Olhando meus alfarrábios, descobri minhas primeiras poesias e um veio ambiantalista. Assim em momento de preocupação com o aquecimento global, me mobilizo numas atitudes práticas que começam com a divulgação desse trabalho escrito em 22/05/86.
Germinárias
Vasto tapete ostentado no terreno
Cobrindo montes, seguindo rios
Lutando por seu espaço que se fez pequeno
No tombo por facões de finos fios.
Paisagem virgem
Ramos, galhos, flores, raízes, ramalhetes
Intrincados em grossos troncos livres
Onde a vida só completará seu ciclo se floresceres.
Se partires nas devastas
Encoberta na fumaça que arde
Cinzas serão colheitas exatas
Na dor verde-sangue tronco-carne.
Assim o acaso não será por acaso
No sufocante ar que o homem tornou mortiço
Fluindo e afluindo do seu fracasso
Pra bombar seu pulmão portiço.
Porém no seu último soluço a mãe natureza
Soltará uma única lágrima de dor
E sua fecundidade será realeza
Pra brotar a custa da morte, a vida-amor.
Entre o lodaçal e a ferrugem de lâminas-serras
Erguer-se-á imperiosa a plena verdura
Subindo, ramando, enchendo as serras
Glória a “deusa mata” das alturas.
Viva a natureza e que viva sempre!
Bravo, Dubem!
São iniciativas como estas, que podem parecer pequenas diante do imenso problema que enfrentamos, que poderão nos trazer uma concientização tal que, quiçá, um dia poderemos entender a importância vital da natureza.
Grande sacada. Abçs.
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