GREGÓRIO DE MATOS GUERRA
07-04-1633----1696
Em Salvador nascido, de família bem aquinhoada.
Perseverante e decidido, de uma alma determinada.
E estudar é o seu plano, sempre cumpriu com ardor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
É um homem bendito, sua humildade é consagrada
Tão ousado e desprendido, com a sua garra danada.
Formou em Direito Romano, um Advogado de valor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
É formado em Portugal, vários cargos vai ocupar.
Justiça que é seu ideal, faz a justiça a trabalhar.
Impressiona o Lusitano, com o empenho e pendor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
E com o seu enviuvar, volta ao Brasil todo abatido.
Foi um terrível golpear, que o deixou tão sentido.
O bom Marido Mariano, de dar a mulher todo valor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Homem de todo sentimento, pela terra e pela gente.
De satírico temperamento, que mostrava no repente.
Altaneiro e soberano, do seu povo tem todo o amor.
Contra o vil carcamano, cada corrupto e explorador.
Com Maria dos Povos casou, mas já tinha sua missão.
Ao seu jeito não mudou, e aumentou a confrontação
A poesia como conclamo, ao humano dar todo valor.
Contra o vil carcamano, cada corrupto e explorador.
Todo amor pela terra, com o povo toda identidade.
Gregório de Matos Guerra, amado pela comunidade.
A combater todo engano, escravista e expropriador.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Um Menestrel decidido, com a sua viola encantada.
O Expressar esclarecido, e cada situação revelada.
Nada por baixo do pano, tão heróico no destemor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Com Poema improvisando, e de viola acompanhado.
Aos Poderosos satirizando, ficavam desmoralizados.
Sempre amigo e todo mano, ante qualquer opressor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
A tudo faz abandonar, menos a viola e a estrada.
Um caminhante a cantarolar, a inspiração enluarada.
Da desumanidade do magano, até escravidão terror.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Aos fidalgos arremedando, com crítica à corrupção.
Dos políticos denunciando, fraude e a apropriação.
Revela desmando e engano, mazelas do governador.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Vai juntando inimigo, os politicos por todos lados.
Queriam ve-lo destruido, podia ter sido assassinado.
O golpista puritano, Camara Coutinho Governador.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Com a lira maldizente, a cantar como nunca se viu.
Vícios e enganos de gente, toda a torpeza no Brasil.
Maracutaia e o desengano, a falsidade e o desamor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Era firme e era terno, mas botava a boca no mundo.
Era o Boca do Inferno, o seu alfinetar era profundo.
Nada por trás dos panos, virou menestrel cantador.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Por todo lado bem recebido, já estava consagrado.
Um poeta muito querido, preso e pra angola exilado.
Disse de lama um oceano, satirizou o vil opressor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Em Angola consegue anistia, para ao Brasil voltar.
Não pode voltar pra Bahia, e Pernambuco no sonhar.
Na graciosidade Herculano, e o povo é seu seguidor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
É o Barroco Brasileiro, uma insuperável expressão.
Um gênio verdadeiro, que nunca cedeu a repressão.
A viola era o seu piano, um extraordinário gozador.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
O Voltaire Brasileiro, Juca Chaves e Zé trindade.
Como Agildo Ribeiro, e Chico Anísio mordacidade.
Um patriota sem engano, Poeta da liberdade e amor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Esta na nossa Poesia, e em toda alegre canção.
O Homem da cidadania, e contra toda escravidão.
A reivindicação e reclamo, justiça, Direito e Amor.
Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos, de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
Poesia de Homenagem ao Grande Humanista e Poeta Gregório de Matos e Guerra, um Artista Genial que para passar as suas denuncias sobre as abominações dos poderosos e da sociedade desumana, divulgava e passava os temas em forma de canção, como as Marchinhas do Carnaval que todo mundo logo entende e não tem como discordar. Percorreu todo interior da Bahia e se tornou conhecidíssimo e querido, sendo por todos informado e denunciando a todos, os desmandos em lindas canções e poesias, que tanto orgulham os Baianos e os Brasileiros que tem as mesmas posições Políticas de aspirar uma sociedade mais justa, mais igual e sem nenhuma forma de sujeição. Um Guerrilheiro das idéias armado de uma viola que disparava em todos os lugares para todas as pessoas ouvirem. Gregório era um poderoso argumentador que tinha o dom da palavra e do convencimento pois ninguém o interceptava, até que deu de frente com o Governador da Bahia e foi deportado para Angola. Ficou exilado dois anos e conseguiu voltar mas vai logo morrer em dois anos.
Gregório foi um personagem apaixonante e conviveu direto com o povo nos mercados, feiras e praças. Hoje as Suas Obras são o Orgulho da Academia. Gregório de Matos baiano, um consciente zombador.
