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FOLHAS DA SELVA

1
ANIBAL BEÇA · Manaus, AM
16/5/2008 · 126 · 33
 

FOLHAS DA SELVA

Aníbal Beça ©



O ninho vazio
deixa a árvore sozinha -
no céu asas novas

Na viagem longa
apenas uma surpresa -
pedra no caminho


Saindo do bosque
a vista fragmenta-se na luz –
um caleidoscópio

O Som do bronze
para o labor das formigas -
Seis horas da tarde

Folhas abafadas -
desperta o uirapuru
a manhã da selva.

Sob a luz da lua
segue em direção da toca -
tranqüilo tatu

O lago está longe
mas ouço sua conversa -
folhas ao vento

Girassol na tarde
se curva em reverência:
o sol se vai.


Abre o camponês
sulcos de arado na terra.
Em seu rosto rugas.


Seis hora da tarde:
sons de cigarras prolongam
os sinos do templo.


Cochicho de folhas.
Varre o vento na calçada
secas lembranças.


Bem que me agasalho.
Galhos sem folhas lá fora
parecem ter frio.


Noitinha na várzea:
com a lua na garupa
búfalos regressam.


Ao sol na vereda
o ventre inchado em rodilha
jibóia a jibóia


No alto a lua fria;
no prato a sobra da janta:
beiju desprezado.


Canto e contracanto:
o pica-pau reclamando
do som do machado.


Soleira do sítio -
a negra graúna canta
ao silêncio do sol.


Broca no bambu
deixa furos vazados:
O vento faz música.


Céu de primavera.
Nas açucenas floridas
dura mais o orvalho.


Jogando a tarrafa
caboclo desfaz a lua.
Pesca estrelas de escamas.


Abro o armário e vejo
nos sapatos meus caminhos.
Qual virá comigo?


Vento de verão
vem com bafo de mormaço —
garoa ameniza.


Coruja na cumeeira
arrepia no seu canto —
a viúva reza.


Folha no rio
vai para o mar sem volta —
chorão se renova.


A cigarra canta
o anúncio de sua morte —
formigas na contra-dança.


Sobe a piracema —
ano que vem outros peixes
nadarão de novo.


Apenas um gesto
e o homem é capaz de vida —
reparto o caqui.


Verão vermelho -
sete horas e o sol ainda
amorena meninas.


Cúmulos nimbo -
a última lua azul
se pôs amarela.


Rajada de vento -
acompanhando as folhas,
uma borboleta


Sobe a montanha
com uma pedra na mão
e desce com ela


Mormaço do asfalto -
entre o vapor que sobe
a impressão de um oásis


De algum lugar
alguém canta por mim -
noite de garoa.


Outro Natal
e uma alegre novidade -
o neto enfeita o pinheiro


As mãos geladas
se aquecem folheando o livro -
Receitas de Natal.


Aos primeiros pingos
recolhe seu papagaio -
moleque de rua


Janela quebrada -
moleque de baladeira
erra o alvo da manga


Pedrinhas pro alto –
as crianças da pedreira
por um instante brincam


Manhã de verão –
as cadeiras desarrumadas
da reunião de ontem


Fogo aceso e logo
o zum zum da varejeira -
churrasco de porco


A nuvem de outono
passa nos meus velhos olhos
na calma de sempre


Nuvem passageira -
leve paina de algodão
passa em breve vôo,


Quarta-feira ingrata -
dorme embaixo da marquise
o mendigo de sempre


Leitoa de páscoa -
mesmo com a maçã murcha
peca-se ao desejá-la.


Depois da chuva,
o sol aviva o rastro verde -
limo na calçada.


Galhos sem folhas,
só restaram os talos -
ainda vejo as lagartas


Canta o bem-te-vi
e o amigo japonês saudoso:
hototogisu ?


Casco enferrujado
da traineira encalhada -
do mar apenas algas.


Jardim abandonado -
só os carrapichos grudam
na velha calça.


