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Fogo na Casa dos Outros é Refresco: o extermíndio é assim.

imagem enviada pelo Prof. J. Bessa
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graça grauna · Recife, PE
17/9/2009 · 26 · 19
 


O texto que segue foi escrito por Lauriene Seraguza[1], educadora da SempreViva Organização Feminista MS, que solicitou divulgação do caso Guarani Kaiowá. Saudações fratermais, Graça Graúna.

Aldeia Guarani, desocupada recentemente por ordem judicial, foi queimada na madrugada do dia 15.09 em Rio Brilhante, MS.

O dia amanheceu cinzento. Talvez pelas cinzas dos casebres de sape e das memórias dos índios Guarani e Kaiowá da Laranjeira Ñanderu de Rio Brilhante, MS. O extermíndio continua. Diante da situação atual de Mato Grosso do Sul frente as demarcações de terras indígenas, tocar fogo na casa dos outros é literalmente um refresco ou um pseudo-alívio.
Há quase dois anos os indígenas Guarani e Kaiowá homens, mulheres, crianças e idosos oriundos da região retornaram na busca de seu Tekoha (Território Tradicional). Nas imediações do município de Rio Brilhante, encontraram um pouco do que restou de mata e dos rios e muito de sua história.
Para a preservação e conservação dos recursos naturais é interessante que as comunidades tradicionais continuem nas áreas de reserva verde posto que a afinação desses povos com a natureza é reconhecida e por não se tratar de comunidades ocidentais que estão submetidas ao sistema capitalista, o consumo fútil, supérfluo, evitável, passa bem longe. Portanto, o respeito ao meio ambiente era garantido.
Enfim, no dia 11 de setembro de 2009, os índios deixaram as suas casas de sapé, os seus animais, muitos de seus pertences, de suas lembranças e de suas histórias vivenciadas para o lado de dentro da porteira do Português. Mas nesse mesmo dia, foi verbalizado um acordo entre as lideranças , a comunidade da Laranjeira Ñanderu e a Polícia Federal de que como os indígenas havia cumprido com a lei, de boa fé, dentro do prazo, eles teriam um prazo ampliado para retirarem as estruturas de suas casas. Madeira e Sape. E a garantia de que elas permaneceriam lá.
Esse poderia ter sido um recomeço. Certo que “trocaram” a mata pela estridente rodovia que beira o acampamento dos Guarani e Kaiowá, mas poderiam em vez de barracas de lona, manterem suas casas de sapé; poderiam ter onde rezar e onde se reunir. Poderia ter sido um – outro – recomeço, mas não foi.
Os atuais proprietários da fazenda onde os indígenas moram na frente afirmaram desconhecer tal acordo, e portanto, como a justiça estava ao lado deles, queimaram as casas que estavam levantadas da porteira para dentro. Ah, como estava dizendo, eles queimaram as casas que estavam dentro da mata (20% de Reserva Legal?), perto do rio (Que feio!). Tudo isso, e além de tudo, na era do aquecimento global.
Mas nem precisa ir tão longe. Aquela área construída pelas mãos de índios e índias, onde as rezas ecoaram céu afora, no estado das pré-coisas, está queimada. Destruídas por uma máquina e queimada por seres humanos. E assistida, de fora, por outros seres humanos.
Estes outros, claro, são os Guarani. Eles assistiram do lado de lá da cerca, da beira da rodovia as suas casas serem queimadas. Os restos materiais de sua estadia ali e todos os seus bens simbólicos. Todos os momentos de alegria, de tristeza, de união, de luta. Tudo queimado. Imagine se fosse você, caro leitor, que vivenciasse os seus sonhos por meio das chamas. Que observasse a sua vida tilintar nas labaredas da ganância. Deve ser muito doloroso.
É no meio de tanta dor, medo, desespero que o Grande Povo resiste. É da dor que eles tiram força para continuar, para não desistir, para seguir em frente na busca de um mundo real onde o direito a diferença dentro da igualdade seja respeitado. É frente a tantos fantasmas que insistem e retornam, ao repeteco de cenas já vistas antes que os Guarani resistem. Quantos ainda terão que sofrer, morrer para que a justiça seja feita? Até quando tanta impunidade?
Canta Guarani que seu canto será ouvido. Chega de ignorar os direitos humanos. Demarcações Já!


[1] Lauriene é Educadora da SempreViva Organização Feminista MS – laurieneseraguza@yahoo.com.br

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José Carlos Brandão
 

"Quantos ainda terão que sofrer, morrer para que a justiça seja feita? Até quando tanta impunidade? "

Estou sem palavras. Mudo de indignação. Dor. Que palavras dizer? As palavras não valem mais nada.

