Na ordem da lei quanta ironia
Contra a vontade de DEUS perpetuando VIDA
Na mecânica do sexo a pura fantasia
Pelo desamor ingrato da fingida...
Na calma inocente da criança
Boiando n'uma doce gravidez
Não deixe morrer a esperança
Esperando impaciente o nono mês...
"- Já meu grito de vida se pressente
Célula-ovo, sei lá bem mais que embrião
Eu quero ver o mundo tão somente
No sorriso de paz de cada irmão...
Quero viver também a primavera
Sentir a vida infnita em toda plenitude
No organizmo da mãe, quanta quimera
DEUS colocou na benção da virtude...
No entanto, a mais dura covardia
Do crime inominável do aborto
Matou meu embrião de fantasia
E antes de viver... me querem morto...
Tão novo assim no corredor da morte
Não fui notícia siquer que alguém comentou
Apenas um feto apodrecido pela sorrte
Da mãe covarde que me ASSASSINOU!"
Triste sina para quem ainda não vislumbrou a luz
Com certeza deve haver um preço
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