Inda me lembro dos dias da infância
retidos nos desvãos da memória,
no alpendre da casa
gasta de chuvas e sóis
um velho de cabeça branca
olhar aquilino, meu avô,
contava histórias de fadas
sacís e duendes e a criançada
o ouvia absorta.
Lá fora uma lua maiúscula
pintava de prata o pomar
de minha vó,
no quarto em silêncio
minha orava a Deus
pela volta de meu pai
que estava em viagem,
e num canto, na penumbra,
tia Ema e seu namorado
( entre excitação e ulos abafados)
lascivos celebravam Eros
expondo seus arroubos e pecados
no velho tapete da sala.
Grande, Julio!
Sempre é um prazer (intelectual) ler os seus poema.
Grande abraço!
Belas lembranças da infância querida.
Lembranças dos avós, da lua maiúscula, lá fora... hum é tudo de bom!
Beijos
Ah, que delícia estas lembranças, que qdo a gente lê, parece imaginar tudo colorido! Muito Bom! Bjs.
nina poeta · Rio de Janeiro, RJ 3/5/2009 14:00
Julio
São essas recordações que embalam o coração da gente
Feliz de quem as tem.
bjs
Parabéns Julio
Trata de temática das que mais aprecio em poesia, e como muito talento.
Abraço
Edilson Jose
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