Quando não escrevo,
é como se não existisse.
É como se,
só por escrever,
minha vontade se tornasse o próprio eu;
É como se eu não pudesse ir e vir;
É como se a poesia sofresse por mim.
É como se existisse por um meio segundo
um vivo contente;
É como se a gente
(eu e a poesia)
partilhássemos um coração.
É como costela com carne.
E como costela com carne
(como como),
é como poesia
e como a poesia
(e como como).
Mas, hoje ela não veio
fiquei com fome.
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