Antes do fim do mundo
Meu jardim ficou mudo
Murcharam-se as onze-horas*
As folhas cessaram de balançar
E o segundo Sol chegou
— Imenso!
:
Fogo e mar
Precipitando-se
Numa insólita amizade...
Ondas em silêncio
Arrastando
Invadindo
Destruindo
Engolindo cidades
— Calamidade!
:
S.O.S.
O morro virou ilha
Solenemente conquistada
Pelo doutor engravatado
O gato estressado fugiu arrepiado
[coitado]
O papagaio voou pro telhado
[encharcado]
— O Segundo sol chegou!!!
:
Não vou me afobar
Se meu telefone tocar
Sento à mesa
Tomo uma cerveja
Não quero mais explicação
Nem consternação
Quem quiser que se deprima
Pego uma onda até a esquina
Do nada
Por dois sóis
Atravessada
Curto meu derradeiro
Segundo a só
Brindo sem dó
Nem piedade
O fim da (des)humanidade
Olho na cara do povo
E pergunto:
— "O que há de novo?"
Brindo sem dó
Nem piedade
O fim da (des)humanidade
Olho na cara do povo
E pergunto:
— "O que há de novo?"
Wander, que visão apocalíptica!
E o segundo Sol chegou
— Imenso!
Me remetestes imediatamente para a música do Nando reis:
O Segundo Sol
Nando Reis
Composição: Nando Reis
Quando o segundo sol chegar
Para realinhar
As órbitas dos planetas
Derrubando com
O assombro exemplar
O que os astrônomos diriam
Se tratar de um outro cometa...(2x)
Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação...
Quando o segundo sol chegar
Para realinhar
As órbitas dos planetas
Derrubando com
O assombro exemplar
O que os astrônomos diriam
Se tratar de um outro cometa...(2x)
Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação...
Explicação, não tem
Não tem Explicação..(2x)
Explicação, não tem
Sem Explicação!...
Explicação, não tem
Explicação!
Não tem, não tem!
Wander, boa construção. Visão realmente apocalíptica e interessante. Muito legal! Bjs.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 27/5/2009 21:29
O fim do mundo poeticamente pintado....
Só se extinguindo essa ' (des)humanidade'...poderemos quiçá
reconstruir a humanidade...se ainda restar algum vestígio de
humano..o que anda bem difícil...
"Não quero mais explicação
Nem consternação
Quem quiser que se deprima
Pego um onda até a esquina
Do nada
Por dois sóis
Atravessada
Curto meu derradeiro
Segundo a só"
....é para onde estamos caminhando mesmo...pra uma total solidão...
Gostei muito,W@nder!!!!
Seus poemas têm um ritmo maravilhoso!!!
Parabéns,querido!
Ahh... e eu brindarei contigo!rs
Bluebeijokas
Blue
W@nder · Rio de Janeiro (RJ) ·
Fim do mundo
\Muito bacana esta visáo apocaliptica.
Uma incitacáo a reflexáo.
As concepcóes e os valores.
E o Questionamento ao povo.
Só o Povo dá legitmidade a imensidáo de tudo.
Por isso que as autoridades se dizem falar e fazer em nome, e para o bem do Povo.
Muito Bacana.
Parabéns.
Abracáo Amigo.
Querido Wander:
S.O.S
Segundos a só
Na madrugada febril
Onde nada é de ninguém
Onde ninguém é de nada
...
Chega seu belo texto
apostando que não é pra já.
Mas cuide bem do agora
Que o já não demora
E o que será que se fez?
E quem será que (des)fez?
Quem há de ser?
"Antes do fim do mundo
Meu jardim ficou mudo
Murcharam-se as onze-horas*
As folhas cessaram de balançar
E o segundo
Sol chegou
— Imenso!"
Parabéns pela bela construção
numa percepção (futurista) de como seria
o que um dia foi ... Se foi ... Foi só ...
(Des)humanidade
Com certeza a dança da chuva chegará
pra inundar, às onze horas ...
Eternizada ... Brindará contigo a sós
Com sóis e sem S.O.S
Bem antes que o depois chegue
Com esse brilhantismo
Sois sol
Beijos_Meus*
*
Opssssssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!
A imagem é um poema concreto...
Perfeita!
Fim ... Início
Que não nos percamos nessa "esquina do nada", querido! Beijo.
Brida · Salvador, BA 29/5/2009 18:12
V@nder
Ah! essa flor "Onze horas"...
conheço-a, miudinha, delicada e linda, sempre a desabrochar
com o sol da manhã que a contempla as onze horas.
Assim é a nossa v ida, uma flor frágil e preciosa exposta a todo o perigo, mas mesmo assim não podemos deixar de viver, pois o medo que tolhe nossos movimentos nos faz refém de nós mesmo.
bjs
Nada de novo e tudo de novo sob o sol...rsrs...brindemos às órbitas dos planetas. Bjos
graça grauna · Recife, PE 29/5/2009 19:04
Wander, meu caro
Realistas os seus versos. O fim do mundo já começou. Calamidades soam os alarmes. Algo há muito está errado. O homem é o arauto da sua própria destruição. Para que S.O.S, se ninguém mais ouve ninguém ? Melhor esperar o segundo derradeiro brindando ao novo sol, que na verdade, não nos traz nada de novo...
Parabéns !
Abraço.
Adorei !!!
Aqui, no muro de casa, minha Lulu tem flores onze horas lilás e também brancas. Gerânios rosa também !
Tornam nosso muro lindo...[:)]
Seria bom sentar e assistir o fim da [des]humanidade, ver um novo sol
nascer, trazendo esperanças de um mundo melhor e mais justo.
Votado
Beijos
E quando o outro sol chegar nada mais nos terá restado fazer, então surfemos no caos e brindemos a nossa capacitade de nos matarmos, tantas vezes e muito mais que as estrelas do ceú!!! Gostei muito querido W@ander!!!Bjões.
sheila duarte · São Paulo, SP 29/5/2009 22:49
Olá Wander poeta...
Você pincelou o 'fim do mundo' com cores e calores.
Se assim for sento na beira da calçada e fico apreciando. Esperando a minha vez.
Mas se tudo terminar em cinza e frio?
Meu amigo acredito que o mundo já venha terminando pouco a pouco a gente é que não percebe.
Belo poema.
Parabéns
Beijos
Patty
Vo(l)to ao re_começo do FIM,
lugar (DO MUNDO)
onde a (des)humanidade
aplacada será equalizada,
mas continuará prevalecendo
às escolhas, as encolhas
...
A cada leitura
um novo encontro
...
+Beijos_Meus*
*
Olho na cara do povo
E pergunto:
— "O que há de novo?"
Olho pra do cara do mundo
E pergunto:
_"Cade...@!?"
nao sei!
... só sei que ha sol que gela a alma... e vice e versa!
gostei i é só!
bjsssssssss;)
Wander,
As onze-horas, lembrou-me dos jardins que minha saudosa mãe cultivava com tanto amor e carinho.
Abraços
W@nder · Rio de Janeiro (RJ)
Fim do mundo
Com todo carinho de volta pra mais uma leitura e uma exaltação ao Amigo Poeta e a seu Trabalho que já respeitamos e elegemos para a consagração que merece por talento.
Parabéns.
Abração Amigo
Agradeço a todos pela participação com seus comentários e pontos de vista tão ricos e engrandecedores.
Abraços.
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