Raios e trovoadas -
com a presença do sapo
as moscas debandam


Na chuva pra se molhar
o risco é só o resfriado


Verde verão -
o prenúncio de água fresca
tomba do coqueiro

o cachorro cisca a terra
com o ancinho das patas



DO OIAPOQUE ATÉ AQUI



Por Ricardo Silvestrin


Um p, de pássaro, passeia ao longo do verso: “pousa na palma parada”. O p pousa, o p na palma, o p e a palma parados. Agora, o haicai todo: “Andorinha só/pousa na palma parada –/não é verão ainda.” Anibal Beça nos envia essas Folhas da Selva, um ótimo livro com trezentas e sessenta páginas de haicai, lá do Amazonas. Foi publicado numa bonita edição pela editora Valer, de Manaus. O haicai, poema que é visão, olhar, mas também palavra: “Sol quente na areia - /o caracol sai da casa/pra se acasalar”. Sim, para se acasalar, é preciso, paradoxalmente, sair da casa, mesmo que dentro da palavra acasalar tenha a palavra casa. Daí o ditado: quem casa quer casa. Mas Anibal mostra que para casar é preciso sair primeiro da casa, a casa dos pais quem sabe, sair da casca. É preciso sair de si, como o caracol e suas caraminholas. De repente, uma situação inusitada: “Sobe a montanha/com uma pedra na mão/e desce com ela”. A pedra pulando, brincando na mão, volta companheira da árdua viagem. Aliás, de montanha, a pedra entende. Que melhor companhia do que ela? Ou o galo que leva brisa às folhas: “Galo-da-campina -/traz no vento de suas asas/leve brisa às folhas”. Então, o haicai é mais do que palavra e olhar. É ver numa cena uma coisa interessante. Como quem aponta para um amigo e mostra, olha só: “Nas vestes rasgadas/já não espanta os pássaros -/ninho no espantalho.” E não apenas olha só, mas escuta só: “Seis horas da tarde -/sons das cigarras prolongam/os sinos do templo.” Ou ainda, sente só o cheiro: “Manhã de domingo -/cheirando mais que o café/a baunilha em flor.” E pode ainda, depois de passar pela visão, pela audição, pelo olfato, chegar ao paladar: “Goiaba madura/de polpa carnuda e rubra -/banquete de pássaros.” E até ao tato, como esse inadvertido macaco velho que meteu a mão em cumbuca: “Lição esquecida –/ mico-leão mete a mão/no ouriço da castanha.” Estar aqui e agora, com os cinco sentidos ligados e, partir daí, encontrar um sexto sentido: o haicai. Essa experiência é que faz do haicai um tipo especial de poesia. Não é uma poesia para dentro, para as idéias de quem está escrevendo. Mas uma poesia para fora, para captar o que vem de fora. Claro, filtrado e lido por quem está dentro. Isso não é também uma realização exclusiva do haicai. É possível captar instantes e realizá-los em outra forma que não a desse pequeno poema de três versos exportado pelos japoneses. É possível ainda imaginar tudo. Afinal, quem vai provar que o poema não nasceu de uma experiência? Do ponto de vista do leitor, tanto faz. Mas quem quiser se dedicar ao haicai pode encontrar no entorno instantes semi-prontos e transportá-los para o mundo das palavras. Como o fotógrafo que olha o que todo mundo vê, mas acha um ângulo que só encontramos na fotografia que ele tirou. Anibal Beça é um desses poetas-fotógrafos. E como poeta que é, fotografa para além da imagem: “Trilhos de grafite/riscando por ruas tortas-/o bonde e a minha vida”.


Ricardo Silvestrin é autor de O menos vendido, ex-Peri,mental, Palavra mágica, Quase eu, Bashô um santo em mim e Viagem dos olhos, além dos infantis O baú do Gogó, Pequenas observações sobre a vida em outros planetas, É tudo invenção e Mmmmonstro!. Integra o grupo musical os poETs. É editor da ameopoema. Assina uma coluna no Segundo Caderno do jornal Zero Hora. Site: www.ricardosilvestrin.com.br E-mail: silvestrin@uol.com.br

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EdimoGinot
 

Caro Beça

Há tempos não lia tantos hai-kais (de fato, e muito bons)
Perfeita a critica. Parafraseando o fotógrafo.
Voltarei para o voto.
Um abraço
EG

