Foto: temp13rec/Flickr/Creative Commons
(Vale o que está escrito...)
Será?
Será que se (não) fôssemos amantes das flores,
Será que chegaríamos a curar transas e gritos,
Ou, ao invés disso,
Será que ativaríamos eternamente
A fomedez dos nossos cansaços?
....................
Será?
Será que, serão eles (os amantes das verves ignorantes),
É que farão as misturas ortográficas se contaminarem
Com as doenças sexualmente transmissíveis das alcovas iletradas,
Tendo ainda que extrair – delas - o que é mais abominável,
No que tange a colisão com o preparo
E com o tempero da carne infinita do trovão?
Ou será que, serão eles
(Será que serão os mesmos aproveitadores de sempre?),
Que se transformarão em amantes das lágrimas baldias,
E que, covardemente lustrarão as conchas insensíveis
Dos nossos prantos, mas não sem antes ocorrer
O desbundar insidioso das fogosas meretrizes
De tristes galas?
....................
Revestido com pano de libado prazer,
Hei de catar lendas em espelhado córrego,
Hei de rasgar seda em lúcida retreta,
Hei de ruminar cana em meloso temporal.
Mas... Olha que ainda falta-me ruminar
Um montão de esqueletos,
Olha que ainda falta-me armar um jirau com eretas pranchetas.
Ai... Será que, serão com pênis bem acesos como o meu,
Que o tempo reto fará o homem se afastar dos fuzis?
Ai... Será que, serão com metáforas recorrentes
Que a sapiência inocente fará o homem se esquivar da morte?
Ai... Que não seja preciso
A imobilização dos segredos mangueirícios!
....................
Pois é com eles que hei de sobreviver às sandices
Dos trouxas, deixando-me beijar
Pelas penetrantes mangueiras belemitas...
Essas espetaculosas senhoras tão cheias de pecados e urros...
Tão solitárias e abandonadas...
Que hoje... Agora mesmo...
No intuito de não contaminá-las com os logros da canção,
Eu, osso que gala à meia-noite, as extirparei das páginas
Do relâmpago daninho,
E, as colocarei no cerne da especiosa poesia,
Para que ocorra de não movimentarem seus sussurros
Até o sobrecu da paixão...
Benny Franklin
Nossa! Quase perco essa joia entre tantas...
Será?
Bjus...Volto....
abç
"Hei de catar lendas em espelhado córrego,
Hei de rasgar seda em lúcida retreta,
Hei de ruminar cana em meloso temporal"
A chuvarada te inspirou hem Benny... lavou a alma em especiosa poesia!
abç.
Benny, mais um com 10...
Que pena, poderia ser 20, nemermo?
Rs.
Bicho, essa está daquele tipo (muito... muito louca)
Confesso que fiquei estupefado como sobrecu da paixão! Muito bom, muito bom...
Votado e grande abraço querido Benny...
Benny.
Nova e grande viagem pelos céus da poesia.
Abraços
Noélio
__MUITO BOM BENNY,
__ESSE É UM DAQUELES.../
__UM ABRAÇO MEU AMIGO,
__(VOTADÍSSIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...)
"Serão eles ... que farão as misturas ortográficas se contaminarem?"
Ah, Benny, gostei de ler, de sentir... lembro-me de Mário Quintana nessas horas em que, ou não penetro profundamente nas idéias do mestre ou não sou capaz mesmo de entendê-las. Ele sempre enfatizava que poesia é para ser sentida. Pra que ser tão interpretada ao pé da letra? E a sua eu senti mesmo! Valeu!
Abçs de Betha.
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