De toda janela
Um ser me olha.
Em qualquer
Rua a chuva me molha.
Se é dia,
O sol me queima.
Quando chega a noite,
A lua vigia
Os meus passos
Trôpegos em busca
Do dia.
De qualquer esquina
Descubro
Uma reta.
Uma mulher ereta
Na porta aberta
Procura por sexo
Para o corpo vazio;
Me chama de lado,
Diz coisas sem nexo,
Quer é dinheiro,
Seu amor confesso.
E eu vou embora
Porque sei que há
Nessa mesma hora
Em qualquer lugar
Um cafetão de olho
No que vai ganhar.
Mas eu vou dizer
Que não há quem não tenha
Um olho que vela
De longe, na brenha,
Que espera o dia
Da sua morte
Pra correr no cartório
E se tiver sorte
Levar os seus bens
Sabendo que a partir dessa hora
Será ele o otário
Pois já há outros que miram
O seu inventário.
jjLeandro
e olha, que olhos de espreita não faltam...rsrsrs
Aquele Abraço.
Deus do céu, este é o lado negro da vigilância!
É verdade, tudo verdade!
O poema começou tão quietinho, depois soltou as feras desse vigiar.
Gostei muito!
beijos
Mais um xecelente poema de sua lavra,
meu querido Leandro.
Boa, mesmo!
Abçs.
Vigilia? Eu chamaria de Tocaia...
Muito bom, JJ.
abç.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!