eu quero o verde de todos séculos.
tragam rosa
colher na boca e outros poemas
o silêncio dos minerais azuis
e o abraço cego
do poeta aproximado
acendam um lampião
e risquem a minha cabeça
no chão da linguagem iluminada
bebam o vinho sangue
essa palavra doce
que escorre cedo
pela foice da lembrança
durmam longe da noite
na véspera do abismo
eu ficarei
no incêndio
poeta José..... muito bom teu poema!
abraços!
De querermos verdes
Somos o incêndio em que nos consumimos.
Chama/ folha de palavra crescendo.
Que versos lindos, que jeito bom de tecer poesia!
parabéns!
José Menin,
Do incêndio caiu aqui uma chama, que me chama para ler essa poesia!
Muito bom!
Marluce
obrigado pelas palavras!
ficarei nu
incêndio
Apocalíptico e bonito.
Abraço e parabéns.
a cor verde pra mim é muito "pra frente", apaziguadora, boa.
e o poema brinca um pouco com esses dois estados, o verde todos os séculos mas um tom meio cinza, de incêndio, abismo, etc.
enfim, não gosto de explicar poesia (pois poesia não se explica)
poesia, pois é poesia.
abraços.
concordo, poesia não se explica. poesia se poeta
Felipe Obrer · Florianópolis, SC 23/3/2007 18:46
Não precisamos fugir...
eu também ficarei!!!
obrigado.
ética é vontade, caminho.
Isso me lembra a atitude dos ginosofista que se colocavam em piras funerárias enormes pra "provar" que a dor não existia. E se deixavam queimar, queimar.
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