e no final da linha
serei eu o minotauro
o vil menino de ouro
o couro ancestral
procurando em teu colo
o obscuro repouso
o pouso impossível
o pulsar do instante
minhas mãos de areia
minha pele de harpia
quem um dia sonhou?
minha inutil asfixia
e no fim do poema
sou o destino de pedra
o mítico corpo sem cor
o ínfimo corpo só pó
Um profundo e difícil encontro (olho no olho com verdade)... Muito bom!
Agradecido, José
Pedro, Não te preocupes com o final da linha. Depois haverá o começo de outra, infinita, que tem cheiro de eternidade. Que importa se a matéria vira pó, se existe a luz da alama, bela e definitiva.
Abraços
Noélio Mello
Noélio,
belas consideraçãoes. Fico feliz que o poema cupra seu papel: a reflexão e inquietude de quem lê.
Grato mesmo.
Outro poema sublime. A relação da temática com a intertextualidade é pefeita. És realmente o "menino de ouro" da poesia paraense...
Maldoror · Belém, PA 14/5/2007 11:42
Mal, esse papo
de menino de ouro
está me cheirando Mal.
A imágem do Paulo é muito boa e o teu também, eu gostei.
Carlos Magno.
Como um fã incondicional da mitologia grega, só posso dizer simplesmente que achei esse seu poema deslumbrante.
Abçs!!!
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