EdimoGinot · Curitiba, PR 13/5/2008 19:22
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Marcos Pontes
 

Obrigado pelo convite, Beça. Você apareceu pra me despertar sentidos esquecidos. Deu pra sentir o cheirinho da samaumeira da Turislândia, ver a mata d Janaurilândia e ver o corcovado verde escuro dos igarapés. Não senti, mas imaginei a chuva tropival.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 13/5/2008 19:25
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Sandra Fonseca
 

Toda a floresta desfilou diante dos meus olhos ávidos. O canto e a dor da floresta em

"Canto e contracanto:
o pica-pau reclamando
do som do machado. "
A melodia do vento na broca do bambu:
"Broca no bambu
deixa furos vazados:
O vento faz música."

E o mágico pescador de estrelas:

"Jogando a tarrafa
caboclo desfaz a lua.
Pesca estrelas de escamas. "
E além de tudo, o olhar do poeta captura a emoção da palavra e a oferece generosamente, flor e fruto, ao ávido leitor. No gesto do poeta:
"Apenas um gesto
e o homem é capaz de vida —
reparto o caqui."
Reparte o caqui, e nos lambuzamos encantados.
Sua leitora encantada,
Sandra.

Sandra Fonseca · Belo Horizonte, MG 13/5/2008 19:35
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Raiblue
 

oie Aníbal,meu querido poeta!!

"Estar aqui e agora, com os cinco sentidos ligados e, partir daí, encontrar um sexto sentido: o haicai. Essa experiência é que faz do haicai um tipo especial de poesia. Não é uma poesia para dentro, para as idéias de quem está escrevendo. Mas uma poesia para fora, para captar o que vem de fora. Claro, filtrado e lido por quem está dentro..."

Simplesmente encantada c seus haikais...sou apaixonada por haikai...tbém tenho alguns...qquer hora posto aqui....
Que olhar fotográfico vc tem....emoção pura do instante captado...não sei dizer qual o q mais gostei....tds são perfeitos!!

É um prazer te ler e te sentir assim...tão leve...tão livre...um pássaro em pleno vÔO...sem limites...

beijinhos azuisinfinitos...
Rai....blue

Raiblue · Salvador, BA 13/5/2008 19:56
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Lena Girard
 

Ah, menino Beça! Que prazer! Fazia tempo que não lia tanto Hai-kai. E dos bons. Essa nossa terra dá tantos frutos maravilhosos: poetas como tu. Vo(l)to, menino!

Lena Girard · Belém, PA 13/5/2008 20:15
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Cristiano Melo
 

Nossa....Caramba! Quanta informação poética...caro overmano amazônico, seus versos estão ultrapassando os limites da amazônia. parabéns. abração meu caro.

Cristiano Melo · Brasília, DF 13/5/2008 20:52
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Patipetista
 

Adorei !
Deu pra imaginar cenas e mais cenas...[:)]Volto pra viajar mais...

Patipetista · Santo André, SP 13/5/2008 20:57
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Nydia Bonetti
 

Que lindos... Adoro hai-kais.
E é bem verdade. Para cada par de asas novas no céu, há um ninho vazio, em alguma árvore...
abraços!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 13/5/2008 22:16
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brigitte
 

Aníbal, obrigada pelo convite.

De algum lugar
alguém canta por mim -
noite de garoa.

Sensibilidade e singeleza, combinação perfeita!
Seu poder de síntese é fantástico!
Até mais para o voto!

Abração!

brigitte · Goiânia, GO 13/5/2008 23:59
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José Carlos Brandão
 

Nenpuku Sato veio do Japão direto para Bauru, aqui se radicou, seus parentes ainda vivem aqui, seu filho Futaro Sato é vereador por Bauru (reconhece não entender nada de poesia, mas reverencia a memória do pai). Nenpuku Sato foi o grande divulgador do haicai no Brasil. Ah, essa forma mínima da poesia. É como um instantâneo fotográfico - mas da alma. O haicai retrata um estado da alma. É o encantamento de um instante congelado em umas poucas palavras. O mínimo, não para sintetizar, mas para dizer tudo. O haicai é a síntese que não é síntese - nada foi diminuído, tudo tem que ser dito. Gostei de ver você dizer tudo, Aníbal. São gotas de sol/ na manhã clara, amazônica,/ com o verde dentro.
Um grande abraço.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 14/5/2008 01:36
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ANIBAL BEÇA
 

