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HERÓIS - De 1819 a 2011

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CCF · Praia Grande, SP
16/1/2011 · 0 · 2
 

Quem agora culpa o passado,

as chuvas e seus temporais.

Esquece sofrimentos ancestrais.



Daqueles que desbravaram, fundaram, morreram.



Foi assim em qualquer tempo,

Mas a informação salvou Noé.

Hoje, Quem irá nos salvar?



Nos Palácios os “Nobres” legisoram(*), para si!



Entre Setembro e Novembro de 1819, 1.702 pessoas, de um total de 2013, imigrantes Suíços, sobreviventes de uma travessia oceânica que durou 3 meses e doze dias, chegaram ao Rio de Janeiro no porto de Itambi, de onde em carros de bois e a pé através da baixada fluminense, subindo o vale do Rio Macacu, chegaram ao seu destino. Muitos ficaram pelo caminho, vitimas da málaria e fome.

Tempos depois, em homenagem ao lugar de origem, Canton de Fribourg, fundaram uma colônia e a ela deram o nome de Nova Friburgo.

Não bastassem as condições adversas no campo social, com a volta de D. João VI para Portugal, os subsídios cessaram. As condições climáticas eram horríveis, pois o calor da região era muito diferente do calor que eles tinham na Suiça.

Tanto que em 1821 o verão foi terrivelmente chuvoso e as enxurradas destruíram tudo o que tinham construído.

Sem subsídios, sem administrador, acéfalos, sem língua de comunicação a não ser com os seus, entregues a fome, a miséria e em plena selva eles viveram e sofreram tanto o quanto os friburguenses de hoje sofrem.

Uma coisa os iguala, apesar do tempo que os separa. O não ter para onde ir. Pois o que explica a presença deles ali, é a necessidade. Deles e do Estado a qualquer tempo.

Como descendente de um desses heróis (Jean-Henri Verdan-Família Verdan), estou muito triste com o que está acontecendo na região serrana do estado do Rio de Janeiro.

Mas sei que os verdadeiros heróis Friburguenses e todos daquela região serrana, saberão honrar a história dos seus antepassados e seguir em frente. Pois esse é o destino daqueles que sobreviverem.

Aos “NOBRES”, cabe fazer o que lhes é concedido, ora pelo acaso...ora pela alienação de alguns, governar. Como sempre ao sabor dos seus próprios interesses.

Não demora, teremos mais tragédias em algum canto “DESTE” País.

É só esperar para morrer!

(*) Junção das palavras LEGISLAR e Orar. Prática muito comum em Brasília e no "RETO" do País, por grupos de ratos políticos antes da divisão do dinheiro obtido com a corrupção dos seus cargos.

Estou usando esta expressão pela segunda vez. A primeira foi Janeiro/2010 quando da descoberta do Mensalão do Arruda.

Sobre a obra

Indriso pensado a partir dos acontecimentos na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.

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informações

Autoria
Celso Correa de Freitas
Ficha técnica
INDRISO - 3-1-3-1 EM DUAS SISTOLES.
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alcanu
 

Há muito tempo atrás, aqui chamava-se Badezir e muita coisa errada rolou !
O Karma se cumpriu a duras penas !
Infelizmnte para almas que não tinham nada a ver com isso !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 14/1/2011 14:35
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Cláudia Campello
 

Cada tempo ou era ....barreiras a vencer!
assim moldamos nosso carater, vencendo os desafios que a vida nos impoe.

gostei mto do texto. parabens.
bjssssss

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 14/1/2011 18:01
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