de um ardil idealizado
pelas terminações
nervosas do poema
surge uma procissão
de almas em
convulsa monotonia
súbitas alucinações
caem solidificadas
sobre os carros
como verdes mangas
num temporal
cresce o temor
das vozes incendiadas
& o tempo revela
abruptamente
rios de sangue
desperdiçando
noites envenenados
Que beleza, Pedro!
Puro lirismo!
Gostei demais!
Pedro,
Gostei muito do seu poema.
Nessa "convulsa monotonia" digamos, o estado gasoso da poesia,
ou melhor, alma. Solidificada sobre os carros/ mas, abruptamente
sanque.
Valeu,
abraços.
Obrigado Carlos, que bom que gostou.
Pedro Vianna · Belém, PA 22/2/2007 09:26
Valeu o interesse Sebastião. É sempre bom ver uma leitura do texto. Por vezes não tenho a compreensão do rumo que a coisa vai tomar. Nesse poema funcionou assim. Fluxo de pensamentos...
Pedro Vianna · Belém, PA 22/2/2007 09:32
Maravilha de poema!
"de um ardil idealizado
pelas terminações
nervosas do poema"
(que lindo!)
um real fluxo de pensamentos.
bj
Francinne
Valeu Francinne...
Fico feliz que tenha gostado.
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