Agradeço a todos pela leitura e pelas palavras elogiosas, mas vou agradecer em nome de todos pegando carona no comentário do nosso colega José Carlos Brandão. De fato, Nenpuku Sato, que este ano também comemoramos o centenário de sua vinda para o "Barasiru", é o responsável por trazer a Arte do Haiku para que seus conterrâneos não a esquecessem, não poderia imaginar que, hoje, não só no Brasil, mas no mundo inteiro o haiku seria cultuado de maneira tão expressiva. São milhares e milhares de grêmios, clubes e grupos exercitando as diversas formas dessa arte: Renga, haibun, Haiga e outras.
Transcrevo aqui, parte de comentário exibido no site Caqui, sobre o haijin (poeta que faz haiku) Nenpoku Sato.

"Discípulo de Kyoshi Takahama, líder da escola tradicionalista Hototogisu, Nempuku estava totalmente consciente de sua missão de cultivar o haicai no Brasil, missão levada a cabo pelo ensino itinerante, pela fundação de grêmios de haicai, promoção de concursos, orientação através da imprensa e de sua própria revista e pela publicação de antologias. Mas apesar de tradicionalista, Nempuku logo percebeu que a legitimidade da produção poética na nova terra dependia de sua capacidade de adaptação, resultando na reinvenção do haicai japonês dentro das condições brasileiras, em especial pela pesquisa de temas e kigos. Por tal razão, autores como Maurício Arruda Mendonça e H. Masuda Goga classificam o haicai de Nempuku e seus seguidores como poesia brasileira, ainda que escrita em japonês."

No meu livro FOLHAS DA SELVA faço uma pequena homenagem a este que soube difundir entre os seus essa arte tão singular:

No meio da mata
trilha forrada de folhas.
Rastro de Sato.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 14/5/2008 10:25
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Sônia Brandão
 

Gostei muito dos seus haicais. Gosto sempre de ler poema com poucas palavras. É o tipo de poesia que também gosto de escrever. Aprendi lições de economia para escrever poesia. Poucas palavras dizem muito.

Origem

Não nasci.
Vim do mar.

Sônia Brandão · Bauru, SP 14/5/2008 11:02
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Benny Franklin
 

Um conjunto perfeito. Haicais de prima face.
Excelentes.
Abçs.

Benny Franklin · Belém, PA 14/5/2008 11:46
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ANIBAL BEÇA
 

SÔNIA E BENNY, OBRIGADO PELA VISITA E PELA LEITURA.
SÔNIA, QUERIDA, JÁ SABIA DE SUA POESIA ECONÔMICA, MAS COM MUITA INFORMAÇÃO E SABEDORIA. ÀS VEZES UM TOQUE ZEN À MANEIRA DE MINHA QUERIDA AMIGA EUNICE ARRUDA.
OBRIGADO.

TERNURA E CARINHO

LEVEZA DE VÔO.
AH, SE AS PALAVRAS POUSASSEM
COMO ESTA LIBÉLULA!

AB

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 14/5/2008 12:44
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graça grauna
 

poetAnibal: tô aqui, ligeirinho mesmo, voando (estou em outra cidade); aproveitei um intervalo de tempo só pra marcar meu voto; voltarei pra curtir mais teus haikais. Bjoabraçares

graça grauna · Recife, PE 14/5/2008 15:10
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Saavedra Valentim
 

Seus haicais são de primeiríssima qualidade. Texto maravilhoso, cheio de metáforas muito bem usadas. Remete-nos mesmo à floresta, com seus sons, ao final do dia, sons noturnos e diurno, muito linda.
Com certeza estarei aqui de volta para votar.
Abraços

Saavedra Valentim · Vitória, ES 14/5/2008 16:33
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Saavedra Valentim
 

Caro Aníbal,
Voltei e votei.
Abraços

Saavedra Valentim · Vitória, ES 15/5/2008 19:37
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Sônia Brandão
 

Vo(l)tei.
Abraços.

