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HISTÓRIA DE NOSSO POVO

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gteixeira · Salinas da Margarida, BA
11/6/2010 · 18 · 16
 


HISTÓRIA DE NOSSO POVO – INDEPENDÊNCIA DA BAHIA.
A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.

Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.
Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.
Para chegar a este dia, muita luta foi travada...
O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.
Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.
O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.
Movimentação pela independência:
Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.
Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.

Força portuguesa:
No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas.
Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.

Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.

Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.
Contra-ataque brasileiro:
No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.
Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.
Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.


Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.
Pesquisado no Ibahia.com





Sobre a obra

Breve relato da Independência da Bahia.

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Gteixeira
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marilia carboni
 

Obrigada pelo convite!
Gostei de estar aqui!
Beijos !!!

marilia carboni · Londrina, PR 11/6/2010 22:32
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gteixeira
 

Marília,
Eu que agradeço, ñ fuja daqui.
Bjs.
Gteixeira

gteixeira · Salinas da Margarida, BA 12/6/2010 21:15
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Cezar Ubaldo
 

Excelente aula sobre a nossa História,meu amigo,excelente.Voce,como muitos,sabe que a História Brasileira é cheia de enganos,de criações ou desconsiderações,como é o caso do 2 DE JULHO de 1823,quando efetivamente se concretiza a Independência do Brasil com a definitiva expulsão dos portugueses.A falta de reconhecimento ào 2 de Julho como data Maior é porque aconteceu na região Nordeste do Brasil,especificamente na Bahia,e o reconhecimento iria contrariar os interesses das regiões sudeste e sul,mais poderosas poitica e economicamente.É so olhar nos livros didáticos que percebemos a descriminação:A inconfidência Baiana foi o verdadeiro movimenton revolucionário pois foi arregimentado pela massa,composta de negros e outros sem acesso social.Mas o que se destaca nos livros didáticos é a Inconfidência Mineira,desenvolvida por burgueses e intelectuais,e o resto toos sabem.
Mas,voltando ao seu texto,éle é inquestionável,profunda reflexão sbre a nosa verdadeira Independência.E como dia o nosso vate Castro Alves:
Era no dous de julho/a pugna imensa travava-se nos cerros da Bahia/o anjo da morte,pálido,cozia/uma vasta mortalha em Pirajá.Neste lençõl tão largo e tão extenso/como um pedaço roto de infinito/o mundo perguntava,erguendo um grito:qual dos gigantes,morto rolará?
Grande abraço,amigo.Sucesso.

Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 13/6/2010 07:16
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gteixeira
 

CÉZAR,
Sua reflexão me enche de alegria, a bem da verdade ñ tinha percebido como o seu ângulo visionário, tudo q/ vç falou é verdade, a inconfidência mineria está nos ensinos a nossa não. Tu disseste tudo, mero preconceito c/o nordeste.
Vc foi brilhante, ainda + qdo lembra o Grande CASTRO ALVES.
Valeu
Gteixeira.

gteixeira · Salinas da Margarida, BA 13/6/2010 17:46
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ayruman
 

Magnífico texto amigo. Registrar a nossa história é valorizar nossa cidadania e nossas raízes culturais.

Tenha una boa Semana. jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 13/6/2010 23:09
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Greta Marcon
 

Me desculpe, Teixeira; nunca fui boa aluna em história. Louvo a tua iniciativa de esclarecer e valorizar as nossas
raízez culturais. Confesso que não tenho paciência e nem Olhos, para ler um texto tão grande... Prefiro ler poemas.
Votado
Beijossss

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 14/6/2010 20:58
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alcanu
 

Supimpa esse teu texto, essa verdadeira Aula de Brasilianismo legítimo !
porisso a gente conta essas piadas terríveis 'deles' !
ahahahahah !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 14/6/2010 21:09
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gteixeira
 

Alcanu,
Muito obrigado, vc é muito gentil.
Gteixeira
Ps. estou aprendendo a colocar a fotos...
Agora vai...

gteixeira · Salinas da Margarida, BA 15/6/2010 21:35
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Ilia Noronha
 

Nossa!! Nao sabia. Adoro historia e aprendi mais agora.
Bbeijuss

Ilia Noronha · Manaus, AM 21/6/2010 21:48
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nildo dilfreitas
 

Muito interesante! a história faz parte do desenvolvimento de um povo. Abraços.

nildo dilfreitas · Brumado, BA 22/6/2010 18:50
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gteixeira
 

Nildo,
Grato pela observação.
Estou á disposição.
Gteixeira

gteixeira · Salinas da Margarida, BA 26/6/2010 20:54
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Cláudia Campello
 

bjssssssss meus!

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 29/6/2010 01:51
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Doroni Hilgenberg
 

O Brasil tem uma história e tanto...
o povo sofreu mas conseguiu sua independencia
Lembro que a professora f alava do general Labatut, só qua a gente não entendia nada de nada.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 30/6/2010 15:51
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gteixeira
 

Doroni,
Verdade, lemos muito pouco s/a nossa historia.
Gteixeira

gteixeira · Salinas da Margarida, BA 30/6/2010 15:54
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Vasqs
 

Legal, Teixeira. Quando somos jovens não temos maturidade pra nos ocuparmos com esses detalhes da história; quando viramos adultos, nos falta é tempo. Daí que seu texto , aqui, é uma aula sempre oportuna.
abraço

Vasqs · São Paulo, SP 2/7/2010 20:45
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gteixeira
 

Valeu Vasqs, vc como sempre muito gentil.
Grato
Gteixeira

gteixeira · Salinas da Margarida, BA 2/7/2010 22:19
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