faca cruza porta aberta rasgando noite adentro & dividindo Espaç&Tempo(S)

Sidclay Dias, fotógrafo sergipano
1
André Teixeira · Aracaju, SE
20/4/2008 · 115 · 14
 

'até que surja, mesmo em chuva, um Deus no raiar do dia... Poesia'
Dora Nascimento


Dos fundos e rasos e meios das matas virgens do peito
meu, desfolho sonhos em descascadas mangas-Coração,
fluídicos amarelo-sangue-ouro-rios,
Canto, veio,
salada de colagens de trip hop, Macunaíma,
meu Espaço...

Flores das quais colho néctares invisíveis simulacros de Beleza,
perfumes indizíveis,
extra supra Sumos,
Bach, Jazz, slow food, cogumelos flambados
com açucares em sobre-mesas do Espírito.

Chove.
tentando imitar a noite,
a alma tenta chover calmamente para as idéias
não fugirem... inevitável! Qual água de chuva ralo abaixo,
a Idéia da Beleza escorre
por entre os dedos,
e vai raiar, dividida em cada poça e gota
- nelas: - ,
o rosto e os olhos apressados
dos Big-bang!-Bangs!!!

Sobre a obra

compartilhe



informações

Autoria
poesia André Teixeira


fotografia The old man, a boat and a pink stain in the ocean, de
Sidclay Dias
Ficha técnica
'Taken in "incertae sedis", Sergipe, late 2001.

This picture was taken with a 75-200mm Yashica lens, ISO 100, and under a 1200 pm.'
Downloads
316 downloads

comentários feed

+ comentar
danlima
 

caro andré, você é um mestre na invenção de poemas-respostas, poema que gera poema que engendra novo poema. Desse, gosto imensamente e destaco o verso
"Chove.
tentando imitar a noite,
a alma tenta chover calmamente para as idéias
não fugirem... inevitável! Qual água de chuva ralo abaixo,
a Idéia da Beleza escorre
por entre os dedos,
e vai raiar, dividida em cada poça e gota
- nelas: - ,
o rosto e os olhos apressados
dos Big-bang!-Bangs

Até arriscdo um outro meta-poema calcado nestes sweus versos lindos:

"Chove. Em um deus dissimulado, oculto antes do dia,
um deus nominado poesia
sentindo n'alma a inveja dos mortais
que amam, sofrem, choram,
suass dores carnais
derrama na chuva suas lágrimas vãs
buscando, ainda que em simulacro,
um caco, um naco, pedaço desta manhã
desta manha, desta sanha dos humanos
Mas seu choro é vão, sua saga é falsa,
é farsa que se desfaz na madrugada
quando a chuva, levada, lavada,
desafoga as lágrimas
e a poesia escorre entre os dedos
entre os dardos certeiros
proclamando a grandeza da vida
e a vitória da beleza."

Parabens, André... grande poeta

danlima · Brasília, DF 17/4/2008 22:58
sua opinião: subir
Dora Nascimento
 

André, fico até sem jeito que dê jeito a tanta ´lira na palavra sensitiva da poesia tua, espelhando, depois de espelhada, a poesia minha.

Obrigada, e parabéns, é sempre grande o encanto da tua escrita.

Dora Nascimento · Olinda, PE 18/4/2008 17:10
sua opinião: subir
André Teixeira
 

Tirana lira,
espargi o peito em nuvens que não voltam
e chovem em alto mar,
nem pra peixe ver,
cada onda é uma palavra
e cada linha cadafalso
da Beleza,
imola o pobre peito que sente tanto
que quase nada sente de supra sentir,
volatilizar o sopro no verbo incerto,
e cantar cantar cantar entre as pausas pro choro
o sentido disso tudo,
que é quase nada diante de tanto.

=================

tá vendo no que dá? apareça todo dia!!!

GRANDE cheiro!!!







André Teixeira · Aracaju, SE 18/4/2008 17:55
sua opinião: subir
André Teixeira
 

Dora...

tá vendo no que deu, até esqueci de por seu nome na poesia/comentário acima. Então ponho neste de novo: 'Dora!!!'

====================




Danlima!!!

te passei mensagem dizendo que tinha escrito poema sobre seu poema acima, no papel... aqui está ele no digital:

Uma palavra
são duas palavras
e a emoção não se inventa
não:
fazer os olhos de todos os sentidos
chorarem de alegria,
respirar a nostalgia
dos ecos,
tilintar de cacos,
trotar de cascos
enrolados na poeira e
fumaça de tudo isso.
E tudo isso é uma palavra
que são seis,
sentires vários sentidos
em um só
ovo.

Idéias lacradas na semente
que nasce, cresce, flori...
dialogam pólens e
outras flores feitas
omeletes.

======

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 18/4/2008 18:04
sua opinião: subir
Tita Coelho
 

ai que coisa mais deliciosa te ler! Letras perfeitas, meu caro!
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 19/4/2008 23:49
sua opinião: subir
Falcão S.R
 

André, é sempre um feliz aprendizado desfrutar de seu talento. Abraços

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2008 04:44
sua opinião: subir
André Teixeira
 

Tita Coelho e Falcão!!!

