FAVELA
Verdadeira linha de frente, da luta mais difícil da vida.
O necessitado mais premente, na condição mais sofrida.
De um mundo injusto indecente, que não há boa vontade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
Um sacrifício desgraçado, fazendo o céu se impressionar.
Um sofrimento determinado, pela forma da vida ganhar.
Infinitos na persistência, vai lhes sobras a criminalidade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
Nossa gente igual humana, submetida a toda provação.
Não se entrega e não se engana, e que luta como o leão.
Excluída sem ter clemência, considerada marginalidade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
Ignorada pela sociedade, que vai em frente indiferente.
Cavam chance e oportunidade, cada um é mestre valente.
Lutando pela consciência, na deformada nacionalidade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade.
Luta brava inquestionável, manifestada cada momento.
Num abandono deplorável, que deforma até o sentimento.
É preciso Arte e Ciência , pra se entender toda realidade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
É a parte mais sacrificada na luta política pela riqueza.
Não vai lhe caber quase nada, de toda a nossa grandeza.
O sentido e a coerência, é não ter justiça e oportunidade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
Não é a causa da Pobreza, mas é sua feia manifestação.
Querem igualdade e nobreza, de ser um igual cidadão.
De ajudar resolver a insolvência, com amor e irmandade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
É o retrato feio da sociedade, na sua luta pelo Capital,
Luta sem ética e dignidade, sem humanismo e sem divinal.
Só lucro e competência, Capitalismo tem essa identidade.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade.
Azuir Filho e Turmas: Social da Unicamp e de Amigos:
de Rocha Miranda RJ e de Mosqueiro Belém PA.
Poesia de respeito e amor pelo Povo das Comunidades chamadas e conhecidas por Favela. Uma Homenagem a todos Habitantes das Favelas e em especial a Carolina Maria de Jesus, Mulher, Escritora, autora do Livro Quarto de Despejo que descreve a luta do morador da Favela, cheia de dignidade, que nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 14 de março de 1914 e, se tornou uma figura Heróica e Lendária no imaginário de amor e superação desta gente Santificada.. Carolina estudou até o segundo ano primário e, em 1947 migrou para São Paulo, onde foi morar na favela do Canindé, na zona norte que foi extinta. Trabalhou como Doméstica e vai se tornar catadora de papel até o fim da vida, Teve três filhos e não concretizou nenhum casamento. Morreu no no bairro de Parelheiros, SP, em 13 de fevereiro de 1977. Escreveu: o Livro Quarto de Despejo, Casa de alvenaria (1961), Provérbios e Pedaços da fome (1963) e Diário de Bitita em 1982, A figura sofrida e altaneira de Carolina Maria de Jesus desmistifica qualquer tentativa de rotular esse povo heróico que leva uma vida de tanta luta. No Rio a maioria das favelas eram em morros e não tinha água que eram levadas na cabeça pelas mulheres, que ficaram celebrizadas na modinha Leva Água na Cabeça.. Dá até um nó na garganta e ao mesmo tempo vai lá no alto o orgulho por essa gente que deve de botar lá no alto, o conceito que Deus tem pelo nosso povo Brasileiro.
Não é atoa que a gente sabe de um ditado que tanto nos orgulha de: que Deus é Brasileiro e, como disse o Papa João Paulo II, ...Deus é Brasileiro e nascido num dos morros ou baixadas carioca.
Esta obra tem por objetivo descriminalizar o Morador das Favelas e, louvar a admirável Escritora Carolina Maria de Jesus e toda gente que tem a Santidade de nascer, vive e ou morre neste lugar de tanto sofrimento e sacrifícios. Verdadeira Via Sacra.
A Favela é o nosso Gueto onde se vive a situação mais dramática da Sociedade Brasileira,
Que foi tomada pelo Narco Tráfico, tornando-se um inferno da vida tão sacrificada desses Gigantes Humanos, que são seus moradores. Hoje nas Favelas, fuzis poderosos travam combates diários por pontos de venda de drogas, ceifando vidas inocentes de uma gente sofrida mas esperançosa. Todo nosso respeito e amor por essa gente, se Jesus vivesse agora, moraria numa Favela.
Verdadeira linha de frente da Luta da Vida, merecem nosso respeito e louvação.
Meu querido azuir.estou apenas passando meu querido para a leitura.Volto com calma.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 18/8/2008 19:12Azuir, leio com alegria mais um texto em que você revela sempre seu amor ao próximo; sobretudo ao desvalido.Parabens, bjos de luz.
graça grauna · Recife, PE 18/8/2008 19:50Sentimento belamente descrito e digno de aplauso Azuir de veia poeta, no caos da pobreza e da resistência.Abraços de volto aqui,Nina.