DIREITOS RECONHECIDOS E AGRADECIDOS
F1 http://n.i.uol.com.br/licaodecasa/biografias/gmatos.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/73/Greg%C3%B3rio_de_Matos.jpg/200px-Greg%C3%B3rio_de_Matos.jpg
F2 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/84/
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/84/Greg%C3%B3rio_de_Matos_1775.jpg
F3 http://n.i.uol.com.br/licaodecasa/biografias/gmatos.jpg
Obra de louvor ao maravilhoso Poeta Gregório de Matos, de Salvador e que ganhou os apelidos de Boca Maldita e Boca de Fogo, tamanha era a mordacidade e crítica com que se referia aos Políticos e pessoas influentes da Bahia e do Brasil. Uma época de tantas desigualdades, injustiças e da abominável escravidão índia e negra. Gregório foi um jovem estudioso, de família rica, cheio de sonhos foi para Portugal, se formou em Direito e foi Juiz Civil e de Órfãos, casou e até que sua Esposa Micaela de Andrade morreu, sentiu muito, desistiu dos cargos e voltou para o Brasil onde as dificuldades e as desigualdades eram maiores que as de Portugal e começou a fazer poesias e canções denunciando e criticando. Gregório, qual Artista Educador passou a percorrer todos os lugarejos e cidades, conhecido e amado pelo recôncavo. Bate de frente com o Governador da Bahia e o denuncia como a todos, de modo satírico e duro, é deportado pra Angola. Fica 2 anos, volta pra Recife e morre em 2 anos.
Outra aula, outra magistral reportagem, outra bela poesia e mais um voto com louvor.
Obrigado amigo POETA
k.
Azuir,
Beleza de homenagem
GREGÓRIO DE MATOS
Um Homem digno e um poeta soberbo que merece ser lembrado para sempre.
adoro seus SONETOS
SONETO
Nasce o sol, e não dura mais que um dia,
depois da luz, se segue a noite escura
em tristes sombras morre a formossura
em continuas tristezas, a alegria.
Porém, se acaba o sol, porque nascia?
se é tão formosa aluz, porque não dura?
como a belez a aassim se transfigura?
como o gosto da pena assim se fia?
Mas no sol e na luz, falta a firmeza
na formossura, não se dê constância
e na alegria, sinta-se tristeza.
Começa o mundo, enfim pela ignorância
e tem qualquer dos bens por ntureza
a firmeza somente na inconstância.
GREGÓRIO DE MATOS
bjs
mestre azuir, eis-me aqui a tomar uma aula de literatura.
faça-se sempre presente mestre.
abreijo
é, dizem que o cara era.
você, como sempre, dando aula
ao não permitir o esquecimento...
parabéns! eu não sabia que ele era humanista, adorei os esclarecimentos em forma de poesia, abraços,rosa
Rosa Campello · Recife, PE 12/8/2009 22:19
...e era baiano! ta explicado. é dos bons!!!
agradeço a Doroni por trazer o poema dele. valeu!!!
bjssssss;
uau!
quanto fôlego em um só texto.
Grande abraço!
Mais próximo do santo está o pecador, dizia Unamuno. Quando leio isso, penso em Gregório, o eterno zombador. Parabens, Azuir, por mais essa grande contribuição à História da Literatura. Bjos. Grauninha
graça grauna · Recife, PE 12/8/2009 23:22
E não seria Gregório além de gênio genioso, incomodado com a volúpia de alguns pelo poder, da igreja pela presunção e da elite pela exploração do povo. Um poeta irreverente que soube Azuir muito bem lembrar. Um vulto e, ao mesmo tempo, um marco na manifestação de nossa literatura. Dono dessa inquietude dos poetas errantes, dos que denunciam sabores e saberes de nossa cultura e de nosso povo.
Muito boa lembrança do amigo Azuir, ele, sim, também um grande contribuinte para a conservação da memória dos grandes homens desse país.
Tenho dito.
Bruno Resende Ramos
Azuir,Gregório de Matos,o nosso "Boca de Inferno",grandioso Poeta que ideologicamente contrario aos desmandos da sociedade aristocrata e da Igreja do século XVII;o crítico mordaz,o construtor de versos que estão muito próximoas da realidade de hoje,não só para a Bahia,como para todo o Brasil:"triste Bahia,ó quão dessemelhante"...
Pra voce,mais um prabéns de agradecimento.Abraço amigo.
Azuir: O que cobre os desfalques da historia do Brasil!
Parabens por não deixar nada pra tras,
abraços
Azuir: Bela homenagem. Já estudei Teatro no Gregório de Mattos, no Peloourinho, Cenro Histórico de Salvador, onde tive o prazer de,em comemoração ao aniversário deste grande poeta baiano, participar de um recital, declamando poemas do "Boca do Inferno".Axé!
