"Agora tem um olho verde
quase como uma interrogação.
Qual é a cor dos seus olhos?
Eu os via negros...
Tempestade de mar intenso...
Agora os sonho castanho escuros
como as folhas dos carvalhos
na noite sem destino, sem futuro...
Esse gostar tem futuro?
O seu lado escuro,
o meu querer inseguro...
Qual a cor da sua verdade?
Não há...
Eu vejo seu olhar, e perdida
tento encontrar em versos,
paisagens, mensagens, fotos, notícias,
o que de você que eu não sei ter,
o seu lado imerso
incalto, inconteste...
Eu mudo de cidade
ou é você, trocando a identidade?
Eu corro cerrados,
eu bebo garoas,
eu circundo os seus mundos,
eu tenho apenas um nome,
e você pode chamar...
eu tenho apenas uma cor nos olhos,
eu tenho apenas esse meu amor
descendo valas,
escorrendo em lavas,
petrificando incertezas...
Você pode ir e voltar,
eu não, espero, esperneio,
chamo seu nome em devaneios...
seu nome verdadeiro
que eu nunca posso falar."
Encantador, Dora!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
O nome que veste o homem,
que veste o verso,
que veste o medo,
que despe o céu....
Tá na ponta da rima...
Quer que eu diga...?
Ainda não...
Ainda tem uma versão
guardada na alma
para os dias de aflição
e pouca razão;
Por enquanto,
fica a sensação de equívoco....
Para "Ambos"
Dora,
Que diga esse amor a que veio...
trancrevo: "Qual a cor da sua verdade?
Não há...
Eu vejo seu olhar, e perdida
tento encontrar em versos,
paisagens, mensagens, fotos, notícias,
o que de você que eu não sei ter,
o seu lado imerso
incalto, inconteste..."
Bjs
Beto
Beto, muito grata pela visita...
... E sei que não há verdade inteira,
sei que escorre nas veias,
o sentido puro de tudo...
Eu naufrago em mundos,
transcrevo absurdos,
denomino-me Louca,
o faço o meu,
erro em apêlos,
e ele em mentiras honestas
com muita destreza,
me prende, me rende...
Se faz de incertezas...
Me entende...?
Não... hpa uma vastidão
entre saber e sentir,
entre conhecer e entender,
entre possuir e conceber,
entre libertar e coibir...
Há o agir silencioso,
sem alarde,
numa virtude
que concente e cala.
Dora, turbilhão...
POr que o amor precisa de quantos, de mundos, de tantos?
O amor deveria só ser ele dele mesmo.
Ah! vida confusa e terrível!
beijos
se Sara_a_o_Mar fosse preciso,
de todo o mau que lhe foi feito,
traria dentro do peito
a resposta para tudo isso...
Mas o amor é como o horizonte,
que nos torna o mar infinito,
apenas por não conseguirmos,
seguir os confins circulares da terra...
O amor tem mundos e mundos,
quantos, tantos e quandos...
Terrível é a necessidade
de se ver confusão
em não se conseguir
seguir
a finitude do (A)Mar...
Beijos querida, adoro esse seu sorriso.
Votado !
Um beijo !
Alcanu
2x vetado !
Obrigada Lindinho...
Dora Nascimento · Olinda, PE 10/3/2008 19:07
Obrigada J.alves.
Um abraço.
amor que estrutura pensamentos,
pretendo,
o amor que cura,
cem por cento
envenena a alma com orquídeas,
traz na tua figura,
o grande alento...
Marcos André Carvalho Lins
Parabéns, Dora!!
Obrigada Marcos.
Um abração.
Dora...Dora...Dora...
Votadíssima!
Beto (5)
Dora,
que vem de Olinda, bela cidade...
Belo texto.
Beijos e voto.
Regina
Ola pssoa!!
"...petrificando incertezas..."
Muit legal sua colaboração pro over, spero poder ler outras...
At +, 1 abrço.