Repito: "Quantos ainda terão que sofrer, morrer para que a justiça seja feita? Até quando tanta impunidade? "

Tudo acontece para que a glória de Deus se manifeste. Mas às vezes é difícil aceitar, meu Deus.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 17/9/2009 02:13
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Andre Pessego
 

Depois volto. Falar-se na "justiça", ou em justiça, há duas abordagens
que, a meu ver, deveriamos começar a fazer, sempre.
a) Nada na escravidão do indigena; como na do negro, foi feito fora da lei, tudo passou pelo crivo da "justiça". A "justiça" de ontem em nada difere da "justiça" de hoje.
b) O questionamento da "justiça" dentro dos tribunais legais, embora ilégitimos. Os tribunais brasileiro são ilegitimos. Mas não temos outros. Por que questionamos o senado (legitimo) e não questionamos
os tribunais ilegitimos? Talvez questionando os juizados venha haver um envergonamento de si mesmo.

Vou transcrever uma estrofe de um cordel que estou parindo.

Dor e lágrima se verteram
Para nascer o mameluco
A índia foi enganada
Ficou tudo tão confuso
Ou ser escravo ou morrer
Já não tinham onde esconder
O mundo ficou maluco


Abraço
andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 17/9/2009 07:43
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Bruno Resende Ramos
 

Fico sensibilizado e, tomado de certo torpor, não tenho muito o que dizer na minha pequenês. Estamos, simplesmente, diante do caos. Eles, os donos das terras, o povo Guarani; eles, o Brasil de verdade, já são há muito um povo vilipendiado pela nossa astúcia e falsa Lei. Que Lei é essa que diz proteger o oprimido, o justo e da guarida aos genocidas da pátria? Que justiça que há no Brasil? Não ousarei somar mais palavras à minha indignação. Quero fazer algo que realmente contribua com os irmãos indígenas.
Graça, o que de concreto podemos fazer?
Em minha grande limitação, ofereço minha voz em favor da causa indígena.
Fico à sua inteira disposição.

Abraços

Bruno Resende Ramos · Viçosa, MG 17/9/2009 07:46
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azuirfilho
 

graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE)
Fogo na Casa dos Outros é Refresco: o extermíndio é assim.


Por ouro e lucro fácil, os dominadores escravistas e expropriadores, destroem a terra e vendem a própria mãe. Esse desrespeito faz lembras as palavras de três grandes mestres.

1- Prestes- Estamos na Pré História da humanidade em que vivemos da exploração do Homem pelo Homem, temos de nos unir e superar este estágio vil de desumanidade.

2- Che- sentir no mais fundo de seus íntimos qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais linda de um revolucionário.

3- Jesus- A qualquer um, na maneira de tratar é a mim que estão tratando.

Temos de acreditar nos nossos mestres e insistir na resistência pela Justiça, Direito e Amor.
Parabéns pelo Trabalho denunciando os crimes contra a Humanidade. Todo mal que fizerem aos nossos irmãos indios é a todos nós que estão fazendo. Essa consciência há de nos levar a vitoria final e os humanos viverem como humanos pois somos todos irmãos e ninguém tem de querer sugar o sangue do irmão.
Abração Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 17/9/2009 10:13
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ayruman
 

"Carta escrita em 1854, pelo chefe SEATLE ao presidente dos EUA, Franklin Pierce.

"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha.
Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós.

As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar a nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil.

Esta terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo.

O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos.

Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto".


Continua>>>

ayruman · Cuiabá, MT 17/9/2009 10:24
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ayruman
 

ontinuando>>>
"Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é preciso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro.

Se lhe vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco devera tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra.
Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra.

Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos.

De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador.

Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho.

Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu.
É o final da vida e o início da sobrevivência." (Chefe Seatle * da tribo Duwamish )


Então! Me faltam palavras...
Um grande abraço irmã PoetaMaior.
jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 17/9/2009 10:26
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LAURO WINCK
 

O que dizer? Não sei! Estou mudo! Dói muito tudo isso e eu sinto esta dor. Não poder dizer que me orlgulho do meu país. Não poder contar ao mundo, que tratamos nossos índios como irmãos. Dizr ao mundo que tomamos as terras de seus verdadiros donos, a fero e fogo. Que queimamos suas casas? Que tripudiamos sobre sua dignidade? Dignade esta que não temos? Que a muito nem sequer sabemos o que esta palavra significa. è muito triste, e eu estou muito triste.Parabéns amiga! Pela denúncia, que provavelemente não dará em nada. Mas fica o registro para a história. Mais uma mncha negra, entre tantas que enchovalaham nossos sonhos de liberdade e cidadania. Desculpe o desabafo! Mas não consigo encontrar um só argumento que justifique tais atitudes.
Um beijo. Fique na paz de Ñanderu.

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 17/9/2009 10:29
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Claudia Almeida
 

Claudia Almeida · Niterói, RJ 17/9/2009 12:40
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Lauriene Seraguza
 

Caro Lauro,

Temos que acreditar que esta denuncia dara certo. Enquanto pudermos nos unir e combater os crimes contra a humanidade, juntos, Temos que ter esperancas.


Caro Graça, agradeço pela divulgação. Os Guarani e Kaiowa também. A situação que eles estao vivenciando e desumana. Nao se pode mais ficar calado diante das aberrações governamentais realizadas no MS.

Abraços Fraternais,

Força e Luta Sempre.


