Foto: Pérola/NãoSouEuéaOutra/Copyright
1 – A mão não detém a coragem!
Mas manipula a velha saliência presa à garganta.
Sua ferrugem aleita o corpo,
Arrenda chãos metálicos.
A despeito de a medonha incerteza
Manter encarcerada o musgo-céu
(Vírgula do sêmen...),
É pelo esperma da luz que a certeza
Santifica a carne,
Oferta álibi á expiação,
Encarrega-se de reeditar segredos;
Inverter sentidos.
2 – Se ainda lembro
Dos anéis de saturno:
- Digo-vos que Não!
Cá! Estorno o poema desprovido de palavras.
O ermo de mim,
Foge de mãos vazias,
Foge em catraias de dores...
Mas, eis que... A revelia de bússolas carnívoras,
Dou-me às ultimas lágrimas,
Desapareço em gotas inofensivas.
3 – O chão ainda (que) ressequido,
Nutre os fragmentos de nós.
Dorme insensivelmente
Onde as calçadas desalmam-se;
Onde escorregam, enfim, as cascas tênues
Dos pavores poéticos;
Combustíveis de fina inflamação,
Óvnis de tempos distantes,
Afastando-se dos homens.
4 – Vida! Vida!
Acendei um sol melhor que este.
Aos poetas dei os ares de seres humanos,
Indicai o que sucederá a eles,
A fim de saberem que sois como a deidade
Da cálida estalagem de nós...
Paraíso donde as orquídeas selvagens
Aprendem a sonhar
E a roubar a primavera
Que lhes couber.
Benny Franklin
– O chão ainda (que) ressequido,
Nutre os fragmentos de nós.
Dorme insensivelmente
Onde as calçadas desalmam-se;
Onde escorregam, enfim, as cascas tênues
Dos pavores poéticos;
Combustíveis de fina inflamação,
Óvnis de tempos distantes,
Afastando-se dos homens.
4 – Vida! Vida!
Acendei um sol melhor que este.
Aos poetas dei os ares de seres humanos,
Indicai o que sucederá a eles,
A fim de saberem que sois como a deidade
Da cálida estalagem de nós...
Paraíso donde as orquídeas selvagens
Aprendem a sonhar
E a roubar a primavera
Que lhes couber.
Ah! Falar o quê??? Prefiro "comer" ou 'lamber' essas orquídeas selvagens...e vem sempre um pingo d'água em minha face..mas é bom, emoção é sempre bom sentir...
bacana...
bjus.
Concordo com a Cintia, falar mais o quê?!
Vc já disse tudo!
Abrçs
Benny,
saudosa estava da tua poesia; se não venho mais vezes te ler é por problema de tempo. Versos sempre desafiantes os teus: não pretendem facilitar a compreensão, restam velados perante leituras apressadas. Desvelam-se só com esforço, e ainda assim abrindo-se a inúmeras interpretações.
Versos do Benny, exercícios de sentido.
Abraço,
AMIGO POETA!
Que as palavras
não sejam caladas...
Que as frases
não sejam cortadas...
E a expressão humana
seja alimentada...
Por metáforas...
Nas estrofes iluminadas
Com ou sem
métricas atordoadas
Benny, meu amigo!
Parabéns!
Abraços.
Lailton Araújo
Há tempos não te via, Benny.
Vim sem convite e amei ler-te.
Um abraço
O chão ainda (que) ressequido,
Nutre os fragmentos de nós... Estilhaços...
Lindo, como sempre.
bjs.
Que belíssima inspiração que derramas-tes neste teu lindo poema amigo Benny. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Impressionante... muito bonito.
Parabéns Benny!
Um abração!!!
Benny,
Sempiterno combatente
da valente
pá que lavra
em verso
a fértil seara
ainda que a descrença
permita que duvidem
vais à frente
iluminando
vestindo secas manhãs
tornando-as suados dias
abençoadas noites
(apenas para quem crê)
um poema trás o outro
e vem mais gente que,
ah! está para o bem amar
Benny,
Um desejo onírico de partir, de fragmentar-se por paradores imaginários, na inconformação ressentida por algo que machuca e ao mesmo tempo eleva esse sentimento a uma esfera incômoda. A negação latente de um porvir já requentado reforça a tese da necessidade de um molde novo que agregue toda uma sorte de virtudes conhecidas com uma trama de outras tão novas, quiçá abstratas. Belo, escorregadio, ora escuro, ora claro, mas conciso no final. Um abs do amigo.
Benny, parceiro.
Quantas vezes queremos ser retalhos de nós mesmos, mostrando caminhos que os caminhos da vida não nos pertecem, ou será o contrário? Na duvida, sigamos em frente.
Forte abraço
Noélio
Querido Benny:
MARAVILHOSO e Divino!
4 – Vida! Vida!
Acendei um sol melhor que este.
Aos poetas dei os ares de seres humanos,
Indicai o que sucederá a eles,
A fim de saberem que sois como a deidade
Da cálida estalagem de nós...
Paraíso donde as orquídeas selvagens
Aprendem a sonhar
E a roubar a primavera
Que lhes couber.
Tu podes ligar o interruptor e acender o sol...
Beijos_Meus*
*
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!