seguindo pelo faro condescendentes pistas
orientem à sucessos imediatos
- a quem precaveu-se compreender pequenos engendramentos bastam
tomar-lhe-ia aos poucos,
na base da confiança,
as balas, o revólver
emprestados
desafobado, com a precisão simétrica
da milenar sabedoria chinesa
irrompe de baixo acima um buraco
traspassado na própria cabeça
aos amigos que se foram cujos fantasmas insistentemente sussuram lentos assovios aos ouvidos: "as ...sas ...si ...no"
fracasso em compreender o sentido do ESCULTURA
mas arremete me o fato de QUE O TIRO AS VEZES SAI PELA CULTATRA... ex-cultura primaria.
gosto do que me intriga
entao valeuuuuuuuuuuu
bjsssss;
taÃ, exatamente assim que quero você se sinta: desorientada e perdida.
a poesia cumpriu seu papel.
Pois é... nós dois fazemos parte do seleto grupo - e "seleto" aqui não tem nada a ver com a conotação dada pelo núcleos ipanemenses das novelas de Manoel Carlos - que pode ser acusado de qualquer coisa sem, com isso, dar chance ao acusador de ser chamado de injusto.
Todos os crimes nos cabem bem, nos vêm bem. É uma honra que o homem médio, assÃduo pagador de suas contas, fiel a sua esposa e amantes, mediocre pai e funcionário público, desconhecedor dos avessos que se engarrafam juntamente com a vodka vagabunda (e Orloff é vagabunda sim-senhor!), ignorante da quantidade gigantesca de poesia que se tem que fazer caber em cada verso - "porque a vida está aà e não se pode perder muito tempo com poesia", como disse o meu finado Roberto Piva -, esse homem mediano nunca vai se quer desconfiar que embaixo da tranquilidade de seu sono morno, depois de sua trepada cartesiana com máquina de lavar que ele chama de esposa, se esconde esse mundo.
Fábio, não que eu esteja no mesmo nÃvel que você, mas creio que ambos sejamos suicÃdas reincidentes.
E isso me faz levantar uma minha questão muito antiga:
no caso de pessoas como nós, dos que usam tatuado na pele a mesma indicação que vem nas etiquetas da roupa (não passar a ferro, não usar alvejante, secar a sombra, não torcer, etc), suicÃdio não pode ser considerado legÃtima defesa?
P.S.
Esqueça os meus acentos. Estou querendo inventar novas paradigmas fonéticos para as paroxÃtonas.
LegalÃssima defesa quando encurralado pela polÃcia faturando a féria de supermercado de bairro; ao vivo, lá do alto, com imagens captadas pelo comandante HanÃlton é espetáculo vergonhoso á dignidade sindical.
Traduzindo: ladrão burro tem que se fuder mesmo.
Uns fazem disso espetáculo, como o Glauber Rocha japonês Yukio Mishima, talvez o único porra louca daquele hemisfério, que fez de sua vida e morte uma pantomima televisiva em tempos sequer cogitava-se ainda a existência de blogueiros, facebook ou de twiteiros aspirantes de celebridades instantâneas, como a moça aà de cima.
Queria lembrar do Hemmingway porque me parece o cachorro velho e cansado que a gente vê sofrendo e leva à s higiênicas Auschwitz - e que também buscam em casa - intituladas 'Pet Shops' por nossos Goebbels da sabedoria publicitária: ele antecipa seu declÃnio - com 83 anos de idade, salvo engano - numa época não existia ainda Viagra nem GTA o fizessem brincar de doido um pouco mais. Um gesto de coragem e parcimônia que sacudiriam uma inveja tentadora em um brahmeiro Papa João XXIII, já devidamente debilitado.
Somos tão cuzões que tãmos aà meu velho, sem vocação pra escravo ou reincidentes. Você não vê rico se matando todo dia como gostaria uma senhora melancólica e entediada chamada de Oscar Wilde.
