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Eutanásia

1
Gabriel Desaix · São Paulo, SP
12/11/2008 · 171 · 24
 

Apenas levantei no dia seguinte. Havia dormido o dia todo. Patrícia ficou no apartamento. Quis bancar a namoradinha e lavou algumas roupas. Só não cozinhou porque não sabia. Mas era uma mulher muito inteligente e já estava, há meses, praticando o preparo de um arroz. Em alguns anos talvez conseguisse aprender. Como me conhecia bem, não ousou incomodar enquanto dormi. Talvez por causa disso acordei surpreendentemente de ótimo humor naquela manhã. Encontrei Patrícia na mesa, tomando café.

- Bom dia. - falei para ela.

- Oi. - respondeu lacônica - quer café? -acrescentou, estendendo-me a garrafa térmica.

Enchi uma xícara e bebi um gole.

- Está muito bom, Patrícia. - me apressei em dizer, embora estivesse uma merda.

Patrícia tentou sorrir, mas não conseguiu. Em seguida, nervosa, apanhou um cigarro na mesa e o acendeu. Deu um trago e cruzou as pernas. Vestia a parte de cima de um dos meus agasalhos e estava só de calcinha.

- Bonita camisa. - comentei.

- Foi o que consegui encontrar.

- Colou muito bem em você. Ficou deliciosa. - falei para ela, que a despeito do mau-humor sorriu para mim agradecida.

Aquele meu comportamento era idiota. Não devia ficar encorajando-a com tais gentilezas.

- Por que você fez aquilo comigo? - perguntou Patrícia de súbito.

Olhei para ela e respondi com displicência:

- Aquilo não foi nada. A garota era uma universitária. Começamos a conversar sobre literatura e ela me pediu alguns livros emprestados. Quando chegamos ao prédio, acabou se empolgando e me atacou.

Assim que conclui a historinha, olhei para Patrícia. Queria ver o efeito da conversa fiada em seu cérebro de gelatina. Ela me olhou meio desconfiada e resmungou:

- Você acha mesmo que vou acreditar nessa sua conversa. Pelo amor de Deus, Carlo, não insulte a minha inteligência. Você escreve, poderia ter bolado uma desculpinha mais original.

Fiquei calado. Minha intenção era que Patrícia se aborrecesse, vestisse sua roupa e sumisse. A diaba parece ter percebido, pois pegou um cigarro e disse-me já num tom de voz mais brando:

- Certo. Vou fazer um esforço e acreditar em você. Não quero estragar tudo. Você sabe o quanto eu te amo, né, seu desgraçado!

Eu sabia e isso era uma bosta.

- Nós precisamos conversar, Patrícia. - falei, já preparando o terreno para o golpe de misericórdia.

- Não precisa. Eu não quero falar mais nisso. - atalhou-me.

- Talvez você devesse ir embora e voltar noutro dia. - tentei ainda dizer.

- Pra quê, se já está tudo acertado. Perdôo você.

Ora, ora, como todas as tentativas para me livrar da sarna fracassavam, corri até a cozinha atrás de algo para comer. Não encontrei nada, mas peguei uma bebida. Enquanto vasculhava os armários e a geladeira, Patrícia observava-me de soslaio.

- Você é muito complicado! - disse ela.

- Sou! - respondi da cozinha.

Retornei, trazendo cerveja e copos.

- Ah não, Carlo! É muito cedo para começar. Não são nem onze horas ainda. - reclamou Patrícia.

Ignorei a lamentação e enchi nossos copos. Estávamos sentados, lado a lado, no sofá. Ela levou sem muita vontade a cerveja aos lábios, mas bebeu. Bebi também e fui até a mesa à cata de cigarro. Acendi um e voltei para o sofá. Patrícia, assim que me sentei, me abraçou e me deu um beijo.

- Eu te amo muito, ouviu? E você, me ama?

Desconversei, levantando e dizendo que o tempo estava muito bonito. Perguntei se ela queria ouvir música. Respondeu que sim e foi até onde estavam os cds. Voltei para cozinha e abri a geladeira em busca de alguma coisa. Não havia nada. Peguei o telefone e disquei o número da pizzaria. Nunca gostei muito de pizza, mesmo assim decidi pedir uma bem grande, afinal, esse era o pratinho favorito da minha namorada. Por que não encher bem a sua barriguinha, pensei, antes da eutanásia.

- Está com fome? - perguntei.

- Um pouco.

- Então? - falei, apontando para a pilha de cds.

