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EXISTÊNCIA ANULADA.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 12/1/2008 21:50 · 273 votos · 47 comentários ·  
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overponto
Gerberas Felizes -Foto de propriedade de Cintia Thomé
Foto por Cintia Thomé

EXISTÊNCIA ANULADA

Não abrirei as pernas
Grandes lábios molhados
Sem sombra no telhado
Ilhados
Mãos atadas, pau de arara.
Verdes olhos zipados
Boca dos beijos lacrada
Abrir sonhos nunca mais
Abortados desejos no cais
Dentadura trancada
Grade na liberdade
Sem guetos, duetos
Corpo veste luto quente
Queima em aguardente
Herda dejetos,
A merda, a bosta
Leve ser
Resto! Não presto!
Grave greve
Sutura na ruptura
Ditadura eminente, inconseqüente...
Na vida imposta,
Parida, satura!

Cintia Thomé

anos 70/80



tags: São Paulo SP poesia ditadura-militar ditadura cais poema-cintia cintia-thome picasso dentadura sutura anos-70 anos-80 amor grade greve textos-literatura
 
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Autoria   ......Cíntia Thomé
Ficha Técnica  

Escrito em plena DITADURA - Consequências na vida do ser humano que passa, ou passou por momentos da Ditadura Militar, seja ela recente ou não, em qualquer lugar do Mundo. Seja o perseguido ou a família. Principalmente mulheres que ficaram estéreis, problemas psicológicos irreverssíveis. Enfim, um tempo de horror. Sempre este regime será de Horror. Inúmeras vítimas. Mortas ou semi-mortas.


Obs: Este texto já foi publicado aqui no início das minhas colaborações, como vi que há muitos downloads e ela foi arquivada por não ter tido voto suficiente, volto a postar.

.

Data   12/1/2008
Arquivo   25 Kb ·91 downloads
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As mulheres sempre herdam todo o resto, o luto, o sujo, o escuro e a vida sufocada dela e dos seus, vítimas todos, todos em grades, para sempre em grades.

Doeu. Cada verso doeu, mas são fortes e belos em sua crueza.

beijos

Saramar · Goiânia (GO) · 10/1/2008 22:22 
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Forte, Cíntia. Como deve ser.
Beijo
Regina Luna · Fortaleza (CE) · 11/1/2008 00:34 
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Mais poema maravilhoso urdido por essa mulher especial que é Cintia. Você é demais. Adoro seus escritos e seus poemas. Adoro você.Voltarei para votar.
Julio Rodrigues Correia · Manaus (AM) · 11/1/2008 14:29 
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digo mais um.
Julio Rodrigues Correia · Manaus (AM) · 11/1/2008 14:30 
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Curti o texto ! bem libertário. NÃO AS AMARRAS!
Que adianta liberdade com grades né? ótimo!!!!
Cintia vc é muito talentosa, sou sincero em dizer.
abração!!!
Roberto A · Cuiabá (MT) · 11/1/2008 14:49 
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Espetacular, Cintia!
Forte e profundo! Muito bons, teus versos!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Carlos ETC · Salvador (BA) · 11/1/2008 14:53 
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Palavras afiadas rompendo correntes e revelando corações mutilados. A libido também tem sede de justiça e liberdade.
Um poema que me levou a muitas viagens.
Parabéns.
bjs
Frazao my brother · Anastácio (MS) · 11/1/2008 17:10 
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A Cintia que só agora me apresentas é muito parecida com a Lígia d'outrora. Rebelde com causa e dando de pontapé nos limites impostos pelos Donos da Palavra.

Bravíssimo pela Liberdade!

Bjs
Lígia Saavedra · Ananindeua (PA) · 11/1/2008 19:51 
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Certamente Cíntia, não importa o tempo ditadura é um horror! E deveria se banida da face da terra!
Fica a aridez no inconsciente coletivo, Mesmo de quem não viveu essa época de tão perto...
Grande abraço
Branca Pires · Aracaju (SE) · 11/1/2008 20:04 
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Eita poesia forte !!!!
Não foi à toa que postei-a em meu blog!!! Lembras???
Mil beijos!!!!
marilia carboni · Londrina (PR) · 11/1/2008 20:25 
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Po meu! Duro como a e'poca! Parabens.
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 12/1/2008 15:45 
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Pois é Victor...é a época. Beijos
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 12/1/2008 16:09 
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Linda...sabe quando temos prazer em fazer as coisas???
Pois é...voto com prazer !!!!!!!
Mil beijos...
marilia carboni · Londrina (PR) · 12/1/2008 19:40 
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Sempre é oportuno lembrar dessas coisas que merecem nosso apoio incondicional. Quem já viu essa tortura de perto tem o dever de mostrar pra quem tá chegando agora e não reivindica pelos seus direitos básicos, estamos meio que adormecidos, talvez um "cagaço" natural de tomar porrada, de apanhar, essas coisas todas...
Apoiado, votado e a não ser pelo fato de ser um artigo seu, "não" vale a pena ver de novo !
Um beijo, Alcanu
alcanu · São Paulo (SP) · 12/1/2008 20:12 
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Sim não "vele a pena ver de novo", mas existem sobreviventes, secundários da História, mulheres marcadas a ferro. ..danos, sindromes...Viúvas, orfãs, ex-estudantes que sonhavam com um "Prá frente Brasil"...avançou, mas as sequelas, queloides permaneceram e permanecem...relevos na pele, no coração, nas lembranças que doem....Como diz Victor, Duro! E hoje, alguém se obriga e quer entender o Hino Nacional ?


