GRITO NORDESTINO

Nildo Freitas
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nildo dilfreitas · Brumado, BA
6/3/2010 · 1 · 2
 

GRITO NORDESTINO



Olhando o facho de fogo na mão
vou caminhando no sertão
alumiar a vida do meu povo
que morre na seca do nordeste

a cabaça não tem água
a caçimba já secou
só resta agora a esperança
ou comer mandacarú

tempo esse já não sei
em que posso acreditar
se a chuva demorar muito
o sertão vai se afogar

esperar verde já não posso
esperança já morreu
partirei de pau-de-arara
para o mundo da ilusão

não ficarei para sempre
não vou me acostumar.


Se chover lá no sertão
voltarei para plantar
sementes no solo fértil
e viver ao Deus dará.

Sobre a obra

Poema que retrata o cotidiano do homem que vive
nas brenhas da caatinga do nordeste Brasileiro.

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informações

Autoria
NILDO FREITAS
Ficha técnica
Poema do livro de minha autoria: O OUTRO LADO DO SER
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Jairo de Salinas
 

Valeu, poeta. Nordestinamente realista.
Um abraço.

Jairo de Salinas · Salinas da Margarida, BA 4/3/2010 23:43
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nildo dilfreitas
 

Um forte abraço Jairo!
este é o nosso mundo! mandacarús, xique-xique, umbuzeiro, juazeiro, palma, macaxeira e de vez em quando uma chuvinha pra semear o sustento de cada dia.

nildo dilfreitas · Brumado, BA 7/3/2010 00:01
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