HOJE ME PRODUZI TODA E... CEGUEI UM COELHO.

zegadis
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Antonio Brás Constante (Escritor maluco) · Canoas, RS
15/7/2008 · 109 · 7
 

HOJE ME PRODUZI TODA E... CEGUEI UM COELHO.
(Autor: Antonio Brás Constante)

Muitos costumam viver suas vidas em verdadeira paz de espírito, totalmente indiferentes ao mundo que gira ao seu redor. São indivíduos que trabalham, estudam, vão ao mercado, ou à farmácia, demonstrando uma serenidade no rosto, pois sabem que são pessoas de bem, incapazes de fazer mal a uma mosca. E eles estão inteiramente certos em pensar assim, já que diretamente não infligem nenhum mal aos seus semelhantes. Porém, muitas das causas de atrocidades no mundo estão nas entrelinhas...

Vamos tomar por base uma ida ao cabeleireiro na década de 80, onde as mulheres da época (assim como as mulheres de hoje), tentavam dar uma produzida no visual, buscando novidades que as deixassem mais belas. Mas, ao agirem assim estavam indiretamente contribuindo com a tortura, cegueira e matança de animais indefesos (como o coelho, por exemplo). Se bem que para compactuar com tal crueldade, elas não precisariam ir ao cabeleireiro, já que foram alguns dos testes feitos para confecção de artigos estéticos (que elas também tinham em casa), os responsáveis diretos por tais atos bárbaros contra vários animaizinhos da natureza (muitos deles adorados por seus filhos, quando assistidos em desenhos animados que exibiam cenas do bosque encantado).

Mas afinal, onde é que um escritor de fundo de quintal (acreditem, alguns escritores têm quintal, e eu me incluo entre eles), quer chegar falando sobre isso? Bem, talvez a lugar algum, ou quem sabe despertar algumas pessoas para este tipo de fato, do mesmo modo que fui novamente despertado ao ler a matéria “ele precisa ser sacrificado?” (chamada de capa na revista Galileu de maio/08).

A sociedade avançou no decorrer da história, criando hábitos de consumo que necessitam da utilização de animais para o desenvolvimento de seus produtos de forma segura, nos protegendo dos efeitos indesejáveis que eles poderiam vir a causar. Claro que este tipo de pesquisa envolvendo seres vivos pode não se resumir apenas aos animais considerados irracionais (mas que sentem dor e todo tipo de sentimentos inerentes a qualquer indivíduo). Muitas vezes as cobaias são os próprios seres humanos, como em casos ocorridos na África, com testes envolvendo medicamentos para o combate do HIV, onde parte dos pacientes tomava placebo achando que aquele “medicamento” iria protegê-los contra o vírus.

Sempre é bom lembrar que se não fossem estes testes, muitas das descobertas científicas envolvendo remédios, técnicas de transplantes de órgãos, entre outros frutos advindos desse tipo de pesquisa, não teriam sido alcançadas. Descobertas que conseguiram evitar a morte e o sofrimento de inúmeros seres humanos, também favorecendo muitos animais que delas se beneficiaram.

Enfim, dizer que podemos dormir com a consciência tranqüila simplesmente por nos mantermos alienados aos meios que se empregam para garantir nossa qualidade de vida (seja ela estética, gastronômica, medicinal, etc) é mais do que pura inocência é, sobretudo, uma falta de nossa própria essência, intitula por nós como: humanidade.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

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Antonio Brás Constante
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Nic NIlson
 

Coelho, vc té é querendo livrar sua pele, ahahahahahahahah, como o porco q achou q salsicha deveria ser feito com carne de tartaruga, ahahahahahahahahahah. Mas com respeito ao texto, se nao for animais de laboratorios quem sera? Eu? VC? e Tem mais, as atrocidades elevaram o progresso da ciencia e medicina. Os loucos dos nazistas faziam testes p medicinas. Como teriamos o Wolks se nao fosse eles? E por ai vai...

Nic NIlson · Campinas, SP 14/7/2008 08:54
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Doroni Hilgenberg
 

Brás,
Mas que seria da humanidade se não pudessemos matar um frango para comer? ou se não tivessemos remédios e vacinas? Um vale de lágrimas, independente da estética.
bjsssssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 14/7/2008 18:42
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

belo escrito, gostei muito.(votei).

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 14/7/2008 22:37
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Cristiano Melo
 

Muito bom, muito bem,
pertinente e relevante tema com uma consistente escrita. E então? A pergunta que fazes é muito salutar: "quem merce morrer/viver?"
O sofrimento a que animais são submetidos para se conseguir avançar em descobertas biológicas é um tema "espinhoso" à ética, e o que dizer dos animais de laboratório que servem para o aprendizado? Dissecados vivos ou anestesiados em aulas de biologia e de faculdades das chamadas "ciências da saúde"???
Muito bom, muito bem,
meus votos e abraços.

Cristiano Melo · Brasília, DF 14/7/2008 23:07
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Antonio Brás Constante (Escritor maluco)
 

Realmente é um assunto muito polêmico,
Lembro que ao ler sobre a época da escravidão, as pessoas falavam sobre a necessidade de se ter escravos, que apesar de desumano era fundamental para a produção, etc. etc.
Já dispomos de várias formas de minimizar o sofrimento das cobaias, ou mesmo de nao precisar utilizar as mesmas. Mas o assunto é bem mais profundo do que isso, a intenção do texto foi apenas de chamar ao dialogo e lembrar que eles existem.
Grande abraço meus jovens.
ABC

Antonio Brás Constante (Escritor maluco) · Canoas, RS 15/7/2008 08:44
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igor barradas
 

muito bão!

igor barradas · Duque de Caxias, RJ 15/7/2008 12:49
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Adroaldo Bauer
 

Uma observação mais atenta, além do bem escrito texto de alerta e tema instigante, Antônio, nos vai revelar que apenas respirar significa já, por inalação, o sacrifício de milhões de micro-organismos (seres vivos, por certo). E em razão disto, mesmo sendo como qualquer pessoa que se ponha contra o sofrimentos infligido, fico sem mais o que dizer, porque não se pode sugerir que deixemos de respirar os animais, racionais ou não.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 18/7/2008 01:04
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