Gastronomia, Paixão e Poesia.
Meu querido, meu doce amigo,
Meu « Suflê de Perigo »,
Tua ausência é uma « Quiche de Queijo Sumiço »
Eu sei que me falta "juizo"
Mas é de bem saber e entender
Que tem um teu olhar aqui comigo;
Que vai engolindo
Dentro do meu ser
Tão impreciso; o pouco do "juizo"
Que me convém.
Meu amado e omisso amigo,
me perdoa se soa
muito sem tato,
Isso que ti digo,
Mas tu, as vezes,
Tens gosto de nitrato;
Algo de sorriso "colgate"
eu prefiro "close-up"
menta, que alimenta
a resfrecante libido.
E eu sou muito a toa...
Sim, eu sei... eu já sabia disso...
Que as vezes tu és irritante,
Pedante e chato...
Mas, depois do "Pavë de Limã Para o Kru-Ko-Ração"
Nem um sorriso,
mesmo que citrico...?
Ah, meu "Andeli, Ao Sabor de Papaia Com Creme de Cassis"
o que faço, meu "Doce de Amor", me diz?
O que faço de tão errado aqui, ou ali...
Para negares simples afagos?
A mim que apenas
Quero sem duras penas
De bagos em bagos
Sem casca e sem caroços,
Um teu sorriso sinsero
Acariciando o sorriso meu
Tal qual o suspiro
Que alguma "Clara"
Toda desmilinguida,
-aquela atrevida! - ja ti deu...
E, ainda tem receitas belas
Cheias de emoções;
Para as tuas panelas
Mas sem sorrisos
Meu bem, passes muito bem
Sem receitas, nem doces
Nem salgadas;!!
Mesmo que, indignada
Eu nunca mais ti dê
Mais nada!
Porquê tu és
Da cabeça aos pés
Todo feito de ameaças
Nestes olhos de uvas passas
"Mas isto passa..."
Tu dirás entre uma lambida
E uma mordida.
Sim... E dai, que passa...?
E o que eu faço
Enquanto recrio receitas
Para ver se tu me
Aceitas como sócia
Toda inconstante
Do cantinho aconchegante
Deste teu coração crocante
Neste cantinho reservado
Para fumantes
Apreciadores
De gastronomia
Saboreada em poesias
E baforadas de filosofias...?
Respondes, que eu quero ver!!
Se tu, nem que seja
Por gula, me deres
A resposta, que eu
Sonho em ter...
E mesmo que me soe falsa
Te dou a receita
Do "Pavê De Café com Sonho de Valsa"
Que recriei para ti trazer
-pelo estômago -
Para área de lazer
Do meu âmago...
E se me sorrires
Lindo, então
Ti darei a receita
Da 'Panela de Mexilhão"
Que estou guardando
Para uma propicia ocasião.
(Salivou... ? Tem muito mais, meu amor...)
Fosse eu, Dora, esse teu querido amor, dos teus sentidos o imperador, diria, já, sem pestanejar, mas, agora no almoço e no jantar, que a gula é pecado do qual morreria ontem.
Que lindeza de festa, Babette (ops!), Dora.
---
* Esse teu programa de texto tá pondo calhau em lugar de sinais gráficos.
* Em algum lugar, a sinceridade que expressas e escreves apareceu com s, quando sinceros, é com c.
* eu não usaria, fosse teu redator preferido, mais de um sinal para expressar dúvida ou espanto ou entusiasmo. Um já é uma paulada.
* Esse cara de quem falas deve estar com salto do tamanho usado por um Luís de França, de número qualquer, vai cair já, já, pelo jeito.Um daqueles perdeu a cabeça.
____
Beijin, adorada.
Esse Adroaldo é terrível, já falou tudo (rssss....).
Um banquete inelutávell que contempla todos os sentidos.
Li, reli, tresli, salivando, adorando, apaixonada.
Sempre serei pecadora, de gula e luxúria, principalmente com tal inspiração.
Sensacional!
beijos
Obrigada Imperador. que amor.
Erro pior foi cansar com cedilha, deu tempo de consertar,
o resto, perdoa... É só poesia.
Vai ficar do jeito que está, tá...?
Mas obrigada assim mesmo pelo apreço.