Lauriene

Lauriene Seraguza · Dourados, MS 17/9/2009 12:51
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Mirtes Carvalho
 

Graça, Lauriene, maravilhoso este grito de alerta, de socorro. Impossível ficar insensível diante dos fatos e destas cartas a meu ver escritas com sangue. O sangue que pulsa nas veias de quase todos os brasileiros e que a maioria deles tem um comportamento indiferente a tudo que se passa com nosso irmão índio. Muito oportuno o postado de Ayruman so na leitura fiquei muito emocionada. O pior é o que fazer? Acredito que no meu caso hoje é apoiar este movimento de apoio e incentivo aos Guaranis. Que Ñanderu esteja presente em cada ato protegendo a todos. AMÈM
Bjs, com a solidariedade de Mirtes Carvalho

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 17/9/2009 13:42
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Ilia Noronha
 

Ola moça!!!
Que a justiça seja feita. E com certeza sera.
Beijos!!!

Ilia Noronha · Manaus, AM 17/9/2009 23:53
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Greta Marcon
 

Depois de tudo que eu li aqui nesta pagina, confesso que não sei o que dizer, pois tudo já foi dito... deixo aqui a minha indignação, meu ódio e repulsa por esses vermes nojentos e monstruosos que um dia hão de arder no fogo do inferno. Sinto vontade de chorar e me envergonho desse pouco sangue brasileiro que tenho. Que Ñanderu proteja os Guaranis e kaiowas; que proteja os animais e as florestas e que ponha juizo e senso de justiça na cabeça dos
nossos governantes... Deixo aqui a minha solidariedade e meu
voto.
Beijos

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 18/9/2009 02:23
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Gustavo Adonias
 

Grauna,

Muito boa a sua postagem, denunciando tal barbárie. Lamentável tudo isso. Se já não bastasse todo o extermínio sofrido pelos índios nos séculos afora, desde o brutal processo de colonização, em pleno século XXI ainda temos que conviver com essa tipo de coisa. O fogo a consumir as casas e as almas dos Guaranis. O que há de mais sagrado, o lar e a riqueza transcendental, a história, as memórias, as emoções, os corações, tudo resumido a cinzas. Realmente lamentável. Queimam as casas, como já foi queimada a dignidade. Tudo arde ao combustível da impunidade neste país. Que a luta continue, por direito à diferença dentro da atual (des)igualdade. Faz-se urgente a resolução do problema das demarcações, para que outras vidas não venham a ser queimadas e exterminadas...

Parabéns a você Grauna, pela divulgação de tal barbaridade, e parabéns Lauriene, por ter transformado toda a indignação em palavras, que estas façam-se valer e transformar essa triste realidade...

Gustavo Adonias · Salvador, BA 18/9/2009 14:03
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kfarias
 

Chego até a sentir vergonha de ser honesto, eleitor, portador de RG, CPF, vergonha de ser gente, e Brasileiro (?)...
Vergonhoso, não, INFAME!!! DESPREZÍVEL!!!!
Índio é SER HUMANO, é GENTE....
FalAr o quê? (....)
As lagrimas impedem-me de continuar a escrever....
E enquanto isso, alguns poucos/muitos canalhas legislam em direitos (?) próprios (?).
Ah POVO BRASILEIRO, ACORDE PELO AMOR DE DEUS!
kfarias

kfarias · Águas de Lindóia, SP 18/9/2009 19:45
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Cláudia Campello
 

...esse povo forte, poetisa, precisa envenenar suas flexas.........
sentir mais sede de justiça que a dor da opressao? penso.

bjsssss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 19/9/2009 02:39
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Clésio Tapety - Cultura da Paz
 

É, minha amiga Graça. Chega de ignorar os Direitos Humanos! Que o canto desse povo seja ouvido!

Clésio Tapety - Cultura da Paz · São Paulo, SP 19/9/2009 13:36
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Sônia Brandão
 

É difícil achar palavras para expressar a minha indignação. Até quando isso vai acontecer impunemente?
bjs

Sônia Brandão · Bauru, SP 20/9/2009 00:32
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Raiblue
 

Lamentáveis atitudes bárbaras com estas...quase inacreditável!
Sinto-me indignada. E os direitos humanos onde ficam?
O Brasil está virando sinônimo de impunidade.
Essa crueldade precisa urgentemente acabar ou então ela acabará com a gente...a gente que faz o Brasil mais Brasil!

Emocionada e indignada,Grauninha.

Bluebeijinhos,querida

e força sempre para repudiarmos acontecimentos como este e lutarmos infinitamente por justiça!
Blue

Raiblue · Salvador, BA 22/9/2009 09:59
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graça grauna
 

Irmãos, irmãs de luta: Carlos Brandão, André Pessego, Azuir, MirtesCarvalho, Gustavo Adonias, Ilia, Greta, Lauro Winck, Bruno Resende, Ayrumã, Kfarias, C.Campello, RaiBlue, Sonia Brandão e Clésio... muito grata pelo apoio. Conto sempre com você na divulgação das noticias em torno dos Guarani. A Lauriene está acompanhando de perto os conflitos, os sofrimentos dos nossos irmãos indígenas. Grata pela atenção. Paz em Ñanddru, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 22/9/2009 21:55
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