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És a mulher que fostes, és também o vento à tarde

Adroaldo Bauer
1
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
13/8/2007 · 199 · 33
 

Voltastes com o vento
Percebo-te nele,
Então não te fostes
Para sempre não existe,
se vens sempre com o vento

Reencontrei-te ao fim da tarde
Quando o sol já não mais arde
E as nuvens, antes figuras inéditas
Assumiram os teus perfis

A ti que me visitastes no vento
Digo que te encontrei também assim
É meu alento, que não te perdi
Reencontrei-a no limiar do horizonte
Quando noite ainda não era

E tu, tão apenas vento
Deixou de ser quimera
E novamente tornou-se a mulher
Que mais amou filhos que não tivestes
Filhos que sequer eram teus
- São crianças, são também minhas!
Dizias sem falar,
Porque sentias e assim a víamos

E amou tanto porque nos amava
Tanto, que me perguntava
Onde tamanho amor encontravas?
E, sem respostas tuas, sei agora, como antes adivinhava
É que a medida do amor aumenta à quantidade que se ama

E esse, de mulher generosa que te destes,
Para a vida que fazias tão doce,
Sobrou-me à sobeja para eterna lembrança
Amiga, sou feliz por ter te conhecido
E tenho também muito carinho por ti

Quando meus filhos perguntarem onde estás
Como te senti há pouco, onde estavas
Emprestarei do poeta a figura que nos ensinou
Estás com o vento, vens com o vento
Estás conosco, viva, em pensamento



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Autoria
Adroaldo Bauer Spíndola Corrêa
Ficha técnica
Poema para a Tita, que muito nos amou
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Nivaldo Lemos

Que beleza, Adraldo!

Tu, poetas como um poeta que de fato és. Coisa linda essa declaração de amor e saudade! Não sei o que dizer, minhas palavras estão eriçadas, de pêlos ao vento. Um poema realmente lindo, à altura de tua prosa, amigo. Parabéns a ti e à musa que te inspirou. E esteja ela em que vento esteja, tenha certeza, está soprando nos teus ouvidos a alegria de te ter ouvido.

Um abraço, amigo.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 10/8/2007 17:54
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Benny Franklin

"... E tu, tão apenas vento
Deixou de ser quimera..."

Comentar o quê? Viva o Poeta que és!

Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 10/8/2007 19:24
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Lígia Saavedra

Adroaldo, querido amigo
A emoção que me toma ao ler-te, não me deixará escrever sobre essa dor exposta, agora, ainda em chamas.
Força amigo, o poema será lido e relido.
Um abraço forte.

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 10/8/2007 22:13
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Francinne Amarante

Amigo Bauer,

Nunca e sempre
São palavras inexistentes.
A natureza é sábia o bastante
Para amenizar o sofrimento da gente
Essa ausência tornará saudade
E a saudade está viva,
As lembranças estão vivas,
Seja no vento, no Sol, na Lua, nas estrelas
Fora e dentro. Dentro está a Alma!
Haverá um momento em que as lágrimas secarão.
Esse momento parece, apenas parece distante
Mas é atemporal.
O amor verdadeiro, o amor universal une;
Mesmo no silêncio da passagem,
Que doe e rasga o peito,
Mas também o cicatriza.
E o amor que falo, é o amor que sentes.
E sentirá um dia a presença suave desse vento,
Dessa brisa, num afago de saudade que não mais doerá.
Estará presente por ter feito parte de sua vida.
Estará presente de uma maneira diferente, Divina!
Nesse pequeno espaço de ‘tempo’ terreno,
A alma descansa no conforto das vibrações de Amor e Luz.
Plena para o reencontro, porque um dia,
Quando cumprirmos nossa missão, também descansaremos.
E a roda da vida continua; nascemos, renascemos, nascemos...
E evoluímos, aprendendo a sermos mais humanos e... quem sabe
Um dia também, Divinos.

Um grande abraço à você e sua família, neste mesmo vento.
Neste mesmo momento, vibrações de Luz e Amor à sua querida Tita.

