FICÇÃO CIENTÍFICA
A faculdade de ciências humanas de certa universidade oficial de prestígio abrira concurso público emergencial, em razão de longa greve entre professores alunos e funcionários. Docentes e administrativos, por melhores salários e condições de trabalho; discentes, contra as salas superlotadas e pela imediata reestruturação, remanejamento de peças e novas contratações, sobretudo no interior do sucateado corpo docente.
Por força da solução de emergência, encontrada depois de vários meses por uma Administração repleta de contradições, o processo seletivo pouco contaminara-se pelo natural favorecimento aos apadrinhados de plantão no interior de tais academias; e vencida, enfim, pelo cansaço a greve fora suspensa tendo como resultado nenhuma demissão e a contratação de novos professores.
Estava normalizado o ensino das ciências humanas e a ficção refletida em sua prática pedagógica e política.
Pelo menos é o que a mim demonstraram os desdobramentos do episódio, ao transformá-lo em exemplo de tal afirmativa.
Senão vejamos.
Os líderes grevistas, embora de maneira não consensual como sempre, procuraram enfatizar os ganhos de classe, a organização política, etc. Os alunos, na mesma linha ainda que com discordâncias importantes, celebraram a revitalização do quadro docente, e, claro, a mobilização e as conseqüentes conquistas da atuação estudantil.
Já o corpo docente, mesmo muito mais dinâmico devido ao movimento, seguiu seu curso de sempre, sem que os velhos e novos medalhões e seus futuros apadrinhados jamais perdoassem os concursados de última hora.
Os tais, embora tolerados e até bem aceitos por muitos na comunidade, depois de alguns anos permanecem vistos por outros tantos como uma espécie de fura greve às avessas; no mínimo virtuais responsáveis por facilitar à Administração esvaziar o movimento grevista, ao acorrerem àquele concurso.
P. S.:
Aqui, criticando uma suposta ficção refletida nas políticas de ensino universitário oficial,
primo Dio teria inspirado-se no perseverante amigo Caco; que, embora “concursado de última hora”, garantiu-se como professor efetivo da faculdade em que estudaram.
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Wancisco Franco
reportando a ficção
Nuito bom, votado em trânsito!
Falando em ficção,
UNIVERSOS PARARLELOS 5 Está publicado!
abçs
Os movimentos de hoje a favor de uma melhora salarial, estrutural e educacional é uma vergonha. As pessoas se vendem por muito pouco, no final tudo acaba numa bagaceira. Muito boa informação.
Beijos e votado!!!
Olá Wancisco..
E tudo continua sempre igual. Para poucos, muito. Para muitos, nada.
Bom texto.
Parabéns.
Votado.
Bjos
Patty
Wan,
de ficção não há nada , é a mais pura realidade.
Quem tem padrinho tem tudo...
bjs
O país realmente é uma grande teta, onde todos mamam.
Na educação e em qualquer outra classe e segmento há pessoas que desejam so para eles, que não ajudam, que não organizam e etc e tal.
A politica, nossos representantes (?) em Brasília, alguns profissionais e o povo ignorante nos seus desejos e direitos, nada fazem.
Há necessidade de uma grande e rapida reforma no País, mas reforma séria, feita por pessoas sérias e voltadas para os anseios do Povo.
Seu texto , apesar de excelentemente escrito, retrata apenas uma faixa ou segmento do problema.
Parabéns Wancisco pela ideia, pelo texto e pela coragem de se expor em prol de um Brasil melhor.
Abraços.
O duro é que a ficção no Brasil está sempre nos limites do real...
Juscelino Mendes · Campinas, SP 1/5/2009 23:16
isso, se não me falha a memória já rota pela decadência brasiliana, chama-se CORPORATIVISMO, pois não ?...
...ja assisti esse capitulo antes...
