Engenho velho. Carcomido pelo o tempo.
Lá no fundo do grotão o orvalho da manhã.
O cheiro virgem de mato e a alvorada dos passarinhos.
Os caboclos avançavam sobre o matagal teimoso.
Sem piedade carpindo, deixavam tudo no chão.
Junto com eles também estava meu velho pai.
De peito aberto a sonhar com um amanhã melhor.
O cafezal em flor, os arrozais, o verde viçoso do milharal.
E o vento cantando nos campos, nas folhas dos canaviais.
Em casa mamãe com o raiar do Sol já preparava o almoço. Fogão de lenha aceso. Quentinho, quentinho.
Frango caipira na panela, feijão preto com torresmo, muita macarronada com queijo ralado.
Banana da terra, linguiça e mandioca frita.
A caboclada pegava firme no batente e exigia muita sustança.
As horas corriam e era preciso eficiência para atender a todos.
Eu menino inocente voejava que nem um colibri.
Corria pelos os campos aspirando o ar puro da manhã.
Deslizava colina abaixo nas canoas improvisadas dos coqueirais.
Embrenhava pelas as matas a procura de frutas silvestres
e arranhado lambuzava-me todo de terra, teia de aranha, suor e folhas secas.
E à tardinha tomava banho nos riachos de águas cristalinas.
Junto com os peixinhos. Era tudo uma coisa só.
Naquele tempo a Natureza era dadivosa. Os frutos e os alimentos sadios.
Não havia a contaminação agressiva dos fertilizantes e agrotóxicos,
A peste ainda não reinava em nome de um pseudo-progresso.
Saudoso carro de boi subindo a serra. Primorosa melodia sertaneja.
Como diz a sabedoria popular: “Eu era feliz e nem sabia”
jbconrado*
Saudoso carro de boi subindo a serra. Primorosa melodia sertaneja.
Como diz a sabedoria popular: “Eu era feliz e nem sabia”
Acordamoa logo cedo e colocamos o café no microondas, um banho rápido que a lotação ja va passar, e temos q sair uns 40 minutos antes, pois o transito por aqui ja é grande, a mae esta trabalhando, o pai trabalhando mais longe ainda, pois só assim uma familia pode ter algo. A almoço ali na esquina, um pastel bem quente e cheio de oleo, e corre novamente, pois ja tenho que voltar a trabalhar, logo mais anoite vamos encarar mais uma lotação lotada, muitas pessoas, muito cansaço, fisico e mental..
Mas a cidade está crescendo, as pessoas tem mais acesso a tudo, inclusive as doenças, as pragas, os virus, e tudo mais..
Logo anoite chegamos em casa, tiro meu jantar da geladeira, 00:45 e está pronto!
beijos, adorei seu texto.
E eu não sei se gosto mais da fantasia bucólica do Ayruman ou do realismo exacerbado da Chris... assim vocês me deixam maluquete !
Dois beijos !
solares
Como era melhor. ainda bem que a vida é ciclica e tudo voltará ao antigamente. A evolução não evoluiu. O ser humano não a evoluiu. A evoluçaõ possivel é nos valores , nos sentimentos.
>>> Comentário de: Solares · São Paulo, SP 22/9/2011 10:13
Velhos tempos, velhos dias. Ai que saudade que tenho da aurora...
Lembranças valiosas.
Gteixeira
Assim voce cutucou com vara curta meu coração, que anda com saudade dessas coisas.
Lindo poema.
Beijão
Ayruman,
Lindo! A foto, primorosa como sempre, o mote e a forma como tu escreves. Teria mais a dizer, todavia nesses dias, estamos na “correria” para dar conta da jornada ecológica e de outras demandas no campo da cultura e da educação.
De amanhã até domingo fique em sintonia fina com a gente, por meio das músicas que disponibilizamos e de outras maneiras. Se puder, amanhã (sexta-feira 23), também sintonize a Rádio Cultura, via net, o endereço está no http://acaoculturalse.blogspot.com, das 16 ás 18 horas. Se quiser pode enviar mensagens via net ou através do telefone. Neste horário, Roberto Malvezzi estará concedendo entrevista.
Abraço,
"Saudoso carro de boi subindo a serra. Primorosa melodia sertaneja"
e assim vai-se fazendo poesia...
A saudade, as alegrias, as tristezas, o forte sol, a falta de chuva, tudo era belo. AFINAL DE CONTAS O QUE FOI QUE MUDOU?????
O homem, o progresso, a falta de amor, a pressa pelo não sei o quê, o respeito e os valores da vida.
Um texto (ayruman) é poesia sentida, vivida, inspiração, vivencia, pureza.
Outro texto (chris) é a cruel e real vida do dia a dia da maioria dos brasileiros. É a coisa concreta, com todas as suas avenidas e estradas vicinais.
Temos de agradecer e orar por podermos visualizar e viver essas situações e criarmos condições de melhoria para o futuro, a começar pela educação, nossa e dos nossos filhos.
Obrigado Ayruman, por mais essa lição, obrigado a todos os comentários. Tudo nos ensina muito.
...e as noite de lua clara os cablocos contavem causos era mesmo tudo uma alegri poeta que saudades dos velhos tempos de outrora...feliz de ter o que contar dos tempos de criança inocente sem medo, tudo era felicidade motivo de alegria. Parabéns poeta por nos fazer voltar ao tempo e recordar tão bela paisagens dos nossos dias. bjs
MartaLucena · Natal, RN 27/9/2011 09:08
... e o pulso ainda pulsa!
Lindas memórias! abraços
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