Tim Maia dizia que 'se um dia ficasse pobre se mataria', porque havia experimentado o que é ser isso, essa abstração que 73,8 % do Overmundo não entende. Porque não tem coisa pior no mundo que ficar sem dinheiro e tanto você quanto eu sabemos bem o significado disto, mas damos um jeito, escravos talentosos que somos
Queria chegar no estancieiro rico e poderoso gaúcho, Getúlio Vargas, o GV; quis entrar pra história como um CÃcero, mas de todo não gozava o fenomenal QI de 176 (fonte: Cambridge – e um dia te explico essa picaretagem minha) de seu antecessor Romano e que, segundo constam nos arquivos da HBO é de ascendência escrava e filho de rameleira, o que é bom de se registrar. De todo sabemos CÃcero foi assassinado a mando de Marco Antonio, chanceler de algo similar ao BOPE na sua época. Penso cá com meus botões não seria saÃda mais gloriosa ao gaúcho deixar o revólver e as balas sobre a liteira, chamar o Armando Nogueira e deixar como estivesse, que o trabalho por si só se completaria?
Pouparia anos de desserviços à ideólogos do PTB, pouparia chorosos discursos de outra bhrameira, dona Ivete Vargas; pouparia esforços sanguinários de Leonel Brizola e da existência de paladinos da justiça com os olhos vendados e fantasiados de "observadores", como os do citado jornalista, baluarte dos entendimentos democráticos "testemunha ocular e reserva imoral da copa de 54", como disse o Nelson rodrigues certa feita.
Morremos um pouco todos dos dias parceiro, esse é o nosso coeficiente.
Deixando o circo de lado sou um homem bomba. Tenho toas as caracterÃsticas de um perfil psicológico neurótico/persecutório e que gostaria muito fazer disso piada, bons relacionamentos, fino trato e foda com asiáticas que a esposa esotérica, assistencialista e histérica (= a pessoa do terceiro setor) ousasse retirar de farol da 25 de março em gesto cristão em dia de chuva. E daà que um dia elas crescem e a esposa culpa um monstro cristão com seu gesto de caridade e atacam-se as neuroses novamente.
Em uma inteligentÃssima metáfora de um poema do Leonard Cohen (Suzanne) ele descreve um Jesus libertador de marinheiros e pescadores, homens que vivem da água – e que portanto, seriam suscetÃveis à afogamentos - e, onde o próprio se afunda nas águas, "atrás de sua sabedoria feito pedra".
É digno de reflexões e metonÃmias, convenhamos.
Mas a maldade de meu texto consiste no gesto de deixar o revólver sobre a liteira a meu algoz e o próprio se matar. Fiquei apercebido de minhas malvadezas revanchistas reveladas em suor de sono atribulado, posteriormente registrados convenientemente de forma poética e higiênica - conforme sugerido pelo Olavo Bilac no seu manual de métrica - na voz do amigo se afogando e me pedindo o auxÃlio da mão enquanto me chama de assassino.
Teria contas a acertar com o Diabo se acreditasse nele meu caro. "O inferno são os outros", já nos disse um assustado Sartre barbarizado com Franco e sua horda assassina. E se ainda não leu o conto "O Muro" do dito cujo, o faça enquanto antes - eis aà nosso antÃdoto.
Não é fácil conciliar os interesses de nossos fantasmas meu caro.
Por isso te orientei não fuder psicólogas existencialistas, veja o estado em que se encontra: acha bonito ser feio. Convenientemente, leia-as apenas.
E mudando pra bugalhos: já pensou em ganhar dinheiro com nossa correspondência meu chapa? ... depois de tanta referência mal usada me lembrei dos tempos em que frequentei a confraria do Bortolotto, quase morto recentemente.
Pergunte lá pra ele se quer largar o osso ou seu playstation ? eu duvido muito ...
gd abç e tâmo junto,
ps: paroxÃtonas, também chamadas "esdrúxulas" por Olavo Bilac grifando e distinguindo seu caráter "nem grave nem agudo" das demais.
Fábio Camacho · Osasco, SP 22/7/2010 17:41
me referi à s proparoxÃtonas como esdrúxulas, sendo assim:
oxÃtonas - agudas
paroxÃtonas - graves
proparoxÃtonas - esdrúxulas
Interessante mesmo
lembra os Samurais...
a gente pensa numa pessoa acuada ao extremo que procura a morte como salvação.
b js
não havia atentado esse detalhe Doroni, com algo a acrescentar: o fator psicólogico à reação fisiológica seria a "desonra" da virtude do homem máquina de sentimentos. E isto para o Bushido é muito sério ....
bj e obrigado
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