A poesia insiste, diariamente, em caminhar a meu lado
Chega toda menina, convida e espera, sorridente, um consentimento meu
E eu, menino, não aceito
Faço rodeios, ensaio uma prosa e a despeço
Vendo-a partir, me desfaço
Retomo meu jeito árido, penso na lua e sento-me
A beira da estrada, começo a sonhar
Nesse sonho
A poesia me aparece, menina sorridente, me convida a passear ao seu lado
E eu, menino, a abraço.
Consinto, me dissolvo e vou...
Vôo de mão dada,
Do alto, vejo partir a estrada
Retomo meu jeito, sem verso nem prosa
E espero ...
E espero...
... sentado
Que coisa mais linda, Wadson! Você descrever a poesia, assim, docemente, é perfeito. Lindo menino, bom menino, menino poeta.
Abraços.
Que bom que vc consente.
Meus votos e meu carinho.
Sensacional... como disse a Clara, inda bem que os poetas não saber ter outra ação à não ser consentir :) Parabéns e votos com louvor!
Eric Araújo · Belo Horizonte, MG 31/5/2008 12:58
Quase que nao publica,ainda bem que cheguei a tempo,,rs
Votando e publicando
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