fetiches, ensaios, quadros, uma bola azul e o zunido do tempo a desgastar a pele estática
Não quero máscaras.
usei-as até os 10, quando
descobri que a religião estraga Deus...
estragou tanto que uns até acreditam que Ele morreu!
(se fosse Eu
até que me matava mesmo...
talvez Me enforcasse
com um emaranhado de nuvens
pendurado num quarto minguante)
talvez tenha saído de férias e esquecido
de voltar.
Não,
não quero máscaras,
obrigado!...
eu quero é tirar da garganta um grito
que diga todos os silêncios guardados;
quero arrancar e autopsiar os sonhos que nela
se engancharam e apodreceram qual pele morta
na sola dos pés;
eu quero é ficar bêbado de sobriedade!
chapar com oxigênio e enlouquecer com poesia
a me entupir as veias...
Não,
eu não quero sua máscara
nem uma máscara outra. Quero o que vou dizer agora:
usar a minha cara, meu rosto, dar a minha poesia a tapa
ou ao carinho alheio. Eu vou é
arregaçar o peito,
dessavessar o sonho e mergulhar a alma
na correnteza da Luz que passa.
Não, eu não quero máscaras...
se tens algo a me oferecer, me dá tua alma,
teu sangue e sonhos tal qual dou os meus
aqui nestas e noutras linhas
de uma poesia sem sinestesias de engenharia
gramática
ou metafísica aplicada.
Sim,
são tantas insanas coisas
pra quase nada e muito pouco
pra quase Tudo
que sobra muito nada pra tanto muito
que muito me espanta...
e desce assim a ladeira dessa poesia
a nuvem que esqueceu de subir e veio tempestadear
meu torpedeado entorpecido peito-balão:
não cabe no cercado feito pra ele;
sobra na máscara que lhe inferem;
deixou o branco ouro da página
e foi ser cachorro vira-latas e seus ossos
sem querer ofender a nobre raça – numa
praça sob jornais de notícias quentes de ontem
na noite fria
de hoje.
Poesia escrita em resposta aos comentários em Coisificações espiritualiquidificadas em liquidações de camelôs. Estes, feitos por Planícia, Compulsão Diária, phe & o Grande Mestre Danlima, que escreveu uma outra poesia!... vá lá!!! começa assim:
As almas escorrem pelo lodo
pelo todo limo,
e não são pedras que rolam
simplesmente,
diluem-se, derretem-se,
dissolvem-se
como se dissolvem cadáveres
assassinados
em ácidos claorídicos.
As almas não se guardam,
nem se aguardam delas
qualquer pena,
qualquer dó,
qualquer nota,
pois enquanto corpos
foram apenas
vil matéria
adrenalinas descarregadas...
[para ler toda clicar no link inicial e ir até o comentário, que é o 6º)
GRANDE abraço!
Divido essa aqui com vcs, que foi parar no limbo das poesias não publicadas:
Sinistreirias sinestesicanestesiantes do último som entendido pelos olhos
O barulho entra pelos poros:
a vida,
dodecafônica e tal e etc,
coisamente entre suas anteposições,
soa espelho.
Algures,
a alma distendida do cerne,
vai além de suas questões carnais
a imprimir em mídias vazias - nuvens cheias de chuva,
páginas digitais,
a pele toda boca aberta,
o sangue marcado a ferro & fogo
pelo invisível
que corrói qual lava -
o Tudo que o Nada semeia
no passo transformado
em vôo
quando o Abismo é um melhor amigo.
==
A.T.
gostei muito do seu trabalho.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 18/9/2008 09:49
André, pode dar a cara da sua poesia à tapa. Ela suporta! Agora, não precisa atacar a gramática, a construção. aqui tem tudo! entendo que vc quis dar um sacode, mas pense: sua poesia é grnadiosa demias para vc se fechar num gueto. Abra os braços;)))
adoro isso aqui. beijos
Visceral.
Foi mesmo um arrancar das vísceras...
Parabéns
Um abraço
Oi Andre,
que poema denso!
Gostei!
bjsssss
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