- Não consigo encontrar nada.

Passados alguns minutos, o interfone tocou. Era o porteiro avisando da chegada da pizza. Em menos de cinco minutos, o rapaz na minha porta com a encomenda na mão. Dei uma gorjeta minguada e ele foi embora, olhando sem muita simpatia. Coloquei a comida na mesa e abri uma garrafa de vinho. Patrícia foi até o banheiro e quando voltou me encontrou comendo. Passei para ela um pedaço de pizza.

- Quer vinho? - ofereci.

- Quero.

Quando acabamos de comer, voltamos para a sala. Patrícia começou a me beijar. Pedi, sorrindo, que ela parasse. Concordou e foi pegar a garrafa de vinho e os copos. Não era muito resistente ao álcool e por isso já estava ficando meio alta. Também parecia muito feliz. Eu também não estava mal e resolvi ser gentil. Arrumaria um jeito de me livrar dela mais tarde. A pobrezinha, inocentemente, acreditava que tudo estava bem. Sua confiança e felicidade eram contagiantes, todavia, incapazes de sufocar a náusea causada pela sua presença. Assim que voltou para o sofá, encheu nossos copos. Bebi um gole do meu vinho e Patrícia fez o mesmo. Em seguida, deitou e aninhou a cabeça no meu colo. Mecanicamente comecei alisar os seus cabelos. Enquanto fazia isso, pensei na viagem organizada pela editora. Eu não queria ir. No entanto, Ana Dummont, que era a vice-presidente da editora Prometeu, o lugar para onde eu mandava as minhas traduçõezinhas fedorentas, insistia para que eu fosse. Minhas respostas até então tinham sido todas vagas, mas diante do problema patrícia comecei a pensar que ficar o final de semana fora de São Paulo seria uma ótima idéia. Nem sabia direito para onde seria o passeio. Nem o que a editora comemorava, mas isso não importava. Quando me levantei do sofá já tinha me decidido pela viagem e sobre o futuro do meu namoro.

- Fica aqui. Está tão bom! - disse-me Patrícia, segurando meu braço.

- Preciso te pedir um favor, Patrícia. - falei, sentando-me novamente.

- O que é?

- Acho melhor você não vir mais aqui.

Patrícia olhou para mim e parecia um tanto quanto assustada e perplexa.

- Como? - perguntou.

Aproveitei a sua confusão e continuei.

- Cansei de você. Sinto muito. - comentei, deixando transparecer em minha voz uma tristeza que estava longe de sentir.

Ela entendeu. Levantou-se do sofá e foi até à mesa. Pegou um cigarro e o acendeu. Encheu também seu copo de vinho e bebeu de um trago.

- Além disso, conheci uma garota. - continuei falando.

- Ah é? - grunhiu Patrícia.

- É.

- Quem é a garota? A vadia que eu flagrei com você?

- Não. Uma outra que você não conhece.

Patrícia apanhou o maço da mesa e o arremessou na minha cara. Alguns cigarros caíram no chão. Apanhei um deles. Patrícia sentou-se na poltrona, olhando-me fixamente com uma expressão de nojo no rosto. Fingi que a repugnância não dizia respeito a mim e continuei:

- A gente precisa terminar, Patrícia. Não dá mais, você entende, não entende?

Patrícia não respondeu. Levantou-se e correu até o banheiro. De lá, vinha o som da torneira que jorrava incessante. Era Patrícia tentando encobrir o som do seu choro. Fiquei preocupado, pensando que talvez ela pudesse ter a péssima idéia de querer encerrar a sua vidinha miserável na minha casa. O dia estava tão bonito.

- Oi Patrícia. Tudo bem aí! - gritei, mas não tão alto que afetasse as minhas cordas vocais. Queria poupá-las para falar com a Ana.

Nenhuma resposta audível, mas pelos soluços, percebi que estava viva e bem. Um pouco de dor nunca fez mal a ninguém. Na verdade, às vezes até faz até bem, o excesso de felicidade mediocriza. Mais calmo, voltei para sala e me afundei na poltrona. Não demorou muito e Patrícia saiu do banheiro. Sentou no sofá e começou a arrumar suas coisas. Aparentemente estava fria. Olhou para mim uma única vez. Sua fisionomia demonstrava uma repugnância controlada. Quando terminou de apanhar seus cacarecos, veio até mim.

- Você não presta! Vai me pagar essa humilhação! - ameaçou-me com uma voz de louca. E ficou à espera de alguma palavra que lhe permitisse uma reconciliação.

