Os dias passam.Tantas medalhas perdidas..
As migalhas, atiradas ao chão da vida,
alimentam o medo da estrada
e da sobriedade outrora contida.
Em minha cela de carne e ossos,
aflito, me engano, me escondo de tudo.
Tapo os ouvidos, torno-me mudo
:o ego cego não percebe o próprio ócio.
Na solidão das palavras me divido em dois
:um, sonhador, chora e sorri, maravilhado;
o outro... Bem, o deixemos pra depois.
Ele é tão eu, tão príncipe amargurado,
tão entregue ao que entende por razão,
que uma procura para ter-se a meu lado.
13/8/1992
Nosso eu às vezes precisa realmente ser mostrado.
Gostei muito.
(sobre o comentário acima)
Por que as pessoas daqui se preocupam tanto com o tal do Eu?
Coitado dele... deveriam deixá-lo em paz de vez em quando.
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