Continue se equivocando amiga,mas por favor sempre nos brinde com um poema desse tão maravilhoso.Beijos em seu coração
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 11/3/2008 15:16SOU O POETA SERGIO ESPINDOLA..NÃO PODERIA DEIXAR DO VOTAR EM TAÕ LINDA POESIA.... SOU AUTOR DA POESIA QUE ESTA TAMBEM EM VOTAÇÃO.. "APENAS UM TRECHO". MAS NÃO PODERIA DEIXAR DE VOTAR EM SUA POESIA..MUITIO LINDIA MEUS PARABÉNS..
POETA SERGIO ESPINDOLA · Belo Horizonte, MG 11/3/2008 16:44
Clara, adorei a pose. rsrsrs
Obrigada por ter vindo.
cariocas - em sua maiorira - me soam tão gostoso(a)s.
Poeta, muito me honra a sua presença em letras altas.
Obrigada, irei lá, mesmo sendo "Apenas um Trecho".
Olá Dora!
MARAVILHOSO "Equívoco".
Os (des)encontros nunca seriam os mesmos se o sen_tido, con_tido fosse único... rsrsrs
Seu poema, sim... É único!
Beijos_Meus*
*
Clara, tá ótima. Beijo pr'ocê TomBem.
Lili_Beth...
bebe e recebe,
recebe e o bebe,
o poema não excede
apenas sente_ido
o que tens con_tido,
no sentido ido
com tudo sentido,
o único... bebido.
Beijos, gosto muito desta luzLili
Dora menina! Tud escreve do fundo a alma, mais ainda... do fundo, lá bem nas entreanhas das suas víceras intestinais, sabe... com aquele cheirinho de cafundó do corpo violado. Adoro suas poesias suaves, úmidas e frias ao mesmo tempo, com um odor insuportável as vezes. Seja sempre esta pessoa meiga e amarga, com uma música dissonante e que dói demais nos ouvidos quando se escuta por um tempo...
te adoro minha flô
já votei e mande mais tá?
beijos
Território dos Reis
Começamos mal ou mau,
começamos bom ou bem?
A quem convém confinar
o ardil prazeroso de falar?
Gostaria de às vezes silenciar,
dentro deste meu universo ignorante,
distorçido, distoante.
Como todo o ser humano,
grito o meu ego profano,
sou de luz e escuridão,
de ardor e mutilação,
sou azeda e mascava,
sou pacifista brava,
sou um cão andaluz...
O que me seduz
é o poder da palavra.
Obrigada por ter vindo,
desculpe pelo mico no seu espçao,
mas eu realmente não gostei do que vi e li,
sem mágoas, tá?
Quando tiver algo novo e interessante,
pode me convidar que eu vou.
Mas nada americanizado, por favor.
Beijo meu fulô!
Aliás, cê é muito esquisito...
Parece que veio lá da Finlândia. rsrsrsrs
Ó Dóra, me recordo do modo dórico, escala simples da música sacra. Mas que nega a quarta trítono, que traz a nota do diabo. Não sou finlandês, e sou vira-latas também, como tudo, todos e vocês. Brasileiro, tem a cara estranha, porque na verdade é uma máscara, do palhaço da Folia de Reis.
beijão pra fulô vê... escute, tu que é pernambucana, a música que faço com a outra pernambucana com quem toco rabeca:
www.myspace.com/anadiniz
Tá, vou lá sim...
Hoje ainda estou em mim,
sem resíduos de coisa ruim.
Obrigada pelo convite.
À própósito, sou pernambucana de coração,
o meu espinho caatingoso que perfurou teu orgulho,
saiu das brenhas do Rio Grande do Norte, mais precisamente, Diogo-Lopes - Macau.
Beijão no Território vira-latas-come-máscara do teu coração,
que talvez mesmo apreciando "panquecas", toque lindo numa rabeca.
Oi Lindinha,
E o mar, hein...?
Azul ou Verde?
Vertentes...
Horizontes distantes...
mas presentes,
Sentes...?
Beijo e obrigada, a imensidão também te afaga a alma.
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