Não veio. Perguntei apenas se ela não havia esquecido nada. Não respondeu e ajeitou a bolsa no ombro. Em seguida, abriu a porta e saiu. Não a fechou e eu precisei me levantar para fazer isso. A cena toda fora desagradável. Mesmo assim eu estava feliz. Era muito bom poder respirar novamente o ar solitário do meu apartamento. Peguei a garrafa e fui bisbilhotar, na janela, o que acontecia na rua. Mais tarde ligaria para casa de Ana, avisando-a de que iria viajar só. Enchi uma taça de vinho e comemorei a minha recente alforria de uma mulher essencialmente estúpida.

- *Gabriel Desaix*-

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- *Gabriel Desaix* -
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Coluna do Domingos
 

MINHA OPINIÃO

Muito oportuno texto, muito bem escrito, e muito emocianonte a forma como você dá continuidade a um raciocínio que realmente nos dá muita repugnância quando a mulher ao lado não tem a quimica motivadora da nossa serotonina, e tentar repassar isto para o universo feminino é muito difícil, pois a cultura humana sempre nos coloca aptos, quando na verdade a coisa não é bem assim, quando não se tem {o Cheiro da tentação} não sei se está na pele o no conjunto harmonioso do corpo e e o fluir de vida, é tudo muito triste, pois a mulher em si, não compreende esta repugnância, pois a falta do Faro oxidante, dá uma dimensão de abuso, de descontentamento, às vezes somente com a simples presença, penso que a cola feminina é muito forte, e por vezes fura o bloqueio com artimanhas dos fluidos femininos, atrapalha tudo. No capitulo do Livro Esposas Espirituais que ainda estou escrrevendo /O Cheiro do Cio/ eu procuro pormenorizar esta problemática presente no influxo mental feminino. Penso que a cultura de aptidão coisificada nas fendas das vestes femininas e no álibi do perfume, e penduricalhos brincos(...) mascarou {o cheiro do cio} todo homem sente o cheiro do cio, porém as mulheres tem um dificuldade imensa, fico triste, pois um grande número, uma porção significativa do universo feminina sofre calada, grita, esperneia e nunca entende que o homem tem o sentir do {cheiro do cio} sem este sentir,nada feito, pode ser a mulher mais linda do mundo sem {o chiro do cio} tudo fica perdido, { A longo prazo} para a mente masculina tudo é muito fácil de entendimento, porém para a mulher isto é uma grande ofensa, talvez a maior ofensa, pois no seu timbre de memória fica a imagem de uma mulher abandonada, trocada, traída, quando na verdade faltou apenas {o cheiro do Cio em projeção}, espoleta do gatilho contínuo da serotonina no testosterona imantativa do universo feminino. Penso que a mulher do futuro poderá entender melhor o homem com a publicação de Esposas Espirituais, se realmente for publicado. Que as tigresinhas sonhem...{ as do futuro}
Comentário Extraido de Eutanásia Gabriel Desaix São Paulo (SP) Edição Overmundo, Novembro, 2008

Coluna do Domingos · Aurora, CE 10/11/2008 12:51
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Saramar
 

Carlo vai passando pelas mulheres, incólume, senão pela perturbação que elas provocam em sua vida.
Imagino, ansiosa, como será quando ele se apaixonar de uma daquelas loucas e inelutáveis paixões.

Excelente!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 11/11/2008 02:44
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alcanu
 