Quanto ao rapaz, deixa ele cair em paz, eu não tenho juizo, e ele sabe(?) o que faz.
Duas exclamações, sim, porque são todas as pauladas que recebo, silensiadas nos meus versos de emoções.
Ah, e tem mais... Tem Todo o Banquete de Babette escrito em receitas-de-emoções, para panelas e caldeirões.
E se ele cair... Ai... Que caia aqui... Bem dentrinho de mim.
Saramar,
Que bom ti fazer salivar... :)
que bom fazer com que minhas receitas-de-emoções alimentem outros bons e doces e decilciosos corações.
Beijos temperados de alecrim, sim?
D. Adroaldo e tem mais, ainda sobre os sinais,
viu que o texto tem uns quadradinhos?
Eram os lugares das reticÊncias...
mas o meu laptop é sem juizo e françês, ai sai assim, tudo truncadinho... Tão bonitinho...
Perdoa-me todos os meus errinhos?
Dora me doura a altas temperaturas...
Que delícia
Beijos
Ah... Acabei de fazer um Bolinho de Maracujá para acalmar os agitados nervos do meu Patrão-Querido-Amigo-Irmão, que tava aqui a me azucrinar...
Tirei do forno e servi, e ele tá ali, calminho, calminho a degustar o bolo ainda quentinho, quentinho...
Adoro cozinhar, mas só para os íntimos.
Dorinha,
Minha Lóki dileta e prefeita da cidade do fogo encantado! Saudades, mas tornei do exílio. A minha gula assoberbada dos seus confeitos me pede para alimentar o seu ego e não posso negá-la tal pedido. Me permita afirmar que estás cada dia mais tântrica no sentido culinário da palavra. Só não perdoe a falta do vatapá que rima com tanta coisa, pô Dorinha!
Ah, Bretton.
É de bom tom
a tua volta, e o teu conselho...
E sei que vatapá
da muita poesia para salivar,
E seu eu fosse ensinar
o rapaz a fazer...?
E se ele errasse a mão no dendê...?
E se ele convidadasse uma morena
destas bem caymmianas
que saiba - mais do que eu -
com ele mexer...?
E se com castanha-de-cajú
ela seduzisse ainda mais, o Meu Rapaz...?
e ele ficasse repetindo...
"... Um bocadinho mais..."
Ah, definitivamente,
com tudo o quê da Bahia,
a gente sabe, e sente,
em aromas, sabor, e poesias...
Melhor não arriscar,
com outro, eu me daria em vatapá,
Mas, con toda a rima que essa iguaria traz,
eu perdeira o Meu Rapaz,
e Isso, rima ameaça demais...
Obrigado por ter saido do exílio,
e caído aqui, no meu quintal.
beijos,
Dorinha, você é impagavelmente singular, despejou o dendê todin em cima da minha cocada! Como agradecer tamanha atenção para com a minha baianidade nagô? Tô derretidin! Um beijo com sabor de acarajé (apimentado).
Marcelo Bretton · São Paulo, SP 20/9/2007 19:20
Puta merda!
Eu só sei fazer arroz com lingüiça, que chamam aqui de arroz de china pobre.
À convite, salivei (e fiquei com inveja, com ciúme e te amando ainda mais minina, até porque Marcelo está aqui distribuindo beijos...)
beijins pra tu e pra quem mais queira...
Bretton Olha que eu nunca fui à Bahia, hein nego...? Mas um dia, eu vou...
Juli Fica não fica enciumada, nem morra de inveja, um dia ti faço um "Sorvete de Manga Selavagem" para a guria saborear se lambuzar em poesia.
"Guria Linda! Linda Guria!"
AI Deus, quanto mais leio este poema, mais peco!
Que delícias.
Vim votar e salivar...
beijos, querida.
Dora.
Que homem resistiria a esse cardápio, feito pela tua língua poética.
Beijos
Noélio
Dora linda FLOR pernambucana!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cheguei atrasada mas cheguei, e é claro votei com água na boca!
beijos com todos os sabores e delícias do teu poema!
Vocês não sabem o quanto são Inconseqüentes
me alimentando o Ego desse jeito.
Sou capaz, mesmo
de preparar todo um Banquete de Babette
so com o que esse rapaz se cria
em receitas de poesias.
Beijo a todos nutritivamente.
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