Sônia Brandão · Bauru, SP 15/5/2008 19:54
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Lena Girard
 

Estou aqui. Votei, claro! Beijos

Lena Girard · Belém, PA 15/5/2008 20:07
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Patipetista
 

No meio das suas letras, piso com delicadeza, me deleito...

Patipetista · Santo André, SP 15/5/2008 22:17
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ANIBAL BEÇA
 

Agradeço a todos que voltaram e votaram. Espero conseguir número suficiente de leitores. O haicai é uma arte para ser degustada bem devagarinho.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 16/5/2008 04:27
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brigitte
 

Anibal, sua obra é tão linda que não precisas temer, todos somos leitores, pelo menos eu, com certeza!
Parabéns e abraços!

brigitte · Goiânia, GO 16/5/2008 09:57
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Sandra Fonseca
 

Voltei para votar, e saborear um pouquinho mais.
Abraço de Minas.

Sandra Fonseca · Belo Horizonte, MG 16/5/2008 11:50
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marilia carboni
 

Obrigado pelo link...
Amei...aproveitei ja p votar tambem!!!
Mil beijos e bom final de semana!!!!

marilia carboni · Londrina, PR 16/5/2008 14:21
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Náthima Danel
 

Ai Anibal, lindamente escreveste ...
Leria por horas e por vezes essas doces palavras, "O ninho vazio
deixa a árvore sozinha -
no céu asas novas";

"Na viagem longa
apenas uma surpresa -
pedra no caminho", e por aí vai ...

Ternamente agradecida pelo delicioso momento.
Abraços.

Náthima Danel · Boa Vista, RR 16/5/2008 15:03
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EdimoGinot
 

Anibal
meu voto
Um abraço
EG

EdimoGinot · Curitiba, PR 17/5/2008 13:38
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Regina Lyra
 

Querido Aníbal,
Belo, belíssimo!
Beijos e votos,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 17/5/2008 14:22
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Juliana S. Valis
 

LINDO POEMA, VOTADO !

Juliana S. Valis · Brasília, DF 17/5/2008 14:39
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ANIBAL BEÇA
 

Obrigado pela leitura e votação.

Ternura e carinho

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 17/5/2008 20:18
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Rubenio Marcelo
 

Prezado Aníbal,

Com teu estilo lapidado e elegante, demonstras aqui
ser também um exímio haicaísta.
Este belíssimo conjunto de haicais é digno do aplauso de todos.
Deixo os meus votos (com prazer)!

fraterno abraço,

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 17/5/2008 23:02
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Lili_Beth*
 

Querido Anibal:

Tu és tu
e honras
teu nome
(a)Beça

Teu carisma é agalmático ... Inerente ... Toma conta de ti ... Te envolve e me envolve ... Atira-me para viagens fantásticas com imagem e linguagem impecáveis ... Como se não bastasse ... (a) Beça ... A simplicidade te engrandece mais ainda ... Sublime!!!

"Sigo o curso do rio
Encontro a ti no vento
Par feito casamento"
(Lili*)

Beijos_Meus*
*

VO(L)TADO !!!

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 17/5/2008 23:06
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graça grauna
 

Anibal, meu querido haijin: teus haikais são um verdadeiro santuário. Que olhar belíssimo, crítico e afetivo é o teu pela natureza... Parabens ao Silvestrim que soube tão bem captar os teus fazeres de haijin. Meu abraço e meu voto sempre.Bjos

graça grauna · Recife, PE 19/5/2008 06:18
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ANIBAL BEÇA
 

Querida Graúna, obrigado pela visita. Quem faz haicai não precisa se preocupar com 'causas' ditas ecológicas e ambientalistas. Isto é: não precisa fazer poesia engagée. A Arte do |Haicai, por ser de contemplação da natureza, no sentido holístico, por si só já capt qualquer agressão a ela:

BÊNÇÃO PARA OS OLHOS
NA QUEIMADA DA FLORESTA
A ORQUÍDEA RESISTE

Beijos muitos

Anibal

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 19/5/2008 11:01
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