Há momentos que o menos vale,
o essencial, só viver, respirar, olhar
a garça que passa voando, suas asas
translúcidas atravessadas pelos raios da manhã,
vôo em direção ao essencial, sua comida, um peixinho,
sem pouso, sem pressa, só um vôo,
elegante como uma gisele,
uma gilete,
um peixe-espada.
Fechar ou abrir janelas?
Esperar, pensar, ler um poema bem simples
que me traga a vida simples,
um gosto, um aroma de madrugada,
talvez o cheiro quente de um café que espera,
assim, simples, repousado na xícara branca,
espreitar o gato que espreita o pássaro,
que persegue o peixe, que persegue a isca.
Compartilhar o tempo
que espreita dentro de tudo,
que me lembra que espero o essencial,
um pequeno vento no rosto,
um sorriso tímido da menina,
um livro que por certo escreverei,
um livro essencial,
sem páginas
sem letras
sem palavras.
Só a poesia nas páginas brancas
como um lençól estendido em um varal
para escorrer os excessos, os pesos desnecessários,
uma tela
pintura abstrata para bom entendedor
de alva brancura branca
brilhando como um satélite ao sol,
que fere os olhos, mas com doçura.
Isso é essencial.
Versos leves e prezeros de em sua leitura. Abraços e voto.
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 05:44Adorei poeta,e dei meu voto!Carimho carioca!
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 09:17Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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