Gangora da piorra
zorra feito borra
azua na gazua
zanza no ganzá
ferrabraz de ferramenta
chocolate com pimenta
ferve a verve e enerva
vá que neva, vá que vá
vacacaí no vatapá
feijoada amalucada
cocada adocicada
se diz tudo, não diz nada
nada diz, se contradiz
dita contra enquanto dura
rapadura fermentada
afumentada na madrugada
faminto o cão-de-guarda
presunto defumado
cheirado, deformado e acocado
bagaço fumado arregimentado
enluarado céu assoliado
Gangorra da piorra
Nem sodoma, nem Gomorra
Nem se mate, nem morra
Descoroçoado coração
amotinado da canção
benzinho faz beicinho não
Vem me dar teu calor, amor.
Um caldeirão de bruxa que alimenta as fantasias?
gostei.
o que me encanta na poesia é a dança das palavras, da verve do(a) poeta brasileiro. sente-se o perfume da regionalidade e a musicalidade do individuoa pisando a sua terra. eis uma obra que merece voto.
beijo e afeto de um Carioca.
Silveira
www.palavrasdepoeta.blogspot.com
Poetisa, belo poema, nesta mistura de palavras encontro o verdadeiro sentido do texto. Um descoroçoado coração.
Gostei.
ta votado.
Abç.
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