grota na rocha, cordas, madeiras e a impressão-clichê amarrada&alinhavada lá dentro, de Ânsias & Desejo do poeta
O local é o próprio peito e a poesia
anda por demais a fotografá-lo,
já ermo de tanta.
Na pedra,
na rocha encravada ferida & peito,
Diamantes por lapidar caminhos
de Flores em passos de redomas de vidro
podando o próprio perfume:
ânsias de verter Luz
para aquietar o silêncio desse quarto infinito,
já inteiro.
No peito,
(ermo de tanta poesia ainda por fotografá-lo)
nas dicotomias e desvios da Alma,
flores por construir Estradas de Ouro
& Gozo
& Êxtase
(indicionarizáveis de tão inefáveis – talvez possam
ser ditas com uma cor nova, ou um gosto novo)
levando placas de PARE! ‘é proibida a fotografia,
muito menos poesia!’
Escuro,
do seio das ruas vazias
varridas por passos e ventos sem mapa,
parte o Sol desses dias de alegria pouca e
nostalgia muita! muda! engasgando sorrisos
em convergentes paradoxos.
É necessário anestesiar essa anestesia:
ela já não sente nada!
André,
Será que todos sentimos igualmente todas as dores? Acho que não. É verdade que a natureza não permite insensibilidade na
dor, mas sempre houve poetas e sensitivos uns mais e uns menos.
O primeiro poema, o a que se refere, é realmente um misto
de sensitivo/mago/feiticeiro disfarçando-se de alguma paixão, penso.
Este é uma manifestação funda demais, ... rapaz, deixa pralá.
Ainda estes dias falamos - o Adroaldo e eu - da grande valia desta página.; Tenho eu aqui me referido da História dos Grêmios Literários - da Colônia, ao Império, ao começo da República - tão pouco estudada ainda. Plantamos a História, mas é ela que nos conduz...
E assim, vamos em frente,
um abraço, andre.
Caro xará,
cada ser humano é uma ilha de especificidades:
sombras, célula, pele, alma, desejos & ânsias,
de todos,
parecidas
- intensa Luz que vem de ontens! -
& policotomizadas prismocárdiamente
em sentimentos que gritam do fundo dos Abismos
da
Abstração...
se transformam em instantâneos, flashes de dentro,
letras, palavras, idéias, linhas e entrelinhas, matéria
costurada com as linhas de sempre:
nossa pele, invisível, sangu& ossos,
agulhas de noite e manhãs infindas
em longas estradas cheias de Caminhos.
Cada um é uma ilha de especificidades,
retalho de manto que aquece frias noites
em berço de estrelas embaladas pelo sopro de dentro
ardendo, Láctea via! Pulsando juntos,
indistintamente.
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parceria? pô! já é o 3º! é isso que move meus passos cá no Over: a interação com pensares de outros lugares
( ... mas,
todos os lugares são diferentes
- sendo essa sua semelhança -
são, pois, todos parecidos!
então o pensar é daqui mesmo
e não há diferente lugar,
assim como as dores que se diferem de perto
- no peito de carne ou o hipotético -
e se parecem de longe.
É tudo uma coisa só
e uma coisa só é tudo!) ...
interação com outros sentires
para instigar o sentimento do pensamento
e o pensamento do sentimento enfogueirar:
mais luz!
Quanto ao deixar pra lá... vai ser difícil...!!!
É isso, até que seja o contrário: poesia!
GRANDE abraço!!!
Rapaz do céu !!! - eu fiquei tão feliz. Este retrato me trouxe o meu Gilbués, nas primeiras águas, ainda mais quando elas tardam lá pros fins de novembro: o sol esgravetando os gravetos, como que procurando uma folha pra se esconder do proprio calor.
Assim, abro também a votação.
um abraço andre.
Muito bom André
Andre Pessego tem sempre brilhantes palavras
Cristalinas.
Foto maravilhosa... Um ab.
Ola pssoa!!
"...Na pedra,
na rocha encravada ferida & peito,
Diamantes por lapidar caminhos..."
Belo scrito esse seu.
At +, 1 abrço.
olá andré, belo poema, esse do oficio do poeta em luta com as palavras e com a poesia que quer explodir, diamantes por lapidar, águas represadas querendo irromper.. Parabéns e meu voto.
danlima · Brasília, DF 21/2/2008 19:56Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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