Cintia Thome · São Paulo (SP) · 12/1/2008 20:54 
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Muito bom! Melhor ainda para reavivar a memória daqueles "saudosistas" ou ensinar àqueles que não viveram essa época e acham muito das vezes que são história da carochinha. Votado.
Erode Lino Leite · Campo Grande (MS) · 12/1/2008 21:09 
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Seus poemas são cada vez mais refinados.
Boa, OSHF.
Bjs.
Benny Franklin · Belém (PA) · 12/1/2008 21:12 
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Benny, rs Refinado? Rs
Você é que é mister.
Obrigado Erode, muitas foram vítimas das atrocidades, estas nem são citadas, não computam nas indenizações...mas foi um sofrimento velado...foi...Ufa!
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 12/1/2008 21:15 
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Congratulações!
Belo Poema!
Votadérrimo.

Ernesto Antonio de Moraes · Cuiabá (MT) · 12/1/2008 21:44 
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Querida,
achei teu gentil convite após um porre de pitu.
Fiquei de cara com tua paulada dada certeira na porteira por bilhete endereçado ao passado.
Papá Bauer muito de fala de bala e metralha contra canto e pena.
Essa mortalha, entanto, diz vovó Marinalva, é como outra qualquer, não tem bolso.
E quem saudades de lá tenha, que se aflija com o fim no barro e em chamas.
Eu te saúdo, já sem eflúvios quaisquer, porque, amiga, mulher que és, sabes que também damos nós luz a homens.
Inda assim, debaixo de pau danado, louve-se sempre o prazer, que prefiro com amor e paz e flor, talvez.

beijin, sê benvida sempre, mesmo pulando a porta.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 12/1/2008 21:58 
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Já li várias vezes este poema, realmente um dos mais fortes dos teus. Que este horror não se repita...
Você é grande, Cíntia!
Bjus.

Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 12/1/2008 22:08 
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Cíntia, sem dúvida a DITADURA foi uma mancha em nossa história e em toda a HISTÓRIA. As maiores vítimas sempre são as mulheres.
Poema expressivo e belíssimo.
Parabéns!
Abração!
brigitte · Goiânia (GO) · 12/1/2008 22:27 
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Puxa amiga Cintia,

essa aí ta demais, lindo, maravilhoso, arrebatador. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 12/1/2008 22:53 
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Cintia Thome · São Paulo

...Resto! Não presto!
Grave greve
Sutura na ruptura
Ditadura eminente, inconseqüente...

Muito bonito.Expressão forte e cheia de significados.
Sempre a nos inspirar e a atiçar a criação de respostas e novas formas de expressáo e poesias.
Trabalho de Mestra.
Parabéns pelo mérito inquestionável.
Abração.
azuirfilho · Campinas (SP) · 12/1/2008 22:59 
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Cintia, nao tinha votado! Voto agora, beijos
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 12/1/2008 23:20 
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Votei. Nada de arquivo morto para o poema vivo; nada de censura para os lábios molhados.
Jairo Oliveira Ramos · Aracaju (SE) · 12/1/2008 23:41 
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Votei minha cara! Porões da influência da CIA na nossa política tupiniquim. Mulheres, flores violadas. É sempre assim com os monstros da tragédia. Conheci várias, minha família socorreu esposa e filhas de um torturado, ficaram um ano sob nossa guarda! Aprendí a me assustar com o medo nos seus olhos de anjo! Terrores emocionais; Parabéns pela reedição!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 13/1/2008 05:51 
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Parabéns, Cintia!
Poema dolorido, lindo!

