Fim de tarde
Ouve.
A noite a engolir o dia
Sopra o vento
Grita a primavera
- É meu
E as flores repetem:
- É teu , é teu
Mas ninguém sabia
O que era
Nem o vento
Nem a noite
Nem as flores
Apenas o dia
Enquanto anuviava
Espiava desconfiado
Aquele burburinho
Como quem escuta
Uma sonata
Um tom mais alto
Outro mais baixo
- é meu, é meu
- É teu, é teu
A luz já se ia
Enfadada.
De longe
Muito longe
Cantava a cigarra
- Criiiiii
O menino na janela
Olhava tudo
Encantado
E dormiu sem saber
O que é da primavera
E sonhou com a noite
Engolindo o dia...
Primavera é tua, é minha...
Flores...Flores...
Versos aflorados de você, florida estou, adorei.
Beijos beija-florados rs.
Marcos, é o nosso pensamento no vento, não é?
Belíssimas palavras em versos.
Bjs
obrigado, Lígia. eu acho que sou um
pouco aquele menino que foi dormir.
também não sei o que é, acho que
ninguém sabe.rsss...
valeu, Benny!
abração a ambos,
Marcos André,...
'dormiu sem saber / O que é da primavera / E sonhou com a noite / Engolindo o dia... '
...puro lirismo. Adorei o poema. Voto carimbado. Grande abraço, Poeta!
Amigo Marcos,
Que poética descrição do fim de tarde!...
Parabéns...
Abraços
Precisamos cantar! É primavera!!! Lindo poema! Vtdo! Abçs...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 20/9/2007 11:02
Lindo demais!
Que deliciosa leitura esse seu poema Marcos.
Esses versos são alegres e coloridas flores ao vento.
Parabéns viu. Votadíssimo. Um abraço.
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