Wancisco amigo, Ja estive em várias situações. Algumas sem o direito de participar de uma greve pois era responsável por um segmento comissionado no serviço público. Acho sempre importante a greve. É a oportunidade do grito de quem se sente oprimido. Daí a ter sucesso é relativo. Muito legal sua exposição. Bjs Mirtes Carvalho
Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 2/5/2009 00:11
Oie Wancisco,
Essa é a ficção mais real que já vi.
Muito bom!
kisses,
Naith
Eu acho que navega mesmo entre a ficção e a realidade pura e seca.
abraço
andre
FICÇÃO CIENTÍFICA
wancisco franco · São Paulo (SP)
Muito bom é um exemplo e um exercício da cidadania.
A realidade é de desigualdades e injustiças portanto todo apoio e estímulo a organização e ao entendimento do funcionamento de tudo é louvável e é também de Utilidade Pública.
Parabénss .
Abração Amigo
Estou viajando
De um cyber, rápidamente, deixo votos
abraço
Franco, de certo, uma ótima abordagem e reflexão. A que ponto chegamos? Todos os segmentos têm uma forma de venda de vantagens. Um horror! Bjs.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 2/5/2009 20:45
Ótimo texto!!!
Mas fazer o que...???
Beijo
doce!!!!
A educação superior passa por muitos problemas, e um deles é justamente o uso corriqueiro do instrumento da greve.
Eu fiz Ciências Sociais na UFF e passei por duas grandes paralizações em 2003 e 2005. Nutria simpatia pelas greves nos seus primeiros atos, mas o que acontecia era que cada um ia para um lado e nada acontecia. A faculdade ficava esvaziada, só ocorrendo míseras manifestações e discussões sobre os efeitos práticos das paralisações. Os professores seguiam com sua pesquisas ou paroveitavam para viajar. Não partiam para fazer da falta de atividade um espaço de reflexão.
Pior: alguns resolvaim dar aula uma vez por semana ao invés de duas. Faziam uma meia greve, o que forçava os alunos a trancarem a matéria ou irem para a aula contrariados.
Quanto a "trens da alegria" guiados pelo conchavos da academia, nada me espanta. Tive que encarar muita coisa terrível na UFF, gente preguiçosa que se escondia na estabilidade... Coisa que poderia até render um conto, tamnho o realismo fantático das situações.
Parabenizo você pelas palavras. Temos que mostrar que a universidade não é um óasis, que seus ocupantes nos cargos de direção ou docência não são intocáveis.
Votado.
votando wan...adorei o texto e a intenção.
abraços
Booommm Diaaa menino Wancisco!
Enquanto Professor que sou (mas não "estou" - por estar em busca de Trabalho que se eterniZa...), leio e sinto seu texto, como a mais pura expressão das realidades de nossos cotidianos, especialmente na área educacional (embora, pelo que sabemos, não seja muito diferente em outros segmentos).
Parabéns pelo seu expressar - com a qualidade de sempre!
abraSSos fra_e_ternos,
ZecaFeliz
gaDs!
Concordo com o Juscelino....no Brasil, a mais mais bárbara ficção beira a realidade....são tantos absurdos...que nosso fé até titubeia...mas, acreditar é preciso ainda,apesar de...
Parabéns,Wan, pelo texto crítico e muito realista!( ...ficção baseada em fatos bem reais!!Infelizmente...)
bluebeijinhos
Blue
A falta de tempo só me permite dizer que adorei...
Muito bom, Franco!
Beijos e lindo dia,
Aube.
Wan, Fixação e realidade.
Adorei! Beijos! Votado!
Quando realidade e ficção se misturam é pra gente parar, escutar ou perceber mais. Parabens pelo aguçado senso crítico. Bjos.
graça grauna · Recife, PE 4/5/2009 15:43
E a educação continua na mesma...
"tudo como d'antes
no castelo de Abrantes".
Não é assim que se fala para o que não muda?
Ficção científica? Pura realidade!!
beijo
Pat
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