Ai,ai,ai
Que agora vou ter de me flagelar
E vai doer tanto
Ai que de novo
Vou criar meus instrumentos de tortura:
Meus choques,
Afogamentos,
Paus-de-arara emocionais
Ai,ai,ai
Vou ter que deixar as minhas próprias unhas
Entrarem navalhas nas minhas próprias carnes
Ai que hoje vai arder,
sangrar,
ulcerar
Mais do que todas as outras hemorragias
Sentidas no gestar e parir
Vou ver meus pedaços,
meus sangues,
filhos-abortos de minha insensatez
E pra cada um deles um choro sentido
Quieto com medo do barulho do soluço
Do berro que vem e quer sair
Explodindo coração,
pulmões
e peitos
Ai que a espada corta minhas tripas todas
E quem comanda com pulso
o fio de sabre da morte
Sou eu
Fala Luiz... um belo poema!
Um pouco de Rivotril com Fluoxetina vai te fazer bem!
Brincadeiras a parte... ainda bem que já passou! (será?)
Um abraço!!!
Já passou, agora já passou.
Postei esse poema só pra perceber como eu estava em outubro de 2002... Devia estar precisando tomar caixas desses remédios aí. RSRSRSRSRSRSRSRS!!!!
Que fase hein, meu amigo!
Ainda bem que passou.
E para posteridade ficou essa poesia de palavras fortes, dóidas...
Ainda bem que passou!
Abraços.
T´ragico morrer, de intensidade tão grande que dói.
Gostei muito do tema e da força dos versos.
beijos
Pórra! (assim mesmo Pórra),
chegou a doer...
A navalha entrando
enlaçando em sangue o ventre...
Ai que vai doer...
Ai que dói ter que se doer...
Haraquiri de alma em si...
Iperando os sentidos do sentir...
Ai que as vezes o corte é fundo
no coração fecundo
de dor a se expelir...
Pórra, dói sim...
Luiz Antonio,
Não brinca com sangue
que pode cegar a espada...
Ah, e eu votei tá.
sangrando, mas votei.
beijo, vou te botando nos meuys favoritos sem nem
perguntar se tu quer.
Forte, bonito! Como desabafo! Nunca de verdade! Tirar a própria vida, não vale! Viver vale a pena sempre! Abçs! Votado!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 8/10/2007 16:46
Oi Nydia!
Falou uma coisa certa. Foi um desabafo na ocasião (2002).
Digamos que, metaforicamente, lá tirei uma vida que não valia pra hoje viver dessa que tenho que vale muuuuuuuuuuuito!!!
Beijos e obrigado
Oi Dora!
Só publiquei pra terminar a catarse! Foi necessário.
A foto foi pra descontrair ( divertido fazer!)
No lugar do sangue, Ketchup!
Trágica só a poesia!
Beijos e obrigado pelo excelente comentário ( outra poesia né!?)
e também por me adicionar entre os seus favoritos.
Oi Saramar!
Das muitas mortes que temos que passar, algumas são doloridas; outras, coloridas!
Obrigado por ter vindo aqui!
Amo seus versos!
Oi Wander!
Já passou sim! Mas continuo amando o trágico.
Abraços, amigo!
Luiz
Já que tu és um dos meus favoritos,
vou logo avisando,
vais te acostumando comigo,
sou assim, entro espaçosa,
nas janelas de outros poetas...
Ainda bem que é ketchup
(o que me faz lembrar de uma piada escrota sobre um casal de portuguêses, mas bem, Haraquiri é um assunto-drama-japonês).
Eu adoro essa coisa de ter uma produção mesmo que mínima para se fazer uma foto-tema-não-tema apropriada com a catarse da alma
atravessada por fio afiado de espada racional cortando o mal do irracional, trágico, mas necessa´rio se faz, façamos sempre.
Nos livremos de vidas nefandas dando espaço para renascerem em vidas muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitooooooooooo
boa de se viver, até com ketchup, que me desculpe, eu não gosto, prefiro sangue.
Um Hai Kai (só para continuar neipônica-romântica-tragicômica:
"Antagônismos da vida,
Tu muito feliz,
eu, muito fodida".
(fiz para um amigo-mui-qurido-e-belo)
Um abraço de sol nascente]bem longe da gente.
Menina Dora!
Tu és pra lá de doida!
Ainda bem que não és doída
Seria foda ser uma doida doída
ou vice versa!
Sei da anedota dos portugueses e já pensou que engraçado se um japonês entrasse na história de sabre em riste....kkkkkkkkkkkkkkkkk
Beijocas minha linda!
Ah... Dora!
Gostei do Hai Kai.
Vou ficar procurando coisa sua agora pra ler!
Lula
á vendo como sou entrona,
já tô íntima. : )
Fique à vontade, divirta-se.
Agora foi que vi o japonês na piada com o saibro em riste.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Poema do desespero, dor, cair no chão que não se tem, contornar a cabeça olhar em movimento movediço todos os dias passados...
caraca...Chega, vida de amor e flor...
pro alto, leventa!!!...
bacana mesmo...
Votado, pois sei disso...rs
Oi Cintia!
Era mesmo um poema sobre dores tão fortes que só algo muito forte podia me fazer "abortar" tudo aquilo. Mas foi em 2002!!!!
Hoje a vida ganhou novo rumo: É SEMPRE CELEBRAÇÃO!!!!
Beijos e obrigado!
Me deu medo...
Da minha própria insensatez. Fico pensando no que terei que pagar por causa dela, de minhas escolhas insensataz.
Legal quando um poema desperta na gente reflexões...
Puxa vida que poema legal. porque não meconvidou pra ler meu poeta Cavalheiro. Meus sinceros aplausos e abraços ago.
Carlos Magno.
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