Somos o lado do corte
somos o lado cortado,
tirando, do peito rasgado
a esperança de novo Norte;
somos matéria do sonho
e dele dependentes; da sua falta
- mesmo suposta - pesadelo medonho:
Um nó que aperta a garganta e a maltrata!
Pé sem caminho, hora sem tempo.
A poesia é levada embora pelo vento
e o que resta é um grande mar de estio.
O Homem, tal qual seu primata ancestral
devora dos sonhos as flores do Bem e do Mal,
destilando Veneno em respeito ao Eterno Cio.
André, como tantas vezes já dita, faz parte da nossa natureza sermos duais. Somos o lado que corta e o que é cortado.
E assim nesse embate, levamos a vida duelando... sempre pares e opostos, "dialeticamente a nos confontarmos.
Tais como os nossos ancestrais, almejamos a superação de nem sempree... do bem contra o mal.
Grande!
NAMASTÊ!
Eterna luta... entre o bem e o mal... até que o bem prevaleça... eu creio... Poema perfeito... como todos os seus. Difícil escolher o melhor! Abçs... Volto para votar!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 18/9/2007 17:34
Seu poema é tão intenso quanto as palavras que o inspiraram.
É lindo!
beijos
Amigo e parceiro André.
Os poetas estão sempre a me emocionar. Desde que derramei a primeira lágrima de emoção, ainda menino, ao ler Castro Alves, na sua luta contra a sórdida emboscada que sofreram os negros africanos, escravos dos homens, das suas próprias dores, que vinham da carne e da alma, tão bem retradas nos seus poemas Navio Negreiro e Espumas Flutuantes, aprendi que a alma dos poetas são nuvens sensíveis.
Falo disso para te dizer o meu comovido muito obrigado pela homenagem que me prestas. Sem trocas. Sem barganhas. Gumes são palavras certas que te inspiraram meus corações.
desgovernados.
Estamos no meio do mundo, no meio do amor, cortados pela metade. As espadas da vida fatiam nossos corações, recortam o amor, nos fazem caminhar sós, quando imprudentes somos. Da fartura para a estiagem é realmente um passo. Entre o bem e o mal, ficam nossos corações perdidos, sem caminho. E certas vezes, grande parceiro, queremos que nossa lamina afiada corte e retalhem os ventos, seus caminhos. Ficamos na espera para saber o que dizem os ventos, mas como ver ou ouvir o que já é impossivel, o que invisivel.
Belo poema amigo, bela homenagem, entre o bem e o mal, existem almas amigas como a tua.
Forte Abraço.
Noélio
Que bonito, André! Tanto o poema como a foto. Um grande abraço e uma linda noite.
Joana Eleutério · Brasília, DF 19/9/2007 23:44
Voltei para falar da imagem, da estrela cadente em flor.
Linda, majestosa e imponente!
Composição, equilibradíssima!
Então é dez!
Vim votar nesta beleza.
E como toda beleza é inspiradora, principalmente para os aprendizes, escrevi um poema que publicarei mais tarde, inspirada nestes seus lindos versos.
beijos
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