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 18/8/2008 20:37
'De ajudar resolver a insolvência, com amor e irmandade."
Meu desejo tbm é de uma vida digna para todos. Bjs. Dê
Nobre Azuir,
Sua sensibilidade o trouxe a poetar sobre favelas, que beleza de iniciativa! És um mestre nas construções literárias.
Que seu trabalho seja mais que publicado e inspire um olhar mais crítico e criativo sobre a cultura da favela.
Parabéns
abraços fraternos
Maravilha de trabalho sor , muito bom mesmo . Eastá de parabéns
Ecila Yleus · Recife, PE 19/8/2008 08:46
Favela é resisitência, Mestre Azuir!
Carisma e ternura!
Adorei
bjo
CD
Olá, Azuir
Bela homenagem ao povo sofrido e guerreiro dessas comunidades, esquecidas pelos governantes, só lembradas em período eleitoral (pra não dizer eleitoreiro), e identificadas com a marginália. Mas nas favelas há pessoas boas e honestas, que apenas não tiveram oportunidade de ser inseridas no sistema, no jogo do capital. São pessoas também merecedoras da dignidade humana. Vivem perto dos céus e em meio ao inferno do mundo cão sem lei da guerra urbana cotidiana...
Parabéns ! Vo(l)tarei.
Abraços poéticos
Azuir,
Infelizmente, por falta de opção as pessoas "do bem" são obrigadas a dividirem o mesmo espaço c/ o narco tráfico e com isso são igualmente discriminadas pela sociedade...
Parabéns pela sensibilidade e amor ao próximo...!
Belíssima homenagem,como sempre!
Beijos...
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
Muito bom Azuir. Parabéns pela sensibilidade e e sinceridade em expor em arte poética uma realidade muitas vezes ignorada por cada um de nós.
Beijos
Votos.
Meus votos meu carinho e a minha admiração por teu trabalho. Mais um fantástico!
beijo na alma!
É, Azuir, é gente humilde, que vontade de chorar !
a culpa não é sua !
Um abraço, Mestre !
Parabéns mais uma vez pelo belo trabalho. Poucos são os que se embrenham na luta contra a desigualdade dos irmãos da favela e fazes isso com tanta propriedade e poeticamente, o que toca mais ainda nossos corações.
Votos e beijos
Azuir.
Favela!!!
Encerra um mundo de desigualdade, preconceitos, indiferenças, marginalidade, pobreza, narco-tráfico e por ai vai...
grande texto
Parabéns!
bjsss
Olá, Azuir
Cá estou de novo, parabenizando-o pelo seu belo poema de caráter social e deixando o meu voto.
Abraços poéticos
Há vida nas favelas, talentos não aproveitadod.Pessoas de coração grandioso.
Você meu querido conseguiu trazer o que de melhos existe para nosso coração nessa bela homenagem.
Deja seus dias repletos da bondade de Deus e nosso reconhecimento por su generosa alma.Um beijo em seu coração.
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade
muito bom o tema, parabéns poeta.votado.
Grande poeta Azuir Filho!
Mais uma canção que nos convida
a pensar sobre nossa gente
com a sociedade no estribilho
mostrando povo pobre e sua vida
com consciência presente!
Um grande abraço!
Estou lendo pela primeira vez um texto seu....Gostei do seu estilo...é diferente...Parabéns
Agradeço por ter comentado a minha "carta"
Bjs
Poesia também é realidade... Muito bom ler esse texto...
Votado, por certo!
Baci
favela...sem fivela...sem tramela...na quimera...
bravo !
votado !
Joe
Favela não é povo marginal, mas sim temos um poder marginal...
Entendeu, nè?
Parabens!
Verdadeira linha de frente da Luta da Vida...
bjo.
Dando força pra mestre Azuir!
Em frente companheiro.
Querido Azuir:
Que bela descrição que privilegia descriminalizar os moradores das favelas ... Gente como os moradores do asfalto ...
Beijos_Meus*
*
belo texto!!! olhos voltados a realidade! bom trabalho. um abraço
O poeta oculto · Teresina, PI 21/8/2008 00:43
Está mto bem escrito azuir, eu particularmente não tenho uma visão tão romantica apesar das favelas terem tdo tipo de gente.. Mas, pra quem mora no Rio, conhece profundamente uma favela. Uma real, com tdos os tirroteios. As vz vc vai dormir e seus ouvidos estalam... existe uma briga entre elasou entre a polícia e elas e quem sofre é o cidadão comum, aquele q apenas passou por perto e é ele q é a vitima da bala perdida. Conheço 1000 casos. E olha eu moro num bairro nobre da Cty maravilhosa.
