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Gumes

foto do autor.
1
André Teixeira · Aracaju, SE
21/9/2007 · 90 · 11
 

Somos o lado do corte
somos o lado cortado,
tirando, do peito rasgado
a esperança de novo Norte;

somos matéria do sonho
e dele dependentes; da sua falta
- mesmo suposta - pesadelo medonho:
Um nó que aperta a garganta e a maltrata!

Pé sem caminho, hora sem tempo.
A poesia é levada embora pelo vento
e o que resta é um grande mar de estio.

O Homem, tal qual seu primata ancestral
devora dos sonhos as flores do Bem e do Mal,
destilando Veneno em respeito ao Eterno Cio.

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Autoria
André Teixeira
Ficha técnica
Sentido e vertido para essas overpáginas ao ler o poema Corações Desgovernados, do 'parceiro' Noélio.
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Branca Pires
 

André, como tantas vezes já dita, faz parte da nossa natureza sermos duais. Somos o lado que corta e o que é cortado.
E assim nesse embate, levamos a vida duelando... sempre pares e opostos, "dialeticamente a nos confontarmos.

Tais como os nossos ancestrais, almejamos a superação de nem sempree... do bem contra o mal.
Grande!
NAMASTÊ!

Branca Pires · Aracaju, SE 18/9/2007 15:00
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Nydia Bonetti
 

Eterna luta... entre o bem e o mal... até que o bem prevaleça... eu creio... Poema perfeito... como todos os seus. Difícil escolher o melhor! Abçs... Volto para votar!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 18/9/2007 17:34
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Saramar
 

Seu poema é tão intenso quanto as palavras que o inspiraram.
É lindo!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 18/9/2007 22:17
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Noelio Mello
 

Amigo e parceiro André.
Os poetas estão sempre a me emocionar. Desde que derramei a primeira lágrima de emoção, ainda menino, ao ler Castro Alves, na sua luta contra a sórdida emboscada que sofreram os negros africanos, escravos dos homens, das suas próprias dores, que vinham da carne e da alma, tão bem retradas nos seus poemas Navio Negreiro e Espumas Flutuantes, aprendi que a alma dos poetas são nuvens sensíveis.
Falo disso para te dizer o meu comovido muito obrigado pela homenagem que me prestas. Sem trocas. Sem barganhas. Gumes são palavras certas que te inspiraram meus corações.
desgovernados.
Estamos no meio do mundo, no meio do amor, cortados pela metade. As espadas da vida fatiam nossos corações, recortam o amor, nos fazem caminhar sós, quando imprudentes somos. Da fartura para a estiagem é realmente um passo. Entre o bem e o mal, ficam nossos corações perdidos, sem caminho. E certas vezes, grande parceiro, queremos que nossa lamina afiada corte e retalhem os ventos, seus caminhos. Ficamos na espera para saber o que dizem os ventos, mas como ver ou ouvir o que já é impossivel, o que invisivel.
Belo poema amigo, bela homenagem, entre o bem e o mal, existem almas amigas como a tua.
Forte Abraço.
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 19/9/2007 08:23
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Joana Eleutério
 

Que bonito, André! Tanto o poema como a foto. Um grande abraço e uma linda noite.

Joana Eleutério · Brasília, DF 19/9/2007 23:44
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Branca Pires
 

Voltei para falar da imagem, da estrela cadente em flor.
Linda, majestosa e imponente!
Composição, equilibradíssima!
Então é dez!

Branca Pires · Aracaju, SE 20/9/2007 00:01
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Saramar
 

Vim votar nesta beleza.
E como toda beleza é inspiradora, principalmente para os aprendizes, escrevi um poema que publicarei mais tarde, inspirada nestes seus lindos versos.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 20/9/2007 14:49
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Branca Pires
 

Super bem votada!
bjs

Branca Pires · Aracaju, SE 20/9/2007 14:53
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linney
 

Belos versos,André,belos!
Abraços.

linney · Canoas, RS 20/9/2007 15:23
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Joana Eleutério
 

Depois do encanto, meus votos.
Bjs.

Joana Eleutério · Brasília, DF 20/9/2007 16:00
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j.alves
 

gostei mesmo

j.alves · São Paulo, SP 20/9/2007 20:02
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