Francinne Amarante
(Um dia fora do tempo)

Francinne Amarante · Brasília, DF 11/8/2007 03:24
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Marcos André Carvalho Lins

grande ventania que traz, leva e carrega consigo os dias!!!
Belíssimo e emocionante!!!
abraços,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 12/8/2007 17:39
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brigitte

O verdadeiro amor resiste à distância, à ausencia, vez que os amantes se encontram no vento, no pensamento, na velocidade da luz,nas cores do arco-iris.
Belíssimo poema, belíssimo amor.
Abraços!

brigitte · Goiânia, GO 12/8/2007 19:12
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Ize

OI amigo, estava à cata desse poema, cuja menção encontrei aqui em algum lugar. Finalmente achei...gosto de acompanhar vc em sua escrita. E desta eu não podia me ausentar. Porque em dizendo que ela é linda e sensível, eu queria mesmo era abraçar aos seus e a você.
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 12/8/2007 23:21
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Cintia Thome

A ti que me visitastes no vento
Digo que te encontrei também assim
É meu alento, que não te perdi
Reencontrei-a no limiar do horizonte
Quando noite ainda não era



Maravilhoso. Palavras apaixonadas. Votado
Um abç.

Cintia Thome · São Paulo, SP 13/8/2007 08:53
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Adroaldo Bauer

Nivaldo,
O feito é preito e sofrimento.
Não sofresse, inda não sei se o faria,
Se lamento seria.
Grato.

Viva a vida, Benny, de que tudo que é humano depende, mesmo a morte mais trágica e dolorida.

Lígia,
Tenho já a tua força que soma às das pessoas amigas aqui emprestada.
Agradecido.

Marcos,
A vida emociona ao perceber-se o que nos diz o vento.
Grato.

E o amor entre pessoas amigas é inquebrantável enquanto há ao menos uma que lembre o que a amizade ergueu de bom, Brigitte. Agradecido.

Esse teu abraço, que nos chegou na hora primeira desse doloroso desfecho, Ize, saiba, com a certeza toda que possamos ter em que algo assim o seja, nos estimula a encontrarmos a força e a luz reparadoras nos que são para o bem. Gratíssimo.
----
Frann,
Quando li teu poema pra Juli, que a Tita era uma titia emprestada que muito a amava, a menina sorriu entre lágrimas e soluços, para teres a dimensão do tanto que importou teres vindo aqui a pedido dela. Sei que foi o amor da menina que pediu a ti um comentário ao meu postado; adivinho que ela, no entanto, também para ela pedia o teu carinho.
Por mim, agradeço, e por ela, te aplaudo amada amiga.
___
Abraço forte e amigo a todas vocês, pessoas para o bem.





Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2007 09:05
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Mansur

Venta vento na palavra do poeta
abraços com admiração

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 10:54
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FILIPE MAMEDE

Adroaldo, certa vez conversamos sobre a questão das nossas falas. Tão peculiares... no país são várias línguas e uma só. Percebo na sua lírica, não sei se por questões poéticas, não sei se por costume da fala, a presença dos verbos - todos no Pretérito Perfeito di Indicativo - (Alguém se lembra disso?). Acredito que a linguagem falado no dia-dia afeta, de certo modo, na hora de escrever. Você, como escritor e pessoa que sempre mantém um fino-trato com as letras, o que acha disso? Eu sei que eu só acho um coisa; uma maravilha.

Um abraço Adroaldo.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 13/8/2007 10:55
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Adroaldo Bauer

Gentil teu comentário, Mansur, suave como tua Brasileiríssima música.

Filipe,
E mais ainda nesse caso, em que, narrador, não tenho chance alguma de estar próximo do que narro, circunstância que impõe o pretérito.
Não consigo ainda escrever sobre o presente, nem ficção, que eram tática e estratégia, que não faço por escrito desde março de 2005, embora tenha sido o que mais redigi por 35 anos.
Se ainda cada vez mais o passado nos governa, creio que é ajustando contas certas com ele que nos libertaremos para um futuro em que as pessoas de bem tenham vez e voz ativas.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2007 11:23
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Cassius Mota

Caro Adroaldo, talvez por força da minha ignorância, mas não entendo o uso da segunda pessoa do plural do Pretérito Perfeito do Indicativo, em vez da segunda pessoa do singular, já que me parece que o poema se refere a uma pessoa e não duas ou mais. Não seria 'Voltaste com o vento' ao invés de 'Voltastes' e assim sucessivamente? Para mim, soa muito estranho, mas como não sou poeta...