Mais uma vez, parabéns!
Um abraço.
Vanessa David · Rio de Janeiro (RJ) · 13/1/2008 06:57 
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Cintia,
Eu tinha lido em edição e dito alguma coisa. Devo ter esquecido de bater no enviar comentário.
Mas lá eu me referia à rima - batida, sequênciada, variada,
saltando aqui, aprecendo ali: sempre batida numa cadência a exigir melodia.
um abraço, andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 13/1/2008 07:25 
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Muito legqal Cintia
j.alves · São Paulo (SP) · 13/1/2008 08:28 
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A do beleza poema traduzindo a tristeza da vítima e a sordidez humana d o algoz que acredita que a Ditatura serve para alguma coisa... Bjs
Joana Eleutério · Brasília (DF) · 13/1/2008 08:45 
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Muito bem Cintia, você me convidou, aqui estou.
E que convite maravilhoso, criatura!
Quero continuar a suas ordens.
Não podemos nos esquecer dos tempos sombrios, pois neles vivemos dias mal vividos!
E nunca mais! Para nunca mais!!!



Pedro Monteiro · São Paulo (SP) · 13/1/2008 09:12 
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Mutante existência. Bacana, abs.
Roberto A · Cuiabá (MT) · 13/1/2008 12:51 
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As sereias possuem sabores que o mais apurado paladar desconhece. Porque o bom gosto so e para o libidinoso que o desejo admite por pemissao.

Toda ditadura traduz-se em atos falhos, porque a liberdade prossegue maior.

bjo.
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 13/1/2008 16:29 
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Cintia,
Tenho um interesse muito especial por este periodo, em especial porque sou um daqueles que pode participar de organização e de movimentos de contestaçao a ordem, ao sistema e que pode fazer isso, porque muitos lutaram e em muitos casos também tombaram para que pudessemos nos anos 80 estar envolvidos com Cebs, associações de moradores, centros de educação popular, manifestações, greves, ações educativas e culturais com caracteristicas libertadora, como foi o meu caso.
E achei muito legal em ler algo sobre o periodo em forma de poema.
Abraços,
Zezito de Oliveira · Aracaju (SE) · 13/1/2008 18:31 
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Um texto magnífico!
Gostei muito.
"Viva a liberdade!"
Abraços!!!
Matheus Muzy · Cordeiro (RJ) · 13/1/2008 20:21 
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Muito bom!
veganito · Belo Horizonte (MG) · 13/1/2008 21:11 
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Votado Cintia. Seu poema é forte, um grito pela liberdade.
sinvaline
Sinvaline · Uruaçu (GO) · 14/1/2008 07:50 
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Sarmar falou tudo!
Votado!
Bjos!
Carvalho de sé · Rio de Janeiro (RJ) · 14/1/2008 08:29 
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Oi, querida...
Tortura nunca mais...O Estado tem o DEVER de proteger seus cidadãos!
Pelos homens e mulheres que tiveram a alma marcada para sempre.

crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 14/1/2008 09:43 
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Cintia, bom ter republicado. O poema ficará no lugar que merece. Beijos
Paulo Esdras · Salvador (BA) · 14/1/2008 10:53 
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Meus sinceros aplausos e ém pé.
Mais uma vez, parabéns poetisa.
Votado, claro
Dalena GVL · Portugal · 14/1/2008 11:55 
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Meus sinceros aplausos e em pé.
Mais uma vez, parabéns poetisa.
Votado, claro
Dalena GVL · Portugal · 14/1/2008 11:56 
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Uma poesia impactante, Cíntia. Um cruel retrato da obscuridade que vivenciamos.
Abraços.
W@nder · Rio de Janeiro (RJ) · 14/1/2008 17:15 
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Cintia....

as mulheres comecaram bem o ano, vc, Ligia... acho que esse ano promete, serah que elegemos mais mulheres pra fazer a diferenca nessa "roda" de machismo e corrupcao que temos no centro do plantal central?

Seria uma boa, neh?!

A poesia que exelta o ser feminino quica possa evidenciar o desejo do povo brasileiro de ter uma mudanca neste cenario 'pobre' que evidencia o preconceito e racismo que temos na nossa raca.

Voto pelas mulheres que querem se tornar MULHERES!

*A ditatura... ainda nao acabou, so mudou de uniforme, infelizmente!

Axe' pras iabas... Sarava Mae Natureza!


Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 15/1/2008 13:43 
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cíntia,

há uma dor evidenciada, uma contundente realidade que se mostra tristemente, e que ultrapassa qualquer fruição desatenta, distraída, que queira entreter-se. a arte é mesmo um lugar de pulsações, não de entretenimento.

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 17/1/2008 00:58 
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Minha querida,para quem nunca soube o que foi a ditadura(e olha que as vezes até acho que não acabou)retraste com grandeza.tens meu voto hoje democrático,antes oprimido.Amei.Um grande beijo em seu coração.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 18/3/2008 09:49 
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