Foto: Flickr/Creative Commons
Desvendar o verbo do vazio
Consiste em contornar o tempo de esfolar
A expiação endêmica da palavra...
Como fazem os “Prêmios Nobel”,
Cujas polpudas algibeiras
Falam mais do que quatro palavras maltorneadas.
Oh! Céus! Oh! Céus!
O que entusiasma o trepar poético
Dos “Primos Jabutis”,
Cujas genitálias, porque frouxas e pequenas,
Não conseguem sequer jorrar
Um simples esperma-flor?
..................
Ensinou-me o tempo:
Poeta que é Poeta
(E de longe eu aprecio o roubar da aurora)
Não desdém da sua própria poesia.
Vive do que o arqueia até achar o ângulo subalterno da álgebra,
Para, enfim, se adicionar aos coitos eretos e virginais,
Ou às palavras sadomasoquistas do inverno.
Ai... O desprendimento do vulcão circuncidado
Esbarra e habita no barulho do esgoto,
Porque rosna como um sádico remastigar
De flores alcoolizadas.
..................
Oh! Palavra,
Acaso o que eu escrevo não seria
Um tipo bizarro de bárbara inquisição?
Acaso o que eu escrevo não seria
Um canto humilhado
Que apenas soluçará o rejeito marginal do instante,
Se o desatravancar de seus poemas negrejados
Residirem sob as cercanias de um rendez-vous
Como se depositasse as suas lágrimas nas pálpebras
De uma excepcional podridão?
Ah! Como ave de rapina,
Poeto o que me vier,
Mas não me encurvo a qualquer fedor inumano.
Também não sirvo de esboço e de dissensão à palavra,
Que subvive saliente nas mais desiguais contradições
E multiplicidades impares possíveis.
..................
Ah! Mas se te apraz beber o âmago...
Cubro-me de centeio e penteio a madeixa do máximo.
Tal como uma serpente emplumada,
Que se pica em si própria e acha na dor-canibal
O seu orgasmo disfarçado e sua mortificação sexual
Idêntica a como o Poeta
Injetou em si próprio o seu veneno,
Para assim envenenar a covardia da Rosa
Por subseqüentes tesões que não
A da penetração poética,
Enlaço-me a mim mesmo
E, ao limite da gala, escrevo!
Benny Franklin
Idêntica a como o Poeta
Injetou em si próprio o seu veneno,
Para assim envenenar a covardia da Rosa
Por subseqüentes tesões que não
A da penetração poética,
Benn, .esse terá o PN da Literatura?
Grande...um dos mais lindos que li de tua lavra....
bjus Poeta...
forte, muito forte sua poesia. Fantástica!! Beijo grande.
Joana Eleutério · Brasília, DF 26/9/2007 23:13
Benny gostei muito do seu poema.
li gostei votei.
Ainda sem achar o ângulo subalterno da algebra..., rs voto dado
Querido PoetaBbenny Franklin.
bj
Enlaço-me a mim mesmo
E, ao limite da gala, escrevo!
enlaçada estou com essa maré de palavrões
escritos po você
alguns se enlaçam, com palavras , e outros morrem sem ar
por não saber se expressar
outros crias poemas... palavras que produzem vida
apartir de um enlaçe
gosteo muito!!
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