Pai!
por onde vagas
agora que não mais te vejo?
em qual dessas estrelas repousas
esperando por mim?
Havia tanto para te dizer...
mas me calei
tanto havia o que de ti descobrir
mas não te indaguei
retive-me no meu egoísmo
nos mal suplantados dissabores
de nossa vida material em comum
Vivíamos sozinhos... em nós mesmos
vendo-nos... sem nos ver
remoendo mágoas
trocando farpas em nossa vã superficialidade
dominados por um coração selvagem
Não me fizeste a redoma que logrei
não te fiz os carinhos de que precisavas
ambos somos medíocres perdedores
desprovidos do amor paterno-filial
fomos, portanto, privados desse paraíso
Cedo foste habitar nalguma dessas estrelas
enquanto eu... cresci quase só nesse mundo
que ao invés de ter-me sido hostil
e repletos de ardilosos vilões
- de quem, decerto, me protegerias -
ofertou-me o herói que em sonho suplicava
É tarde!
de que nos adiantam remorsos e lamentos?
não há como regressar àquele tempo
em que eu era uma menina carente
e tu, um menino aprendiz de Pai
Mas, posto que somos imortais
ainda serei alvo de teu carinho paternal
e tu... do meu afago filial
Doloroso poema .Quantos sentem esse vazio, mesmo tendo um pai que não se faz presente, ou um filho que não se faz sentir. bjs
Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 11/8/2011 16:56
É sentimos falta e necessidades de nossos pais que se foram...
Lamentavelmente não existe bulas para filhos ou pais, e, temos de aprender na raça e na pele.
Somente a saudde nos habita.
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