RUI LÔBO · Brumado, BA 13/8/2009 10:13
Adorei. como sempre fazes justa e belas homenagens...
Um abraço
"Não sabem governar sua cozinha e pensam que podem governar o mundo inteiro"!
Perfeito, Azuir. Parabéns! Nota-se a pesquisa permeando o seu texto.
Gregório, ovacionado por uns e odiado por alguns... que na história ficaram apenas com as suas bocas mal ditas!
Um abraço, poeta!
Ao mesmo clerigo appellidando de asno ao poeta.
Gregório de Matos
Padre Frisão, se vossa Reverência
Tem licença do seu vocabulário
Para me pôr um nome incerto, e vário,
Pode fazê-lo em sua consciência:
Mas se não tem licença, em penitência
De ser tão atrevido, e temerário
Lhe quero dar com todo o Calendário,
Mais que a testa lhe rompa, e a paciência.
Magano, infame, vil alcoviteiro,
Das fodas corretor por dous tostões,
E enfim dos arreitaços alveitar:
Tudo isso é notório ao mundo inteiro,
Se não seres tu obra dos culhões
De Duarte Garcia de Bivar.
Gregório de Mattos - poeta ireverente e contumaz - cria situações desconfortáveis para os poderosos e, desafiador, declina os cargos que lhe são confiados. Cai em desgraça e nada mais lhe resta senão encarar as horas amargas da vida na colônia.
Obrigado zuir por nos trazer à razão e nos devolver nossas memória.
Parabéns
Um grande abraço
Fantástico!
Homenagear os grandes marcos da literatura nacional deveria ser dever constitucional de todos nós.
Saudações cordiais;
Gregório é o poeta mais lido, quando quer se saber de Barroco. as idéias contrastiva e a mente moderna o fazem como nenhum outro poeta no Barsil, e o mais bacana de tudo, ele era nordestino (Baiano). Fico feliz em saber que você é da capital nacional da poesia, São Luís do Maranhão. Parabéns por mais esse belíssimo trabalho, que com certeza deu muito trabalho, denota-se pelo preciossissmo cunho informativo. Mais uma vez parabéns e votado.
Luís, o último literário · São Luís, MA 13/8/2009 12:31Azuir, vc é a história viva desse mundão. Parabéns pela homenagem. Abreijos!!!
Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 13/8/2009 15:51
Mais um belo trabalho poético...
Mais uma forma única de dizer as coisas... a sua!
vALEU aZUIR QUERIDO !
cOM CERTEZA MUITO LEGAL SABER MAIS !
Dizem que baiano burro nasce morto...
Mais uma merecida e linda homenagem e viva os menestréis
malditos que cantam a sordidez humana.
Parabéns e meu voto
Beijos
Mais um relto preciso nos trazendo a lembrança de grandes vultos históricos por vezes esquecidos.
Mais um grande trabalho do mestre.
abçs
Mais um relato preciso nos trazendo a lembrança de grandes vultos históricos por vezes esquecidos.
Mais um grande trabalho do mestre.
abçs
como de costume, um trabalho maravilhoso amigo, abraçossss
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 14/8/2009 11:05
viva o "boca do inferno"...
muito legal, Azuir !
abs
Mais marginal,do que todos os que hoje se dizem marginais,engajados etc e tal.antes é Poeta.(pÊ)MAIUSCULO.
Matheus José · Petrópolis, RJ 14/8/2009 18:18
Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre Te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica ti vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina marcante
Que em tua larga barra tem entrado
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante. G.M
Abraços transcendentais.
Olá Azuir no retorno pesquizei rsrsr e gostei de relembrar Gregório de Matos foi poeta de maior expressão literária, e também Padre Vieira, no periodo Barroco, você é um educador de grande valor,parabéns,bjs.
Claudia Almeida · Niterói, RJ 14/8/2009 20:08
Sempre gostei, desde menino, das insurgências de
Gregorio de Matos. Me lembro até que quando resolvi não mais ir
ajudar nos casamentos de pessoas pobres, foi com base nalguma coisa de Gregório.
abraço
andré
obs. Ando meio atrasadão. Coisas da profissão.
Meu querido Professor Azuir e equipe; vocês se superam a cada página da história. As pesquisas precisas e a caneta mágica do Professor Azuir, só poderia finalizar com este poema de louvor ao Grande Humanista e Poeta Gregório de Matos e Guerra de forma magistral.
Parabéns e bjs de Mirtes Carvalho
Meu querido amigo Azuir!!!
Ler seus escritos é reportar-se no passado e aprender!!!
Parabéns pelo seu brilhante trabalho,feito com tanto capricho e esmero!!
Beijo Doce...
Grande e feliz lembrança de um poeta que usou o seu ofício para além das belezas líricas.
Que nos inspiremos em Gregório para fazer hoje um poesia mais crítica.
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