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Foto: Flickr/Creative Commons
I
Extrema gramática!
Minutos de subseqüente agonia.
Prima rasgação de linho – o lume;
A última cravada tcheca, perfaz.
Ironizar seios, declamar poesias...
A ignorância de o pulsar carrasco
Agoniza até congeminar-se à décima vela do escarro faminto.
Um anjo plana medíocre, descamba sem vida,
Bóia crucificada, beato descascado,
Que nem trigo aferventado
Roendo palavras
- Volátil libidinagem carnificando-se – o fim;
Tal o ovo cozido de véspera, contrasta!
Por certo impõe o fisgar de nádegas indefinidas,
Alimenta-se de si próprio qual romântica fome
Que se afasta do sim – ávida languidez
Que mama o não!
.....................
II
Urros aferem gemidos.
Procissão de vozes amenas,
Sob o recôncavo do caroço heterossexual da tamarindeira,
Tal a envergadura transvaginal
O fluxo calibra a cãibra, azeita a cópula,
Contesta o beijo, porque lassa já é,
Que nem grandeza labial
- Conquanto – oh! Seiva de aço - só vós sois o alicate,
O pudor, a pressão!
- O que é reexistir se não o medo da vida?
- Como é construir a noite
Quando tudo é secura,
E quando morta já é já a idade peniana
Do homem?
III
Nós, astronautas que pitamos cigarros marginais,
Resistiremos ao peso da baforação do poema
- Soluços passíveis de punição;
- Idéia de cada ilusão que ver empacada a poesia
Com o firme propósito de impor à nuca,
O extremo tiro de pistola 45!
.....................
IV
Sei. A flor pode até perverter a fala,
Assim como pode (até) decepar os dedos,
Confins de mim...
Mas isso, sobretudo é masturbável
Quando a incursão da palavra,
Mantém-se drogada sob o véu do palavreado:
- Malquerença que confunde o resistir do papel,
Com o tanto de gente ejaculado.
.....................
V
Creia-a! Creia-me.
A silhueta da fome agasalha o sepulcro,
Repagina o sexo das prostitutas penetrafixáveis...
Daí a sementeira das pragas
E das verminosas se fodem,
Soa-me que nem podridão papável
Com seus restos mortais cimentáveis:
- Conjeturas de todas as formas
De orgasmo – são!
Benny Franklin
tags: Belém PA poesia extrema-agonia poema-paraense cultura-amazonica poema-universal poesia-beat benny-franklin textos-literatura
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informações |
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| Autoria |
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Benny Franklin |
| Contato |
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franklin.benny@gmail.com
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| Data |
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21/12/2007 |
| Arquivo |
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23 Kb ·40 downloads |
| Licença |
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comentários  |
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Extrema gramática!
Bela ilustração de Magritte.
Com o firme propósito de impor à nuca,
O extremo tiro de pistola 45!
bjus. OS HF
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 20/12/2007 08:35
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este o tipo da escrita que usa abusa do rebucamento sem ser pedente.
isso foi visceral.
adoro.
manu andrade · Recife (PE) · 20/12/2007 15:28
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Fascinante, Benny!
Caramba! Que fôlego literário, meu velho! Pode crer!
Boa Sorte e Força, irmão!
frilazine · São Luís (MA) · 20/12/2007 18:43
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Um abraço poeta .sempre um prazer ti visitar
j.alves · São Paulo (SP) · 20/12/2007 19:01
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Benny,
Vou entrar num terreno, do qual ou eu não tenho elementos para enveredar, ou os poderes de estado tosam a todos.
Mas: Que tal um Papa de de 35 anos?
Por que todos os presidentes novos do Brasil foram depostos?
Por que a maioria dos Presidentes dos EUA, até à II
Grande Guerra foram homens novos?
Por que Hiroito continuou Imperador já velho?
- Uma das respostas é que a desgraça tem de ser gerida por velho
Assim eles se fazem "reexistir com medo da vida" "Reconstruindo a noite". Extamente
quando tudo na vida deles é secura.
E dizemos, entre camarás, em conversa de botequins.
"Já que eles não fodem de verdade, fodem a vida dos outros".
um abraço, andre.
Mas vai rezar no meu Natal
www.overmundo.com.br/banco/o-natal-no-sertão href="http://aqui">
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 21/12/2007 08:25
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Parabéns!!
Kais Ismail · Porto Alegre (RS) · 21/12/2007 11:37
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