eu continuo te amando,
da mesma forma absurda e repentina
que te amei desde o começo.
mas tenho medo.
e tenho medo dos meus medos.
medo de vê-los a me encarar.
e então, cadê a mocinha desprendida e madura?
cadê a amante que aprendeu a amar?
e assustada, recuo.
ainda não posso com eles.
apago, desligo, não ligo, e desapareço.
do fundo do meu poço
eu arranho as paredes,
e tento fazer com as pedras
que atiram, minha escalada.
grito... ninguém aí em cima.
nenhuma escada, nehuma corda, nenhuma luz.
mas eu sei que vou sair.
nem que seja por baixo das paredes do poço.
e já tento nem ligar
se haverá alguém me esperando no gramado.
Poesia pungente!!! Gostei muito, da foto também.
Bjs,
Leandroide.
Leandro, geralmente escrevo melhor quando vivo visceralmente.
acredite, isso aí não foi meu eu-lírico, fui eu mesma... arre!
No fundo do poço... Poderia ser também o título deste teu poema.
Creio que todos nós somos um tanto frágil diante desta força imensurávl que é o Amor.
Parabéns
Agenor
Bjs
Bela imágem e um exelente texto. Meus sinceros aplausos.
Carlos Magno.
,muito bom, vamos postar algo disso gravado no ra´dio overmundo?
capileh charbel · São Paulo, SP 2/6/2007 22:39
não tinha lido esse
que lindo
parabéns!!!!!!
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