Foto: Flickr/Creative Commons
Razão na estrada!
Pôr-me-ei a rematar o advento do alter-ego de rebeldia
E da urdidura da argila congeminada pelas palavras rebeldes;
Luz do vômito enciumado
Da metaphysica comestível da papoula,
Que geme de loucura e de torpor
Tal o esgoto que a expeli do húmus eletrônico,
Ao rego intestinal da garganta.
Não faz muito,
Jaziam cadáveres sobrepostos
Uns aos outros pelas calçadas dos ópios postiços;
Jaziam como Deuses corrompidos
Pelo enxerto da adulação.
.......................
Irrompido o enlace da algema,
Ajudei a sepultar, um Deus (falível) de cada vez....
As mãos no rosto tapam-me as lágrimas a correr
De alguma chama flamejante a desusar-me,
A descolar-me das mesmices catárticas
E das bocas de paralelepípedos lunáticos;
Proeza de dar-me às mãos calejantes e aos gozares claudicantes:
Mas quando as deixarei babar-me?
Ai... Tal o segredo do Mar Morto
Enxaguando seus ensangüentados
Jactos de sofrimento,
Ajoelho-me sobre as areias movediças do mormaço,
Que, mesmo em guerrilha de enjaular tesouros,
Banha-me com o Quadrante Norte das chuvas ácidas...
Oh! Ponto de interrogação,
O que me regurgitarás das fotografias do entardecer
E das verdades irresolutas?
.......................
Pensar... Que as mulheres despidas,
Mesmo oprimidas em suas eloqüências paridas,
Solenizam com a solidão o desbeber da negação...
Pensar... Que o esperneio da contracultura,
Não é o que penso...
Ah! Há tantas formas de eu não ser aquilo que sou,
Ou ser o que realmente sou...
.......................
Eu - coalho liberto da mama -
Desfrutar-me-ei da possibilidade de partilhar o momento
E de reinventar o prepúcio ultra-romanesco
Da grandiloqüência proto-humana
Que o apanhador no campo de centeio
Arquiteta abaixo de zero...
Pois sendo esse engasgo de orgasmo negrejado,
Permeio o acasalamento do sol,
No modo de bifurcar-se e de mofar-se...
Ai... Aprendi através do perfeito sacrifício,
Que num homem de papel
Mora a vergonha.
Benny Franklin
Rapaz, que coisa fantastica você escreveu, amigo Benny! Meus sinceros aplausos e um grande abraço.
Carlos Magno.
"Ajoelho-me sobre as areias movediças do mormaço" - Também não posso suportar o insuportável mormaço... porém jamais sepultarei meu Deus... Abraços Benny...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 2/9/2007 19:20
Num homem de papel mora a vergonha...eh Benny, me enrosco, me recrio a cada lida, a cada vírgula, a cada exclamação e/ou interrogação...
bjus.
Benny, essa "grandilouquência" é atordoante, como um beco de ilusões, apesar de negro.
São magníficas as imagens, as citações aqui, ali, perfeitas na loucura deste "homem de papel" que rasga e vomita vergonhas.
É louco!
beijos
Mais uma pérola bennyana, um poema que esperneia!!!
Bjs e flores, poeta @>--
EITA CARA TU ESCREVES DEMAIS!!!
PARAFILOPOEMACANCIONEIROPOPULARANTEBENNYGNO!!!
ABRAÇOS,AMIGO.
EITA CARA TU ESCREVES DEMAIS!!!
PARAFILOPOEMACANCIONEIROPOPULARIANTEBENNYGNO!!!
ABRAÇOS,AMIGO.
EITA CARA TU ESCREVES DEMAIS!!!
"PARAFILOPOEMACANCIONEIROPOPULARIANTEBENNYGNO!!!"
ABRAÇOS,AMIGO.
Grandiloqüente!
Enorme loucura em seqüência.
Tira Tutatis e Belisama dessa ceifa senão caem os céus e os palelepídos lunares sobre nossas cabeças, Benny!
Beijin
Benny,
hipergrandiloqüente demais para meu parco entendimento! Não sei porque, seu estilo me lembra a arquitetura de Gaudí, um tanto gótica, como uma semiografia do inconsciente. Vejo-os como a Casa Vicens, de inspiração mudéjar, ou a Casa Milá (La Pedrera), cujo telhado abstrato e surrealista exibe chaminés em forma de monstros e figuras enigmáticas. Muito louco, grandíloquo demais para minha pequena humanidade.
Um abraço.
Suspeita para elogiar aguardo a votação
Bjs
muito bom , Benny.
"paralelepípedos lunáticos"- que criatividade!!!!
(vielas intergalácticas...rss..)
gostei demais ( pra variar...).
grande abraço,
Iconoclasta Benny!!!
Mais sangue!
vertes sonhos como o sol é pai e mãe dos dias e noites caro poeta, na forma de belas instrospectiverméticas poesias libertadoras.
GRANDE abraço!!!
Benny,
A cada poema, um exemplo de grandeza literária;
de tecitura gramatical melimétrica.
- O por-fazer poético ainda está pra vir, amigo Benny?
Um forte abraço!
a) Caio.
Voltei, li e votei, e como era de se esperar mais um fantástico poema teu, realmente grandiloquente...
Abraços com minha admiração crescente.
Um Míssil.
Quem te teleguia meu brô?
Essa coisa, ogiva-cosmogônica, é de dar arrepios
em calango-nuclear.
OXENTE...
O Lioviola ficou doido!
Eu fiquei maluco! Depois de doido!
O poeta Benny é poeta do absurdo!
"Absurdamente" poesia das letras dos letrados das cadeiras dos grandes escritores...
Estou pensando e "malucando" a poesia do "absurdamente" poeta
Benny! O cara sabe das coisas... Bebeu letras, palavras e idéias...
Gerou um "bicho artístico" na forma de arte-poema...
Fiquei doido! Igual ao Lioviola!
Benny... Você escreve pra "gente grande"!
Qual é a água que tu bebes? Manda o nome...
Parabéns!
Abraços.
Lailton Araújo
Desfrutar-me-ei da possibilidade de partilhar o momento
E de reinventar o prepúcio ultra-romanesco
Da grandiloqüência proto-humana
Que o apanhador no campo de centeio
Arquiteta abaixo de zero...
Oxente, traduzido por aqui é "Ô, Meu, qualé?!"Vai pra cadeira da Academia (não só o banco rs)
com direito a chavenas e quitutes...
Realmente um ópio...Votado.
bj
Pô Benny
O comentário de Nivaldo (e todos os outros) aplaudo de pé, Poeta Benny Franklin, em todos os textos aqui postados de sua lavra, este, junto aos comentários, é a Medalha de Ouro...
Benny.
Com o seu selo de qualidade. Sem tempo de validade, mais obra de um poeta que poesia.
Abraços do amigo
Noélio
"Há tantas formas de eu não ser aquilo que sou..."
Ah, Benny, são tantas leituras. Lindo!
Abçs de Betha.
oi... sempre impactante, um soco no ar, uma vertigem, contudente é sua poesia. Linda imagem. Parabéns.
analuizadapenha · Natal, RN 5/9/2007 16:01Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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