Mas meu doce amigo deve estar retratando o olhar do trabalhador que lá reside.
bjus
Deixa te falar, estes dias encontrei - num sebo em sp, um exemplar do livro de Carolina, ia comprando foi num dos dias da crise de internet, fui ao banco tirar o dinheiro quando voltei tinha sumido, segundo o caixa "rapinaram",
Muito boa insurgência,
abraço
andre.
ainda que atrasado mas aqui passei para deixar meus votos, Caro Azuir. abraço poeta!!!
gleidston cesar · Goiatuba, GO 21/8/2008 07:22
Azuir mais uma iniciativa louvável!
Votado
Sinvaline
Oiê, gostei e já votei, parabéns poeta!
Bjs da Gena
Azuir. Chegando agora e deixando meus parabéns por mais este poema de cunho social.
Um abraço
EG
Favela. em seu seio encontra-se de tudo. É faca de dois gumes.
O lado Sombra deste capitalismo selvagem.
Um grande abraço... jbconrado.
Azuir, o morro nada mais é que a extensão do asfalto. Tudo de gente que há no topo, também há nas franjas. O morro não precisa de defensores nem advogados, porque não comete ilícitos por estar à margem da sociedade. Necessita sim, e urgentemente de representantes que conheçam a sua realidade em profundidade bem próxima às suas raízes. Há tempos submetido aos poderes de cadeiras que trocam de bundas, o morro resiste as parasitas do coronelismo infecto. Resiste à indiferença das autoridades incompetentes que se apropriam do direito de escolha dos indivíduos.
Não pode relatar a intimidade do céu quem tem os pés enterrados no inferno. Não pode retratar a fedentina do inferno quem tem os pés edificados no céu. Porque a realidade dos chãos dos homens não se escreve com sangue, nem tinta. Não há protocolos, documentários, nem tampouco noticiários capazes de revelar a real essência de um universo que apesar da violência polvorosa, também cultiva jardins. Possui pomares e dão frutos saborosos capazes de disseminar doçuras...
O morro também tem facetas que brilham. Não é só de cinzentos.
Beijo, meu amigo.
Amigo AZUIR eu vou escrever o quê ?
Não tenho e nem sei o que precisaria escrever para lhe agradecer por tão bela obra.
Já te disse olhando em teus olhos que sou teu fã nobre amigo. Um abraço e continue escrevendo...
A Favela é Resistência, Barricada contra a desigualdade.
Pois é, a violência que os governantes semeam é muito forte. A pobreza é uma crueldade, uma violência, uma desumanização. A insensibilidade permanece aí intocada. O lucro precisa ser melhor repartido. Vivemos numa estrutura falida que só serve aos ricos que ganham com a pobreza, pois, uma (riqueza e pobreza) é efeito da outra. Não estou falando de fartura, prosperidade, estas são coisas mentais. A pobreza também é uma mentalidade (óbvio ela pode ser gerada, estimulada e criada nas mentes por indução e circunstâncias). O fato é que o governo tem a obrigação de suprir as necessidades básicas dos seus cidadãos como moradia, saúde, educação. Se um governo (qualquer, independe de seu discurso) não está cumprindo está condição, então, está falhando enquanto governo.
O fato é que precisamos (individualmente) cultivar outra mentalidade e uma delas é o não enaltecimento da pobreza como ela fosse alguma dádiva, uma qualidade, uma condição de redenção. A pobreza só gera desgraça, violência, feiura, doenças.
Parabens amigo por mais este belo trabalho, abracos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 21/8/2008 13:12
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ)
Obrigado Amiga por passar e voltar.
Agradeço muito a colaboração de vocé e de todos na Edição e votação deste Trabalho de um tema táo caro e importante para mim.
Obrigado
Abração Amigo
Azuir, as favelas, como vc disse, retratam o lado feio da gente, nossas diferenças e o coração egoísta.
Deus queira que os homens vejam que a vida nao é individual, ela é um conjunto de nós todos.
Abraço, querido.
É um triste lado de nossa sociedade egoísta, elitista e preconceituosa e que exclui, e em guetos "amontoa" seus iguais, como dejetos indesejáveis... E nos discursos ainda se diz solidária, fraternal e sem preconceitos...