Meio cabotino esse essencialmente estúpida !
Quem garante q a Ana não é mais vaca ?
menos submissa ela deve ser !
Patrícia parece karma, conheci uma q era exatamente assim e não era eu q a rechaçava, não sou de rechaçar ninguém, não por excesso de nobreza, talvez por falta de oportunidades, mesmo, sempre eu é que gosto demais ...
Sem querer interferir em teu modus operandi, recomendaria que se prevenisse, pois qualquer dia desses você estará a fins de alguém e talvez ela não te queira ou judie de ti, não se deve pisar nos outros, mas sei que se conselhos fossem bons, se engarrafaria-os e venderia-os em supermercados...
apenas aceite as críticas de alguém que está aqui numa puta fossa e lendo isso dá vontasde de juntar os cacos com essa hipotética Patrícia e ver no que podia dar...
sei lá se é verdade, se você é tão malvado assim, a vida imita a arte, dizem alguns, né ?
Eu gosto de você, Gabriel, sinto uma tietagem, uma admiração, por você ter essa rudez que me falta...
talvez seja só um tipo que você f
az, uma licença poética, quem sabe você é exatamente assim, pouco me importa, não pretendo me apaixonar por você, pobre de mim, vir a virar um viado aos 47, seria muita putaria, ahahahahahah
Sei que essa franqueza assusta, talvez até incomode, mas estou sendo franco, cara, parece que você é minha antítese, meu lado negro, rssssssssssssss, sei lá !
Esnobando aquilo que me faz tanta falta...
Enquanto espero, há meses uma mísera foto, você coleciona depreciativas harpias, eu valorizando tanto algo que existe apenas em minha mente, você tratando mulheres como lixo e as acumulando, como diria Spock, isso me soa ilógico !
Talvez seja essa minha eterna inabilidade de lidar com o dito sexo frágil...
talvez precise mudar o meu modus operandi, ser mais Gabriel e menos Alcanu, mas minha natureza leonina vive me atropelando a toda hora...
Harpias, tigresas, aprendi a valorizar muito essas danadas, talvez eu devesse conhecê-lo para discutirmos esses nossos valores antagônicos, porque eu sou tão submisso e porque vc é tão durão com elas...
Até lá eu fico te dando essas "duras",que você, como o cara inteligente que deve ser, vai saber absorver muito bem !
Continuo aqui na tietagem, pagando o maior pau...
se ver a Patrícia manda ela pra cá, pra variar um pouco !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 11/11/2008 12:01
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Lola...
 

Ai Gabriel... Esse jeito Carlo de ser, assusta, viu? Mas o anjo compensa com seu lado oposto, docemente...
Beijo...

Lola... · Curitiba, PR 11/11/2008 14:17
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Eloy Santos
 

Texto instigante.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 11/11/2008 15:53
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Gabriel Desaix
 

Salve Domingos!

Excelente o seu comentário. Gostei! Você foi o único que entendeu o Carlo, tadinho dele. rs

Os outros colegas demoliram o pobrezinho e não compreenderam que não houve maldade alguma na ação do pobre que sua bica foi dada com a melhor das boas intenções.

Foi tudo culpa da Patrícia com o seu aroma radioativo que não despertou a seramida do meu anti-herói. A guria era um Chernobil ambulante rs

abraço e obrigado pela presença.

Gabriel Desaix · São Paulo, SP 11/11/2008 16:13
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Gabriel Desaix
 

Olá, Saramara. Obrigado pela visita e comentário.

Pois é, esse insuportável do carlo bem que merecia isso, uma mulher Harpia que lhe desse algumas lições de humildade, que lhe ensinasse a não ser essa criatura egoística, cinica e sem principios que é rs

beijos.

Gabriel Desaix · São Paulo, SP 11/11/2008 16:16
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Gabriel Desaix
 

Salve Alcanu!

Que nada! O cabotino foi eufemismo da sua parte, simpátia pura, eu achei o termo ultrajante.

De verdade, se eu fosse Patrícia ou qualquer guria sentiria vontade de estrangular um sujeito tão maldoso como o Carlo, que encerra um namoro com uma sentença assim tão definitiva. rs

Então você é leonino? Que barato. Olha,
da experiência que tenho dos amigos que já tive sei que são pessoas muito gente boas. Possuem muita nobreza, um grande coração e são generosos. E acima de tudo são francos, como você foi. Definitivamente, ficariam meio confusos tendo que lidar com uma mulher como Patrícia, essa usina radiotiva, porque não se iluda não, ela até parece boazinha e a injustiçada nesse começo de história, mas ao longo do livro será provado que é mais instigante e mortiferá do que imaginaria a nossá vã filosofia rs

abraço, Alcanu.

Gabriel Desaix · São Paulo, SP 11/11/2008 16:28
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Gabriel Desaix
 

Oi poetisa.

É verdade, Carlo assusta um pouquinho sim. Tomara que essa coisa de herança genética seja apenas um conto de fadas e que
eu jamais tenha um filho como ele, a cria personagem já basta rs

beijo, linda e talentosa Lola.

Gabriel Desaix · São Paulo, SP 11/11/2008 16:34
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Gabriel Desaix
 

Salve Eloy!

Obrigado pela presença e leitura do trabalho.

abraço.

