Finda, tua cólera de indomadas,
Corre na profusão de um tempo,
E açoita a longitude cerrada,
Qual verbo que te estanca, ainda.
Por isso, finda,
No horror da flor cortada,
E tua pele rija saberá, retida,
Se o amor, que te põe vencida,
Não acata mais a tua dor velada.
Morre, em mim, tua canção de vida,
Que de asas rotas se achará traída.
Grita, corta, sangra em teu altar temido
Cuspindo à cara dessa vã mentira,
Toda dor desse ateu gemido,
Pra que renasça seca, tua letal ferida.
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