sinto perder o peso e comigo se vão
os rochedos
que eram contrafortes ora em vão
arrebatam-se ondas
e mais leve ainda vôo e vou
adentro do profundo ébano rumo ao breu
de teus negros olhos, de íris os arcos tesos
as orelhas e os abanos o cabelo umedecido
sobre a testa pouco vista, caídos
então afundo, de vez, no tapete
rosada está a branca colcha
de um sangue primal, primevo
de Eva em cio coitada primeiro
desempatada, desencantada
destravada a tramela da portinhola
afunda-se também o colchão
e rebentam-se em cores todas
as matizes, as frescas em frascos
antes frígidas as manhãs florais
quentes e úmidas agora já são
gritei
suando frio
fiz soar o sino do navio
a embacação partia
o coração partido,
alado
ia-se em bocados,
abocanhado por fera que dormitava agora
a um lado, deste lado destilado
de fio a pavio percorrido, abusado
na corrida das horas,
dos tempos findados,
fiquei tripulando só
estripulias à parte,
nó por nó
dei de mim por mim, asssim.
E não mais seria preciso
pois ia navegar e viver
no meu mais perfeito juízo,
doendo-me já os joelhos e o dente ciso
ardente fora o cataclisma de bem-me-quer
sem registro algum em catecismo qualquer.
Texto poético que muito se compara a um rochedo.
De prima!
Gostei,Juli. Bastante ritmado. Abreijos!!!
Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 31/3/2009 16:15
Deus meu !!! sera que to tao burra assim ?!
Por que alguns poetas complicam tanto ???
ahhhhh Juli, deixaste-me intrigada demais.....pq seus textos
sao simples profundo e belos......e vc me vem com esse ?!
"Flutuo no rumo do chão profundo"
e eu to na lua.
bjsss;)
Juliaura · Porto Alegre (RS)
Flutuo no rumo do chão profundo
Poesia interessante que nos leva a uma viagem, num mergulho a nossa intimidade, até o mais profundo.
O Rochedo é o apoio para a volta de cada mergulho ou viagem na vida.
Parabéns
Abração Amigo
Juliaura, a sua poesia é livre porque a poeta voa, esta foi difícil acompanhar, mas sabe, eu gostei muito tchê! tu é pra mim como o querido Ivan Cezar, tu é tri! beijos poéticos,
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 3/4/2009 16:20
isso aí poeta, poeta até numa poesia kilometrica sem se/nos cansar.
abreijos
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