E na janela o fragmento desfaz o tempo, em tempo de escrever estes versos. Componho as palavras que vem da alma, nos espirais mais distantes, como um raio de luz que rompe com o escuro e deixa as marcas do tempo...
E o som da vida movimenta as ondas na respiração adormecida de sonhos mais profundos, reconstruo este momento no andamento deste reverso.
E o gosto doce da torta amarelada saboreia a água na represa do tempo, narra à saliva o amargo da carne presa ao corpo, na quadra.
E tateio os encontros no abraço. Sinto as dores do chão preso na terra escura do capital, no quintal dos desencontros, com os pés descalços...
E na fragrância do nada encontro o aroma e o cheiro passado é presente...
E completo o trajeto na travessia em silêncio...
Está completo! Nada de estilha!
Parabéns, José de Criciúma!!!
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