A favela é um resultado vergonhoso da falência de nossa sociedade. E deveria ser motivo para o cidadão de bem se revoltar contra o Sistema e não contra o favelado...
Azuir, meu bom, deixo bem claro aqui, que te acho o máximo, cara, sempre achei. O meu manifesto de nada tem a ver com um recado em resposta pessoal ao seu postado que não é uma pergunta.
O não cumprimento de deveres dos governantes é fato. Desde quando os governos se preocuparam em assistir as pessoas ao pé da letra que o beabá das leis reza? Quem não dá uma saúde digna, não pode jamais prometer moradias e asfalto para todos. É preciso aceitar o fato de que é impossível varrer do dia para a noite, as favelas das metrópoles. Impossível também é cerrar os olhos e fingir que elas não existem.
Também é fato que precisamos (individualmente) cultivar outra mentalidade e uma delas é enaltecer os CIDADÃOS. Porque o direito igualitário é a dádiva que põe indivíduos em pé de igualdade.
A tolerância só gera benditos, respeito, beleza, saúde...
Paz!
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) ·
Amiga Poeta Obrigado pela visita. Obrigado pelas palavras táo queridas pra mim.
...Azuir, leio com alegria mais um texto em que você revela sempre seu amor ao próximo; sobretudo ao desvalido.Parabens, bjos de luz.
Fico muito Feliz.
Obrigado
Abração Amigo
É muito bom saber que tem gente como você, que vê esta situação como ela realmente.A favela é abitada por gente igual a nós.Não são só marginais,mas é marginalizada.
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 21/8/2008 14:52
nina araújo · Rio de Janeiro (RJ)
Amiga Poeta Obrigado Por sua visita e palavras amigas,
..Sentimento belamente descrito e digno de aplauso Azuir de veia poeta, no caos da pobreza e da resistência.Abraços de volto aqui,Nina.
Convido pra conhecer a Comunmidade Faz Quem Quer
Maior alegria a sia colaboração para este Trabalho.
Obrigado
Abração Amigo
Marginal é o poder
A favela é resistência
consciência que falta
la no alto
no planalto
império dos corruptos
cá embaixo
o reino dos ignorados...
Muito lindo seu poema,Azuir,meu querido!
E mais que lindo, necessário grito nessa sociedade corrrrompida
e injusta...
Gostei demais!
Super parabéns,meu querido amigo e poeta lindo!
beijinhos azuiszen...
Blue
Azuir,
teus versos nos dão tantas certezas. Nos fazem enxegar tão bem. A incrivel vida de clemecia que se faz na favela, é jorrada na certeza de tua poética.
Meu grande e estimado over-mano-poeta-grande-homem, Parabens!
Votado Azuir!
Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás · Santa Cruz de Goiás, GO 21/8/2008 19:51
Belíssimo este teu poema meu amigo Azuirfilho,
sempre preocupado com os problemas sociais. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Azuir,
Por falta de tempo encurto meu comentário.
Lido e votado.
Beijos,
Regina
Por que não pedistes a Jesus pra resolver a parada?
Duborges · Santo Amaro, BA 21/8/2008 21:10
Justíssima homenagem a estes brasileiros, vítimas da completa insensibilidade governamental, tratados como cidadãos de última classe, justamente por serem vítimas silenciosas, sem representantes honestos, sem voz,
Estes cidadãos que contam apenas com sua heróica força e com a imensa coragem para sobreviver em meio a tanto sofrimento.
beijos
Perdoa-me, meu querido, por ter demorado. É desumano como pintam os favelados por esse mundo de meu Deus! Não cosigo vê-los senão como pessoas boas e sofridas. linda homenagem!
Beijos, querido
Azuir,
Gostei do poema, engajado, favos de poesia-grito-do-povo.
Parabéns
Abração
Azuir,
A favela tem seu lado triste, mas sempre será motivo de belas inspirações como foi para Orestes Barbosa ao escrever o clássico da MPB, Chão de Estrelas.
Abraços
Vim deixar meu voto Azuir!
Prabénsd! Beijos
Olá, cheguei
Um abraço querido e desculpe-me
Caro amigo, poeta e mestre Azuir
Fois- o tempo em que, víamos nos filmes brasileiros mostrando as favelas e seus moradores, como um tema lúdico. Ali sempre foi o Gueto dos desvalidos, mas era com menos sofirimento. Hoje, com o advento das drogas e as gangues que dominam as favelas, o sofrimento desse povo tem sido uma constância.
Com muito louvor venho dar o meu voto a esse trabalho maravilhoso, que nos traz à reflexão.
Parabéns!
Abraços
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