Gabriel Desaix · São Paulo, SP 11/11/2008 16:34
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Compulsão Diária
 

rsrs...Carlo tem a vida que merece a as mulheres que o adoram também.
Só cérebro de geléia pra fazer essa frase pra um amor que ama "Eu te amo muito, ouviu? Evocê, me ama? "
desculpem, moças mas Patrícia é dose!!! E Carlo é overdose

Compulsão Diária · São Paulo, SP 11/11/2008 17:46
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Thiers
 

Não acho Carlo demônio. Carlo significa uma faixa de 60% dos homens.. Carlo é um sujeito super complicado, tanto profissional qto afetivamente.. Se ele só arranja 'merda' é pq ele procura 'merda'. Quem procura, acha. Ele n sabe o que quer...ao msm tempo q anima as infelizes, ele desestimula. Na verdade ele n sabe o q quer. Seduz uma porra de uma pseudo -universitária. "namora" uma descerebrada e pensa q a tal "Ana" pode facilitar um n sei quê. A qstão geral dele n é o outro, o outro é apenas o reflexo do q ele precisa( to psicanalítico, né?..ashuashua...). E ele precisa de 'merde'. Carlo tem uma insatisfação crônica. Seu estado geral chama-se apatia... ele é apático frente à vida. faz tdo por fazer. anda por andar. come por comer e namora por namorar. Tem um desisteresse amplo, geral e irrestrito em relação à vida. Carlo é exatamente o contrário de moi.. rs..
Mas seu conto Gabi, tá legal; só vi um defeito..
extamente neste trecho:

Quando me levantei do sofá já tinha me decidido pela viagem e sobre o futuro do meu namoro.

Achei q foi mto repentino, pq vc falava da relação com Patricia, do saco q é Patricia, mas q precisava disto.. Carlo ficou tão mal com a qstão universitária e a despachou por causa de Patricia..etc...etc.. e num breve raciocínio, tomou a decisão.
Faltou neste trecho a elaboração, nem q sejam as fantasias do q Ana pode possibilitar.. o leitor(me), aceita contudo parece haver um corte repentino.

Thiers · Rio de Janeiro, RJ 11/11/2008 20:06
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Lola...
 

Gabriel...
Beijo e voto.

Lola... · Curitiba, PR 12/11/2008 16:06
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clara arruda
 

Gabriel,eu quero ler o livro inteiro rsrs
Isso é fazer uma overmana sofrer sabia?
Belo conto meu menino.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 12/11/2008 17:43
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azuirfilho
 

Gabriel Desaix · São Paulo (SP
Eutanásia

Uma expressáo segura e confiante.
Um personagem arrebatador.Como Don Juan ou Rodolfo Valentino, naquele filme que ele deu um beijo.
Um dandi querido e insuperável.
Um texto que a gente le sem parar para náo perder nenhuma novidade no percurso.
Bem escrito e com as palavras escolhidas para marcar.
Parabéns.
Abracáo Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 12/11/2008 17:52
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Thiers
 

Thiers · Rio de Janeiro, RJ 12/11/2008 21:23
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raphaelreys
 

Como bem relata o Alcanu! É carma puro. Tem mulher que é só carma!

raphaelreys · Montes Claros, MG 13/11/2008 06:46
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Turbilhão Psicodélico
 

Tensão, hein? Muito massa.... achei legal a oscilação do conflito.
Cara, seus contos são fantásticos... você já publicou algum livro? Tem aquele ar de escritor consumado, experiente... Parabéns! Um dia eu chego lá.. hehehehe

Ótimo conto.
PS: Que culpa tem Patrícia de Carlo ser tão frio?

Turbilhão Psicodélico · Cuiabá, MT 13/11/2008 10:51
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Coluna do Domingos
 

Votei

Coluna do Domingos · Aurora, CE 13/11/2008 11:33
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Iva Tai
 

Instigante este Carlos...mas, eu acredito em super-homens e super-mulheres...rsrs. Aguardo os próximos capítulos...Bjos!

Iva Tai · Manaus, AM 13/11/2008 12:04
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José Cycero
 

Valoroso seu texto, amigão. Bom mesmo tu tens potencial. Valeu e voto.

José Cycero · Aurora, CE 17/11/2008 10:49
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Doroni Hilgenberg
 

Gabriel,

Que modo deselegante de dispensar uma garota
--Cansei de você!
nada cavalheiro,
Ana vai dar o troco...
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 24/11/2008 23:05
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llamar al pan
 

Texto muito bom!

llamar al pan · Belo Horizonte, MG 28/4/2009 22:57
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ayruman
 

Inteligente e ousado.
Saúde e Paz na Terra. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 16/7/2009 15:38
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