GRANDE prazer a presença de vocês aqui, superada apenas pela alegria de terem gostado do poema!. Saibam que para ser sincero nas palavras ditas aos outros, tenho que primeiro ser sincero comigo mesmo... então, espero que o gosto dessas palavras ao serem ditas/lidas sejam como uma verdade, uma simples e minha verdade, não melhor que verdades de outrém, apenas minhas 'verdes verdades'... brilhando em qualquer pedaço de céu ou chão que lhe caiba, semente até nascerem as flores.

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 20/4/2008 13:29
sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Ah,
com um retrato deste e ainda tem gente que não acredita
no meu nordeste.
Que vale mais a beleza, o prazer ante a beleza - ou as altas cifras?
nâo sei,
um abraço, andre
]

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/4/2008 20:14
sua opinião: subir
Cintia Thome
 

Bela resposta, adorei estes versos a Dora
Maravilhada com a tiua capacidade de inspiração. ìmpar!

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/4/2008 23:44
sua opinião: subir
Rita Costa
 

Muito bom! Um prazer ler esses versos. Obrigada pela partilha, Poeta. Um abraço.

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 21/4/2008 17:39
sua opinião: subir
Dora Nascimento
 

Voltei, porque ainda não atinei
de qual poesia minha,
a sua poesia explodiu,
cortando o véu da palavra
nelvragia e calmaria
em mares e mares de agonia...
Ria de mim, tristeza,
ria, que teu tanino
é a correnteza
descendo o rio
que é (de) um (a)mar menino...
Corta a faca cega
o que a Alma apregoa
em chagas que sangram
e singram caminhos
em nomes acesos no azul-neon...
Nem sei de mim, assim imprecisa,
sigo o riso de escárnio
da triste correnteza
que leva consigo,
meus versos perdidos...
Amigo André, diga-me,
de que poesia
minha, eu en agonia
te fiz tão belo explodir,
de faca afiada em punho,
riscando na derme,
atingindo-me o cerne,
e a tudo que me arde,
e a tudo que me fere,
atingir bem fundo.

(Mais uma, visse? Quem mandou? Sou que nem repentista, mas só funciona quando estou sangrando em correnteza de rio triste se esvaindo em riso lento de mim)

Um abraço.

Dora Nascimento · Olinda, PE 21/4/2008 19:35
sua opinião: subir
Dora Nascimento
 

André, vi agora o link, acredite, por favor...rssssssssss
Aí vou lê de novo, e me leio de novo - óprque eu raramente faço isso, e volto aqui para dizer o que estou sentindo em outro estado de espírito tempo-espaço.
Louco, não?! Lá vou eu!!

Dora Nascimento · Olinda, PE 21/4/2008 19:37
sua opinião: subir
Dora Nascimento
 

Isso é mesmo muito louco, visse poeta?

A loucura é a faca,
a porta é o desconhecido.
Inumano, o tocável,
mas não atingido.
O palpável,
mas não plasível...
A faca tem a cor negra
da noite que respira
e inspira, as transpirações,
as ações e ousadias,
espalhadas e espelhadas
nas lágrimas divinas
de Dianas desesperadas.
A porta é o acesso,
o perigo do incoberto,
no mundo cibernético,
a verdade pode ser uma cilada,
e a minha anomalia
é a patologia poética.


Sofro disso, de patologia poética. Não tem remédios, e os sintomas variam de acordo a emoção do momento em que entro em crises, como estas.

Outro abraço,

Dora Nascimento · Olinda, PE 21/4/2008 19:46
sua opinião: subir
André Teixeira
 

Dora Nascimento!!!

Quando as crianças recebem presentes de Natal. aniversário ou qualquer outro motivo, ficam EXTRA felizes... nesse exato momento (em verdade esse momento continuou até o fim do poema e continua até agora...) me sinto umas três crianças felizes ao mesmo tempo com tantos presentes que nem sei onde guardar! Por certo guardarei essa felicidade e alegria de ter, assim logo de manhã cedin, essas tuas poesias a me nortear o dia, na prateleira imaginária do meu coração onde guardo as coisas mais belas que lhe aconteceram... de onde retiro da lembrança esses momentos de felicidade e alegria inebriantes a iluminar pedaços escuros dessa longa estrada que é a Vida.

Antes dessas linhas acima escrevi as de baixo mas, independente de cima, baixo, esquerda, direita, outras linhas estão sendo escritas pelo Espaço, inventando rumos novos Nortes!

:


O Verbo corta o Tempo,
rasga-lhe as invisíveis vestes,
corando suas faces de horizontes
vermelho Sangue,
fazendo a carne parecer um mangue
de confusão e transpirações
que regam inspirações a fazer perecer
essa Realidade,
que transubstancia-se
de dura e fria & dores que rimam
em todos os tons com a escuridão da noite
para a fogueira instantânea instalada
estalando centelhando poemas
desse caudaloso inquieto e
vasto coração que quase
não cabe no
peito.

=================

GRANDE e carinhoso abraço querida Poeta!!!

A

André Teixeira · Aracaju, SE 22/4/2008 09:53
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados