Vivo por ela
Por que mais viveria?
Nem recordo de onde vim um dia
Mas ela lembra do meu cheiro
E vive por mim.
E as outras fêmeas,
Nem olhos têm para mim,
Visão não, náuseas sim.
Por quem elas vivem?
Sou mendigo.
Ela é cadela.
Poema selecionado em 2011, no 7° Concurso Conto e Poesia do Sinergia Realizado em nível estadual, Santa Catarina, há 20 anos.
Muito bom, gostei!!!!
Profundas e reflexivas palavras.
Abraços
Valeu Cau!
Obrigado pelo advérbio, pelos adjetivos e, mais que tudo, pelos abraços, que são um jeito de fazer poesia - rimada! - com os braços!
Aldo
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