Cassius Mota · Santa Bárbara, BA 13/8/2007 11:32
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Adroaldo Bauer

Cassius,
Sem qualer veleidade à liberalidade poética, te afirmo que escrevo assim - errado, e estranho, portanto - desde que me dei por conta de que o vós, no sul, também é comum para o respeitoso cumprimento de única pessoa, e vai ficando mais para o uso mesmo a licença que para a poesia.
Creio que, da secura do tu, querendo ser agradável, o linguajar do gaúcho derivou para essa possibilidade na fala, que me chega ainda agora em uma que outra escrita, embora concorde que não seja a escorreita, nem que mesmo se a use em todo o estado que, li em algum lugar, é das poucas regiões no mundo em que o tu ainda é existente de modo usual na fala e na escrita.
Sorte minha que, ainda no drama daquela hora em que escrevi e publiquei, não cheguei à permissividade que se dá a tlevisão diariamente de em três palavras da sentença, uma delas tu, outra delas você.
Fostes gentil amigo.
Os versos te disseram algo além da estranheza que tivestes com a gramática, que sempre poderá ser corrigida antes que a morte?

Agradecido.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2007 12:33
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Adroaldo Bauer

A polêmica sobre a escrita não é o meu forte, se ela comunica e não desfigura a língua.
A todos que interesse, no entanto, suscitados os pronomes pessoais e suas aplicações corretas e exceções até regionais, disponibilizo o linque do sítio em que encontrei esta boas companhias de uso:
Machado de Assis e o leitor: "Leitor, não é muito que percebas a causa daquela expressão e destes dedos abotoados. Já lá ficou dito atrás, quando era melhor deixar que a adivinhasses; mas provavelmente não a adivinharias, não que tenhas o entendimento curto e escuro, mas porque o homem varia do homem, e tu talvez ficasses com igual expressão, simplesmente por saber que ias dançar sábado." (Machado de Assis, Esaú e Jacó, Globo, 1997, 14).Vós do latim vos: funciona como sujeito do verbo e serve para nos dirigirmos a duas ou mais pessoas: "Se vós me amais, amai-me baixinho". Usa-se também para nos dirigirmos a uma só pessoa, a um santo ou à própria divindade, em sinal de respeito ou cortesia. "Foi para vós que ontem colhi, senhora, este ramo de flores que ora envio". – Manuel Bandeira. "Virgem Maria, Noiva eleita, a Vós recorro". – Alphonsus de Guimarães.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2007 13:02
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Cassius Mota

Caro Adroaldo, em geral, se não gosto de um poema, mal consigo ultrapassar os primeiros 5 versos, e li o seu poema até o último deles. Também nao me daria o trabalho de parar para escrever-lhe se achasse que o que poema não vale a pena. O que me intrigou no uso da terceira pessoa, ao invés da segunda, é que acredito na escrita e, mais ainda, a escrita poética , não apenas como expressão de sentimentos ou de uma visão de mundo muito particular, mas como enriquecimento da língua. Acho complicado para o leitor (e aqui estou apenas como leitor), entender o 'erro' quando a internet ultrapassa barreiras regionais. Por isso, considero importante a gramática como base. O que temo é que
o 'erro' possa tirar concentração que o poema exige, pela estranheza que causa. Nem sempre é possível dialogar com o autor, como estamos fazendo aqui. Não que se deva ser escravo da gramática. Existem grandes exemplos como Guimarães Rosa e Manoel de Barros, ou João Ubaldo Ribeiro em 'Sargento Getúlio', onde a desestruturação da língua é parte da sua reconstrução. Sei que em Pernambuco, por exemplo, se fala muito 'tu vai', 'tu viu', mas acredito que estas expressões devam ser contextualizadas, se aparecem dentro do universo literário. Fico imensamente grato pela atenção e aceite o meu abraço.

