você ouviu
Esse maravilhoso refrão
Ouça, ouça, ouça
Que eu vou cantarolar de novo
Tia-da-da, tia-da-da

Ele me assombra, ele me provoca
Esse som torturante
Me persegue por aí

Meu pobre cérebro
Oh, o que eu vou fazer?
O que eu vou fazer?
Todo lugar a que eu vou eu a ouço de novo
Isso não é uma lástima?

Tia-da-da, tia-da-da
No ar, em todo lugar
Ela simplesmente me alegra, me alegra
Algumas vezes me enlouquece
Minha melodia croony

À noite quando estou dormindo
Através dos meus sonhos ela parece se arrastar
Me acorda de sono profundo
E por todo dia ela está comigo para ficar
Até eu ter que admitir que eu estou louco
Por essa melodia

Tia-da-da, tia-da-da
Lalala, Hahaha
Tia-da-da, tia-da-da [repetindo a melodia do Dengozo]
Oh mama, hahahaha
Diga-me, diga-me, diga-me
Onde você ouviu
Esse maravilhoso refrão
Ouça, ouça, ouça
Que eu vou cantarolar de novo
Tia-da-da, tia-da-da
Ele me assombra, ele me provoca...

Ouça as partes 1, 2 e 3. E leia a entrevista.

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informações

Autoria
My Croony Melody - Joe Goodwin/E. Ray Goetz

Dengozo - Ernesto Nazareth

Ficha técnica
Entrevista com Alexandre Dias feita e gravada via Skype.
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comentários feed

+ comentar
Spírito Santo
 

Helena,
O curioso é que, a mania de parodiar, tendo o o maxixe como suporte, ao que parece, era típica da época (tanto lá quanto aqui). O 'Pelo Telephone' não é nada mais do que isto. Ou não?

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 25/5/2007 18:54
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capileh charbel
 

muito boa a série de entrevistas, já conhecia o básico do Hernesto, mas fiquei com muita vontade agora de ir mais fundo na obra. parabens Helena.

capileh charbel · São Paulo, SP 26/5/2007 13:51
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Helena Aragão
 

Oi Spirito,
Se você está dizendo, acredito. No samba acho que houve realmente essa fase, mas até então não sabia que a música instrumental da época também tinha passado por isso. De qualquer forma, convido o Alexandre a entrar nessa conversa, vocês dois são especialistas e têm muito a me ensinar. :) abraço
Capileh, obrigada por toda a ajuda aí no processo. Que bom que gostou.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 26/5/2007 14:03
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Spírito Santo
 

Oi Helena,
Quando vejo estes links que se abrem, como este, que saiu da bola que você levantou sobre o maxixe do Nazareth, fico achando mesmo que, de certo modo, os estudos sobre Samba estão mesmo é engatinhando, sabia? veja só isto: O Aniceto do Império, um partideiro antigo, ancestral, que você deve conhecer, dizia que o gênero que antecede ao Partido Alto, a tal da Chula Raidada, era com improviso e instrumental! A galera de Os Oito batutas (e até a música deles, já na fase que se assumia como Samba, também era instrumental! Logo, Samba e música instrumental no período contemporâneo ao Maxixe (e logo depois) pode ter tudo a ver, certo.
Acho que devíamos cavucar mais aí.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 26/5/2007 18:41
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carlos magno
 

Belo trabalho Helena.
carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 27/5/2007 20:47
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Spírito Santo
 

(Quiz dizer: Chula raiada!)

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 28/5/2007 08:43
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Helena Aragão
 

Cavuquemos então, Spirito! Bem que você podia contar mais sobre essas variações e mudanças dos gêneros no decorrer do tempo em texto ou colaboração em áudio. Adoraria ler (ou ouvir) mais sobre isso. Abraço!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 28/5/2007 14:12
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