Cassius Mota · Santa Bárbara, BA 13/8/2007 13:18
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Adroaldo Bauer

Cassius,
Perdão tê-lo aproximado do estranhamento e não do conteúdo mesmo do que pretendi ao escrever.
Atribui isso ao momento porque passava - e inda passo - de profundo sentimento de dor e uma urgência em dar nexo a ela para que não me a tomasse.
E, sem modéstia alguma, sei que estou ainda muito distante de Rosa e os demais por ti citados, ou mesmo de Machado, quem citei.
Também só vou à leitura e ao debate do que me importa e ao crescimento pelo aprendizado de onde estejam eu e outros que o queiram.
Retribuo agradecido teu abraço, amigo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2007 13:39
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Cassius Mota

Meu caro Adroaldo, não há menor necessidade de pedir perdão! Eu é que agradeço pelo poema, embora deva discordar quanto ao uso do verbo no texto de Machado de Assi, pois acredito que está em perfeito acordo com a norma culta. Ele, pelo que entendi, usa o verbo no presente do subjuntivo e apenas omitiu o pronome 'tu' antes dos verbos ('percebas' e não 'tu percebas, por exemplo). Quanto ao uso de 'vós' ou mesmo 'vossa', para se dirigir a uma única pessoa, concordo plenamente: faz parte da norma culta. Só para finalizar a minha participação, no livro 'Uma vida entre livros', de José Midlin, ele relata um fato curioso: a primeira edição de um dos livros de Machado de Assis (não me recordo o título agora), que fazia parte da sua vasta biblioteca, vale porque tem um erro.
O que, José Mindlin, deixou o grande Machado furioso. O meu abraço!

Cassius Mota · Santa Bárbara, BA 13/8/2007 14:19
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Cassius Mota

Leia-se "O que, segundo José Mindlin,'...

Cassius Mota · Santa Bárbara, BA 13/8/2007 14:21
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Humberto Firmo

Não sei, mas lembrei-me de minha mãe;
que agora mora em Maceió, sozinha, e que pouco tempo tenho
para visitá-la.
Teus versos, carregados de sentimentos, me transportaram para Maceió onde colocaria minha cabeça sobre o ombro de minha mãe.

"mulher generosa... amiga",
"Quando meus filhos perguntarem onde estás
Como te senti há pouco, onde estavas
Emprestarei do poeta a figura que nos ensinou
Estás com o vento, vens com o vento"

esse vento virou brisa de lembranças e saudades.

Emocionado, Parabéns!




Humberto Firmo · Brasília, DF 13/8/2007 14:29
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Noelio Mello

Adroaldo.
Ah, meu amigo e parceiro, pelo amor, dor e saudades viramos almas gêmeas. Em algum novo tempo, no espaço, ficamos numa esperança louca que os ventos divinos apaguem de nossas almas os riscos que a vida desenhou.
Abraços fortes, grande amigo.
Noélio Mello

Noelio Mello · Belém, PA 13/8/2007 15:02
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FILIPE MAMEDE

Suscitei sem querer, uma verdade peleja gramatical hein Adroaldo...
Reiterando, admiro muito tua escrita e aproveito pra perguntar como eu consigo o teu livro...

Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 13/8/2007 15:57
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Adroaldo Bauer

O prodigioso nessa frase que retorna de Machado de Assis, Cassius, é que ela traz conforto a tua tese, pela gramática, e também às minhas mal-traçadas, por filosofia.
Penso assim porque nem sei se tratei de fato do passado perfeito, que me imporia o indicativo, ou que tenha ido buscar sem técnica, é certo, ao acaso, uma razão subjuntiva, no tempo e na concretude do ser, que atribui ao vento, mas podia ser à energia, ao espírito, à luz.
Como a isso tempo e modo estão subordinados, também buscando dar fim à polêmica involuntária que criamos, que não era a finalidade de razão do postado, fiquemos com o que noss alertou a amiga Frann, que recordo aqui não por fúria, mas por amor, falando de (Um dia fora do tempo)..

Emocionado, agradeço, Humberto.
Vive-se em risco e riscos nos revivem, Noelio.

Ah! Filipe, se a nossa vida fosse apenas dos nossos pequenos quereres... E Rosa, por Diadorim, já nos alertara: viver é muito perigoso. Escrever, ainda que por tortas linhas, é, sim, viver.
E por isso conversamos aqui.
O livro terás em teu endereço, por mim postado, se o enviares ao e-mail adroaldo.rs@terra.com.br , via pela qual podemos combinar o demais.
Grato pelo interesse.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2007 17:37
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Ize

Meus queridos amigos "gramáticos" Felipe e Cassius e queridíssimo Adroaldo, sem a menor intenção de ser jocosa num momento desses, invoco a lembrança de minha infância em que era torturada pelas aulas de português, nas quais entre outras coisas não conseguia entender o significado dos nomes dos tempos de verbo que a profª colocava no quadro pra gente decorar: pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito. De tudo, a única coisa que consegui meter na cabeça é que pretérito era passado. Então, com a liberdade que as crianças têm de dar sentidos próprios às palavras, eu me convenci que os nomes significavam isso: passado perfeito (um bom passado), passado imperfeito (um mau passado) e passado mais-que-perfeito (um extraordinário passado). Continuo sem saber o que cada nome significa em termos de conjugação, mas sei usá-los perfeitamente. Isso tudo pra dizer Adro, que isso que vc falou "Se ainda cada vez mais o passado nos governa, creio que é ajustando contas certas com ele que nos libertaremos para um futuro em que as pessoas de bem tenham vez e voz ativas" - explicando o uso do pretérito perfeito em seus textos - me deslumbrou. Pra mim, então, perfeito é vosmicê.
Bjs pra os três

Ize · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 17:40
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marcio rufino

Muito lindo, Adroaldo, o começo me lembrou a "Anunciação" do Alceu Valença. Belíssimo.

Abçs!!!

marcio rufino · Belford Roxo, RJ 13/8/2007 17:44
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crispinga

E o céu, que cor é o céu da aurora...De outra vida que começa e que aqui só nos deixa lembranças, tão vivas...
Beijos a todos os seus.
Sua cunhada está feliz !

crispinga · Nova Friburgo, RJ 13/8/2007 18:18
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Sander

Leve como o vento...
Onírico...
Maternal...
Sensacional...

Sander · Cassilândia, MS 13/8/2007 18:38
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Spírito Santo

Adro,
Não sei muito o que dizer sobre estas coisas que preferiria que não tivessem que ser ditas, logo, o que mais dizer?

Mais abraços?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 21:17
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Maria G

Adroaldo,
Reencontrar sempre não importa como. mas se for pelo vento da tarde...... Melhor ainda.
Abraços

Maria G · Brasília, DF 14/8/2007 12:32
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Nydia Bonetti

Vento... Vento... Vento... Vento... Vento...
Vem ventar um pouco, na minha janela...
Vou ficar a espera do próximo vento...
Abçs...

Nydia Bonetti · Campinas, SP 28/8/2007 23:51
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Adroaldo Bauer

Nydia,
Que bons ventos nos tragam boas novas, breve.
Maria,
Perdão pelo tempo longo para retorno e agradecimento a tua gentil visita. Estava eu imerso em afazeres outros que não me deram a oportunidade de estar aqui para retribuir teu abraço.
Grato.
Sim, caro amigo Spirito: mais abraços não seriam demais. E ter vindo é já um modo de pronunciar. E um modo agradável, tenha certeza.
Agradecido.

Sander, novo amigo.
Sensacional teu entusiasmo. Grato.

Cris,
Sem dor ela está. E como Noelio nos ensinou aqui mesmo: em nosso coração repousa ela.
Beijo para ti e aos teus também.
É isso, Márcio, amigo, a resposta vem com o vento, de Withman a Valença, passando porti e por aqui.



Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 29/8/2007 11:09
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Adroaldo Bauer

Ize,
Quando voltas das plagas portenho-platinas?
Fazes uma falta imensa em teus e nossos postados.
Agradeço teu comentário que se deu sobre o outro debate e te asseguro, por sabê-lo de outros antigos, que a perfeição pode ser buscada, sim, até deve ser intentada, mas, para a nossa felicidade humana, creio: não existe.
Tua bondade é que a encontra aqui.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 29/8/2007 11:15
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Regina Luna

Adroaldo,
Obrigada pelo seu comentário em mina poesia... aliás, você também expressou bem o sentimento de paixão... a lua é uma presença forte no imaginário dos apaixonados. A força da lua... que nos falem sobre isso os lobos, rs....
Sua poesia, aqui, é muito linda. O final nos deixa enlevados.
Que o nunca seja apenas outra palavra para talvez, não? É uma pequena oração.
Bjos.

Regina Luna · Fortaleza, CE 30/12/2007 13:14
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